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domingo, 12 de fevereiro de 2017

TIPICA DISPUTA DE BOLA ENTRE O AVANÇADO E O GUARDA-REDES

Ederson foi expulso aos 41 minutos numa tipica disputa de bola entre avançado e o guarda-redes!Só que neste caso o guarda-redes chegou primeiro a bola! 

Nos lances clássicos de disputa de bola entre o avançado e o guarda-redes, normalmente os árbitros assinalam falta do guarda-redes, quando é o avançado a chegar primeiro à bola e o inevitável choque acontece após isso, mas nesse caso, o Ederson chegou primeiro a bola, por isso não se comprende o vermelho directo. Aparentemente pelas explicações dos pseudo-experts em arbitragem do jornal OJOGO, o Manuel Mota castigou Ederson pelo uso excessivo de agressividade nessa disputa de bola. Foi expulso por conduta grosseira, violenta ou força excessiva!  É com estas estapafurdias justificações que estes senhores querem explicar aos adeptos de futebol a justeza desta decisão arbitral! Na verdade, Ederson simplesmente se limitou a ser mais rápido, a ser o primeiro a pontapear a bola, nenhum desses senhores fazedores de opinião da nossa praça consegue dizer qual a forma correcta como Ederson devia pontapear a bola e ainda conseguir retirar o pé desse lance dividido, para que dessa forma não seja castigado por conduta grosseira, violenta ou força excessiva?



Será que algum desses senhores conseguem explicar como é que o Ederson poderia proceder para evitar o contacto com o adversário ao pontapear essa bola? Não jogar a bola não é a solução, nunca pode ser solução para qualquer um que é pago para jogador a bola.

Se fosse o caso de ser o Mateus, o 1º a chegar a aquela bola, pontapeando-a, como é que também o Mateus consegueria escapar de atingir com o pé no seu adversário na sequência dessa bola dividida. Será que este mesmos ex-arbitros defenderiam também a expulsão do atacante em defesa da integridade fisica do guarda-redes benfiquista nesse caso? 

Já todos sabem que para o tribunal do OJOGO, quando um jogador do Benfica atinge o adversário depois de chutar a bola é um lance claro para vermelho. Será que os jogadores do Benfica ainda nunca foram atingidos pelo adversário depois de um corte e é por isso que o Benfica ainda não usufruiu de nenhuma expulsão do adversário "em tempo útil de jogo" nos últimos 64 jogos para o campeonato nacional?

Assim tem sido os critérios arbitrais que esta época não permitiram ao Benfica jogar em suerioridade numérica e permitiram ao F. C. Porto jogar mais de 200 minutos em superoridade numérica. Também se estranha que, quando é um jogador do F. C. Porto atinge o adversário com os pitóns em riste, não seja considerado lance para vermelho directo, nem haja no OJOGO quem defenda a integridade fisica dessa vitima no lance. É que, verdade seja dita nesta temporada, Ederson não foi o 1º a atingir o adversário com os pitóns numa disputa de bola, pode é ter sido o 1º a levar cartão vermelho directo após jogar primeiro a bola. Estas são as condições em que o Benfica lutará pelo tetra.

Ora vejamos em seguida, alguns lances de entradas com os pitóns em riste em que nem seguer jogam a bola e mesmo assim não mereceram por parte dos árbitros a amostragem do vermelho directo.

Todos nos lembramos que depois do Layun ter posto em causa a integridade fisica do Cassio e o vermelho não foi exibido e Layun ainda cometeu mais 1 penalti e fez outra falta perigosa nesse jogo sem ter sido expulso pelo Jorge Sousa.

Entretanto neste fim de semana, por incrível que pareça, apenas um dia após a expulsão decretada pelo Manuel Mota, aconteceu um lance bastante semelhante no jogo do Benfica B, em que o José Gomes é atingido pelos pitóns do guarda-redes do Aves e pasme-se, afinal este tipo de lance não é para vermelho directo! Pois, aqui o Quim não foi expulso, não me digam que só o seria se antes tivesse chutado a bola! Que critérios arbitrais tão estranhos/diferentes existem na nossa Liga.
A liga exige aos árbitros a aplicação das mesmas regras na 1ª e na 2ª liga ou não?


Atendendo ao histórico de decisões arbitrais é realmente estranho a expulsão do Ederson.
Quem não se lembra do Slimani atingir com os pitons a perna do Julio Cesar na época passada, sem sequer ser amarelado, aliás nem falta foi assinalado pelo Jorge Sousa quanto mais cartão vermelho exibido. As pernas do Mateus devem ser mais valiosas que as do Julio Cesar!


Ou do Teo Gutierrez pontapear a cabeça do Ventura, sem ser punido pelo arbitro Tiago Martins com o correspondente cartão.
Aparentemente nestes lances não existe conduta grosseira, violenta ou força excessiva, desde que seja protagonizados por jogadores com equipamentos listados! Ao contrário da disputa de lance protagonizado pelo Ederson! Mas de todos eles Ederson foi realmente o único que calculou bem as distâncias na disputa de bola, pois foi o único a chegar primeiro a bola e a efectuar o corte.

As leis não devem ser aplicadas consoante as cores das camisolas, é bom que os árbitros saibam disso, em defesa realmente da integridade fisica dos jogadores de futebol.

Independentemente do clube, todos dirão aos seus guarda-redes que ao saiem da baliza para disputar uma bola com o avançado, o objectivo a atingir tem de ser obrigatoriamente chegar primeiro a bola que o atacante. E se ele tiver qualidades tecnicas para ser eficaz nesse aspecto do jogo, competência para conseguir jogar primeiro a bola, estará em condições de ser uma mais valia para a sua equipa.
Ederson é realmente um guarda-redes muito bom a sair da baliza, muito rapido a chegar as bolas colocadas em profundidade e é essa caracteristica uma das razões pelo que é muito pretendido pelos principais clubes europeus.
Quem viu o lance não consegue afirmar que o Ederson intencionalmente atingiu o adversário ou que no lugar do Ederson consegueria evitar o choque após pontapear essa bola.

A expulsão por conduta grosseira, violenta ou força excessiva como é referido pelos tribunal dos ex-arbitros será mais aplicável para o Ederson ou para o FIlipe no último Classico.


Pelo que se viu com Ederson afinal jogar primeiro a bola e depois atingir o adversário é vermelho directo. Alguém devia avisar o Artur Soares Dias que no último classíco se esqueceu de puniu o Filipe com o respectivo cartão por pontapear o André Horta aos 81 minutos de jogo.



domingo, 2 de outubro de 2016

Benfica na liderança isolada e as lesões

Tendo em conta que a equipa que terminou a época anterior como campeã, incluia como titulares Ederson, André Almeida, Eliseu, Jardel e Jonas, sendo que o Raul Jimenez acabou marcando presença em 45 dos 52 jogos oficiais do Benfica 2015/16, todos compreendem que esta temporada até ao momento, Rui Vitória está ainda muito longe de ter conseguido extrair o melhor que este plantel 2016/17 pode dar. Mesmo com os condicionalismos todos o plantel do Benfica continuou a demonstrar ter elementos disponíveis suficientes para vencer 6 dos 7 jornadas disputadas, sendo que 3 desses jogos foram disputadas em casa e 4 como visitante.

Após 7 jornadas a melhor equipa do campeonato é o Benfica, uma equipa que foi assolada com uma onde descomunal de lesões e cuja onze mais utilizado até ao momento é constituido por:

  1. Julio Cesar ......................(Ederson regressado da lesão recuperará o seu lugar em princípio)
  2. Nelson Semedo .....(André Almeida regressado da lesão poderá recuperar o lugar em princípio)
  3. Lisandro Lopez ....................(Jardel regressado da lesão recuperarará o seu lugar em princípio)
  4. Lindelof
  5. Grimaldo .......(Eliseu que regressou tardiamente do Europeu ainda pode recuperar o seu lugar)
  6. Fejsa
  7. André Horta
  8. Salvio
  9. Gonçalo Guedes ...................(Jonas regressado da lesão recuperarará o seu lugar em princípio)
  10. Pizzi ...............(Rafa Silva regressado da lesão pode recuperar o lugar como extremo esquerdo)
  11. Mitroglou ...................(Jimenez regressado da lesão pode recuperar o lugar de Ponta de Lança)
Como se vê este actual onze está muito longe do melhor onze que se perspectivava para o Benfica 2016/17, tendo em conta os sinais que o Rui Vitória foi dando na pré-época. 

Nestas 7 jornadas já disputadas, o F. C. Porto e o Sporting têm alinhado praticamente na máxima força, dos elementos que compõem o melhor onze de cada uma destas 2 equipas, somente o Maxi Pereira enfrentou uma paragem por lesão até ao momento mas mesmo assim, quer o Nuno Espírito Santo, quer o Jorge Jesus, não conseguiu encontrar dentro do seu plantel um onze capaz de ter um melhor desempenho do que o remendado onze que o Rui Vitória tem recorrido em 2016/17. Isto está a acontecer num inicio de época em que Comunicação Social não se cansa de elogiar as qualidades, méritos e feitos épicos do Jorge Jesus e do Nuno Espírito Santo no comando técnico das suas equipas em contraste com o Rui Vitória, cujas qualidades como máximo responsável técnico do Benfica quase que tem passado despercebidas, esquecem mesmo que é ele que ostenta o titulo de actual treinador campeão nacional. Será que consideram que existe assim um tão grande diferença na qualidade do plantel do Benfica para os outros 2 grandes de Portugal?

Por incrível que possa parecer, mesmo não tendo neste momento nenhuma equipa com um desempenho superior ao onze actual do Benfica, a esmagadora maioria dos adeptos reconhece que o mais provável é que o Rui Vitoria conseguisse um ainda melhor desempenho, se em vez do actual onze mais utilizado pudesse utilizar um onze somente daqueles jogadores que não tem podido contar até hoje, ou seja o seguinte melhor onze:
  1. Ederson
  2. André Almeida
  3. Luisão
  4. Jardel
  5. Eliseu
  6. Samaris
  7. Danilo Barbosa
  8. Zivcovic ou Carrillo
  9. Jonas
  10. Rafa Silva
  11. Raúl Jimenez
Este onze tem condições para ser campeão 2016/17. Acredito que se dessem a escolher ao Rui Vitória entre este ou actual onze para entrar em campo, ele escolheria este onze, tal como qualquer outro treinador, pois esta equipa nos jogos treinos contra os actuais 11 titulares do Benfica, vencerá a grande maioria desses jogos, tal como venceria a esmagadora maioria dos 34 jogos do campeonato contra as outras equipas da nossa liga. Eu diria mesmo que num campeonato seria mais provável ser campeão com este onze (que inclui Ederson, André Almeida, Jardel, Jonas, Rafa Silva e Raúl Jimenez) que com os onze actualmente mais utilizados e que mais contribuiram para a liderança isolada do Benfica 2016/17. Chegados a Outubro a bola esta nas mãos do departamento médico do Benfica e do Rui Vitória.

Este Benfica 2016/17 na sua opinião também será muito mais forte no dia em que poder contar com Ederson, André Almeida, Jardel, Jonas, Rafa Silva e Raúl Jimenez ou não?

Em caso de discordares, gostaria que nos comentários explicasses os motivos para tal opinião?

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Os reforços pretendidos devem ser contratados: LFV deve respeitar as decisões técnicas dos treinadores que contrata

No acumulado das últimas 5 épocas, o Benfica melhorou 385 M€ os Capitais Próprios comparativamente ao F. C. Porto (385=157+228), pois como se pode ver no acumulado das 5 últimas épocas, o Benfica apresenta Lucro acumulado de 157 M€, enquanto o F. C. Porto apresenta Prejuízo acumulado de -228 M€. Não faz sentido ocorrer uma diferença de 385 M€ em Capitais Próprios, entre os 2 principais candidatos ao titulo em Portugal, em apenas 5 anos, nem em 6 épocas que seja! É que no futebol, os clubes que mais investem, tendem a ter maiores probabilidades de obter sucesso desportivo, mesmo que obviamente, não melhorem os seus resultados económicos ou Capitais Próprios a apresentar no próximo balanço anual.

Não faz sentido, um clube de futebol ser tão obsessivo na procura do resultado desportivo, ao ponto de apresentar em apenas 5 épocas, um prejuízo acumulado de -228 M€ (critica aos dirigentes Portistas), nem faz sentido um clube de futebol, ser tão obsessivo na procura do resultado financeiro, ao ponto de acumular 157 M€ de Lucros nas últimas 5 épocas (critica aos dirigentes Benfiquistas), isto quando tens que disputar os títulos contra um rival que continua a investir na sua equipa de futebol. Financeiramente o desempenho do F. C. Porto nas últimas 5 épocas foi um desastre, com -228 M€ de prejuízos acumulados, mas desportivamente o F. C. Porto que, em 2015 era o 16º clube do Ranking UEFA, consegue se manter atualmente como 16º classificado do Ranking UEFA em 2020/21. Financeiramente o desempenho do Benfica nas últimas 5 épocas foi bastante positivo, acumulando 157 M€ de Lucro, mas desportivamente já não se pode considerar satisfatório, pois o Benfica no inicio de 2015 era o 6º do Ranking UEFA, atualmente em 2020/21 é apenas o 23º classificado do Ranking UEFA e internamente perdeu 2 dos últimos 5 campeonatos, neste momento encontra-se muito longe dos clubes com verdadeiras aspirações a vencer as competições Europeias. O LFV até pode afirmar que quer vencer uma competição Europeia durante a sua presidência, mas não pode afirmar verdadeiramente, que contratou/manteve os jogadores necessários para o Benfica ser verdadeiramente candidato a vencer competições Europeias. Ele sabe perfeitamente que, a equipa tem vindo a  cair no Ranking UEFA nas últimas 5 épocas em resultado do desinvestimento no plantel que tem feito. Numa época de excecional desempenho, pode até acontecer, um clube fora do Top 20 vencer a Liga Europa, mas em condições normais, só os clubes que pertencem ao TOP 10 do Ranking UEFA podem aspirar vencer títulos nas internacionais e o Benfica só se conseguiria manter no TOP 10 do Ranking UEFA, se nas últimas 5 épocas não tivesse vendido pelo menos 8 destes 22 jovens grandes jogadores que vendeu nas últimas 5 épocas, estes 8 que se encontram a negrito:

  • Rodrigo (30 M€), André Gomes (20 M€), João Cancelo (15 M€) e Ivan Cavaleiro (15 M€) na época 2015/16. Estamos a falar de 80 M€ de receitas geradas com jovens atletas que apresentavam talento futebolístico/valia que lhes permitiriam contribuir para sucessos desportivos nas últimas 5 épocas, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro para os manter no clube.
  • Renato Sanches* (35 M€), Gonçalo Guedes (30 M€), Nico Gaitán (25 M€), Helder Costa (15 M€) e emprestando o Talisca por 4 M€ na época 2016/17, ou seja, foram 109 M€  de receitas geradas com jogadores que nas últimas 4 épocas poderiam ter contribuído nos sucessos desportivos do clube, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro, para os manter no clube.
  • Ederson* (40 M€), Nelson Semedo* (35,7 M€), Lindelof (35 M€), Mitroglou (15 M€) e Talisca com taxa de empréstimo de 5,8 M€ na época 2017/18, ou seja, foram 131,5 M€ receitas geradas com jogadores, que nas últimas 3 épocas poderiam ter contribuído nos sucessos desportivos do clube, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro em troca de sucesso desportivo, mantendo-os no clube.
  • Talisca (19,2 M€), João Carvalho (15 M€), Cristante (9,5 M€), André Horta (5,7 M€) e Raúl Jiménez com taxa de empréstimo de 3 M€ na época 2018/19, que viriam a ser definitivamente vendido por mais 38 M€ no final da época, ou seja, foram 90,4 M€  de receitas geradas com jogadores, que nas últimas 2 épocas poderiam ter contribuído para os sucessos desportivos do clube, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro, mantendo alguns deles no clube.
  • João Félix* (126 M€), Jovic (22,3 M€), André Carrilho (9 M€) e Gedson Fernandes com taxa de empréstimo de 4,5 M€ na época 2019/20, ou seja, foram 161,8 M€  de receitas geradas com jogadores, que na última época poderiam ter contribuído para sucessos desportivos do clube, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro, para manter algum deles no plantel 2019/20.
  • Ruben Dias* (68 M€) e Carlos Vinícius com taxa de empréstimo de 3 M€ na atual época 2020/21, ou seja, o clube esta temporada já garantiu 71 M€ de receitas geradas com jogadores que poderiam estar neste momento a contribuir para o sucesso desportivo, se a direção tem prescindido de algum do lucro financeiro, mantendo algum deles no plantel 2020/21.

Prescindir de vender os jogadores que são importantes para o futuro competitivo do clube, é a melhor forma do Benfica investir no seu sucesso desportivo. Alguém imagina o que teria conseguido desportivamente ao Benfica nas últimas 5 épocas, se tem mantido esses 8 jogadores a negrito nos seus quadros, nem que fosse só os 5 a asterisco dos seguintes 8 nomes (Rodrigo, André Gomes, Gonçalo Guedes, Renato Sanches*, Ederson*, Nelson Semedo*, João Félix* e Rúben Dias*) que constam desta listagem de vendas acima elencado, cujos passes foram alienados a revelia da vontade dos seus técnicos na altura, que seguramente desaconselharam desportivamente essas operações, mas que LFV considerou essencial para capitalizar a SAD do Benfica? Imaginem a valia do plantel atual do Benfica as ordens do Jorge Jesus, se ainda estivessem no clube, Ederson, Rúben Dias, Nelson Semedo, Renato Sanches e João Félix, estamos a falar de evitar vender apenas 5 dos 22 jovens futebolistas alienados desde 2015/16 (mas também seriam menos 304,7 M€ no total de 590 M€ de receita obtida com transações de jogadores para manter esses 5 grandes atletas até hoje). A data de hoje, todos estes 5 jogadores de elite ainda têm, mais de 6 anos para jogarem nos melhores clubes mundiais seguramente (o mais velho é o Ederson com 27 anos, ainda perfeitamente a tempo de ser transacionado por um elevado valor de mercado). Nenhum destes 5 jovens jogadores pôde contribuir desportivamente durante 4 épocas para engrandecimento do museu Cosme Damião. Se LFV tem dado primazia ao sucesso desportivo, estes 5 jogadores poderiam ter contribuído pelo menos com 4 épocas ou 5 anos na equipa principal e depois sim, serem transacionados pelos mesmos valores que foram seguramente. É que estes 5 se revelaram muito promissores no Benfica desde o início, as tentadoras propostas apareceram sem terem completado sequer 3 temporadas a titular no Benfica. Seria assim tão difícil recusar vender Ederson (após época e meia a titular), Nelson Semedo (após época e meia a titular), Renato Sanches (após apenas meia época a titular), João Félix (após apenas meia época a titular) e Rúben Dias (após 3 épocas na equipa principal) no momento em que surgiram as propostas? Essas vendas surgiram todas numa altura em que não havia no plantel nenhum jogador que se tivesse mostrado preparado para ocupar essas posições garantindo 90% do rendimento desportivo que estes apresentavam (nem Varela para substituir Ederson, nem Pedro Pereira para substituir Nelson Semedo, nem André Horta para substituir o Renato Sanches, nem Chiquinho para substituir o João Félix, nem Ferro ou Otamendi para substituir o Rúben Dias até ao momento. Quando não tens grandes jogadores nos quadros, porque já os vendestes, então a única solução no imediato é adquirires grandes jogadores aos outros grandes clubes, como é o caso de Bruno Henrique, Gerson e Lucas Veríssimo, indicados pelo Jorge Jesus a direção, uma vez que estes 3 brasileiros tem custos comportáveis para o Benfica e 2 deles até já foram seus atletas, as suas características/qualidades são sobejamente conhecidas do JJ, que saberá melhor que todos, o que podem acrescentar ao plantel do Benfica. Acumulando o custo destas aquisições com as já efetuadas no defeso, o seu total não consumirá sequer os 158 M€ de Capitais Próprios de vantagem, que o Benfica obteve em relação ao F. C. Porto na época passada e o F. C. Porto já contratou os seus 10 reforços, enquanto o Benfica ainda procura fechar as outras 3 posições em falta. É uma falácia, afirmar que, o Benfica investiu forte em 2020/21, pois o investimento liquido de 22 M€ em reforços (98,5 de compras menos os 76,5 em vendas), nem sequer representam o equivalente de investir a totalidade dos 42 M€ de lucro obtido em 2019/20 no fortalecimento da sua equipa de futebol para a época seguinte. Um clube de futebol cujo objetivo principal é obter resultados desportivos, seguramente aplicaria a totalidade dos 42 M€ de lucro obtido na época anterior, nos reforços que necessita para melhorar o seu rendimento desportivo. E o Benfica não aplicou a totalidade desses 42 M€ na sua equipa de futebol, para aumentar os Capitais Próprios.

Por outro lado, o rival F. C. Porto, mesmo tendo tido um prejuízo de -116 M€ na temporada passada (2019/20), continuou a privilegiar a vertente desportiva e conseguiu contratar 10 reforços, para dar ao Sérgio Conceição nesta época 2020/21. Pinto da Costa deu todos os reforços, que o treinador considerava necessários para competir pelos títulos, que iria disputar em 2020/21. O F. C. Porto mesmo sem Capitais Próprios disponíveis, conseguiu trocar a linha atacante quase por completo, pois o seu treinador assim decidiu na sua avaliação técnica, recorrendo a empréstimos investiram dinheiro em Evanilson, Taremi e Tony Martinez, para despachar o Aboubakar, Zé Luís e Tiquinho Soares como o treinador aconselhou. Por isso, não é compreensível que, o Benfica não consiga satisfazer os desejos técnicos do Jorge Jesus, quando no Balanço em 30/06/2020 apresenta um valor elevado de Capitais Próprios (161 M€ positivos), ou seja, superior em 370 M€ aos do F. C. Porto, que é -209 M€ negativo! 


É que Jorge Jesus, ainda espera um Defesa Central (Lucas Veríssimo, depois do Rúben Semedo ter sido riscado pelo LFV, porque o Olympiakos não aceita o transacionar por menos de 10 M€), um médio centro (Gerson ou William Carvalho ou Mady Camara) e um avançado (Bruno Henrique, este é o único avançado com as características que o treinador quer, a preços que o Benfica pode pagar), reforços que o LFV incompreensivelmente não conseguiu contratar no defeso e atualmente já é por demais evidente, para todos que assistiram aos jogos realizados em 2020/21, que são reforçar necessários para o actual plantel. O Benfica necessita de jogadores com as características desses atletas, que o JJ pediu logo na altura em que foi contactado, ele que os assumiu como certos quando aceitou regressar ao Benfica, iludido pelo LFV que a prioridade agora no novo mandato, seria a procura do sucesso desportivo e não a do lucro económico. Afinal acreditou ele que com mais de 160 M€ de Capitais Próprios para investir na sua equipa de futebol, seria possível construir os melhores plantéis em Portugal, só que seria necessário que o LFV quisesse verdadeiramente investir no reforço da sua equipa de futebol.

O grande problema do Benfica é que, LFV claramente privilegia o lucro financeiro em vez do sucesso desportivo, enquanto o seu homólogo PC nesta fase da sua já extensa vida de dirigente, já só se interessa pelos resultados desportivos, pois os problemas financeiros que o clube poderá enfrentar no futuro, é um problema para ser resolvido por quem vier depois lhe suceder no cargo. Na época 2019/20, o Benfica apresentou um lucro de 42 M€ e o F. C. Porto um prejuízo de -116 M€, ou seja, houve uma diferença de 158 M€ entre as 2 equipas que discutiram o titulo taco a taco. E mesmo com esse gigantesco prejuízo, Sérgio Conceição conseguiu que a direção lhe coloca-se a disposição, os 10 reforços que pediu, não esperaram que o Benfica também aplicasse 158 M€ na sua equipa de futebol para 2020/21 para fazerem novas contratações. Como é possível que, o Benfica não consiga invista sequer os 158 M€ (42+116) para ficar nas mesmas condições que estava, comparativamente ao seu rival em 30/06/2019, preferindo antes manter disponíveis mais 158 M€ do que o seu rival em 30/06/2020 em Capitais Próprios comparativamente a 30/06/2019. Ter mais 158 M€ disponíveis que o rival e não os utilizar em reforços pedidos publicamente pelo treinador dia após dia, é um péssimo acto de gestão desportiva. Ter Capitais Próprios no Balanço e não os utilizar no fortalecimento da equipa, quando o treinador claramente necessita desses reforços, não é de que quem procura principalmente obter sucesso desportivo. Economicamente em 5 anos conseguir mais 385 M€ em Resultados Líquidos acumulados  que o clube rival, é algo muito meritório financeiramente, mas desportivamente não abona muito em favor de LFV, o facto de não conseguir sequer investir, o mesmo na sua equipa de futebol, que um rival que, registou menos 385 M€ de Resultados Líquidos nas últimas 5 épocas. 

Aqui está o quadro resumo, que compara as Demonstrações de Resultados do Benfica e do F. C. Porto na última época (2019/20), o agregado comparativo das 4 épocas anteriores a essa (ou seja entre 2015/16 e 2018/19), alem de evidenciar o agregado das 5 épocas do Benfica e do F. C. Porto, além de comparar também esse agregado das últimas 5 épocas das 2 equipas e são 385 M€ de diferença no Resultado Liquido acumulado nas 5 épocas (entre 2015/16 e 2019/20).

Dados retirados das contas publicadas na CMVM do Benfica e do F. C. Porto entre 2015/16 e 2019/20.

Antes dos resultados com transações dos jogadores, os Rendimentos Operacionais do Benfica foram superiores aos do F. C. Porto em 137 M€, no acumulado das últimas 5 épocas. Consultando o quadro, facilmente se comprova que LFV, últimas 5 épocas não deu primazia a vertente desportiva, basta consultar no quadro da diferença entre o Benfica e o F. C. Porto nas últimas 5 épocas, para se constatar que o Benfica além de ter consumido menos 16 M€ com o seu plantel em Gastos com o Pessoal (gastou 386 M€, enquanto o F. C. Porto gastou 402 M€ nestas últimas 5 épocas), também gerou em Resultados Com Transação de jogadores mais 248 M€ que o F. C. Porto, ou seja, o Benfica na pratica investiu na sua equipa de futebol menos 264 M€ (16+248) do que o rival F. C. Porto. O F. C. Porto para ter os plantéis competitivos que apresentou nas últimas 5 épocas, assumiu a necessidade de consumir com a sua equipa de futebol mais 264 M€ do que o Benfica.

Esta grande diferença de investimento no objetivo desportivo, é uma critica que havíamos feito na temporada passada e o tempo veio a dar-nos razão. Com o plantel que o Benfica tinha o ano passado, nunca conseguiria ser campeão contra um F. C. Porto, que beneficiasse do dobro de penaltis do Benfica (em 2019/20, o Benfica usufruiu de um saldo favorável de 6 penaltis e o F. C. Porto usufruiu de um saldo favorável de 12 penaltis!). Foram 6 penaltis de diferença em 2019/20 e nesta época de 2020/21 em 7 jornadas já são 6 penaltis de diferença entre as 2 equipas, por isso, só mesmo jogando o triplo como o JJ quer, será possível ao Benfica obter uma melhor classificação do que obteve em 2019/20. As condições arbitrais enquanto a equipa do Fontelas Gomes se manter em funções não se vão equilibrar.

Em 30/06/2019 a temporada 2018/19  terminou com o Benfica de Bruno Lage campeão. Este jovem treinador que havia construído esse sucesso desportivo, utilizando um 4-4-2 ofensivo como modelo base, apostando no João Félix como a nova estrela da equipa na posição de segundo avançado, nº10 (posição ocupada pelo Jonas nas 5 épocas anteriores), para a época seguinte, pediu apenas 3 reforços para ter o plantel forte e curto que pediu (Fabiansky para Guarda-Redes, Sibidé para defesa direito e Dani Olmo para 2º avançado, na vaga no plantel anteriormente ocupada pelo João Félix que a direção decidiu alienar por 126 M€). Se o plantel de 2019/20 não recebeu esses reforços, a responsabilidade de erro no apetrecho do plantel é da exclusiva responsabilidade da direção do Benfica, que privilegiou a vertente financeira em vez da desportiva, pois quando as contas no final da época 2019/20 foram conhecidas, todos constatamos ai, que o Benfica apresentou 42 M€ de lucro nessa época. Logo contratando esses 3 reforços, teria apresentado lucro no final da temporada na mesma, mesmo que no cumulo do azar, tivessem os 3 reforços contraído lesões graves que hipotecasse o seu contributo desportivo e não conseguissem melhorar os pontos conquistados na Champions com a utilização desses 3 jogadores contratados. Neste cenário mais pessimista, LFV teria tido azar nos investimentos feitos, mas ao menos tinha feito o que lhe competia, não se podia criticar LFV por falta de investimento, quando o treinador assim o aconselhou, agora ficar com o dinheiro guardado (para aumentar os Capitais próprios) e não investir no futebol por opção, tem de ser condenável num clube de futebol. Pois a realidade demonstrou que, esse investimento era uma necessidade imperiosa para se obter o sucesso desportivo. É que para as 3 posições as opções que o Scouting identificou em 15/08/2019 como atletas que particularmente poderiam satisfazer as pretensões do treinador da altura (Bruno Lage) eram:

  1. Fabiansky, Gulásci, Navas, ou Mattia Perin, ou seja, querendo LFV teria conseguido por 10 M€, no máximo por 15 M€ dar ao Bruno Lage o guarda-redes, que ele considerava essencial para a equipa que queria construir em 2019/20. Um ano depois, conseguiu-se contratar o Helton Leite por 1,5 M€! Não se pode dizer que o clube acabou poupando muitos milhões e conseguiu dar ao atual treinador o guarda-redes desejado, pois o JJ publicamente afirma que ainda está a testa-lo em competição, no sentido de conhecer melhor a sua capacidade para ajudar a conquistar os objetivos desportivos do clube.
  2. Djibril Sidibé (acabou assinando no ano passado por empréstimo de 1 ano ao Everton por 2,5 M€ com cláusula de compra de 15 M€), Mukiele ou Bruno Peres, que depois acabou sendo repescado pelo Roma que, o tinha emprestado no Santos. Resumindo no máximo investindo 15 M€ se tinha resolvido as necessidades do plantel nesta posição. Um ano depois contratou-se o Gilberto por 3 M€, particamente o mesmo custo de 1 ano de empréstimo do Sidibé em 2019/20. Só o treinador consegue dizer se 1 ano de empréstimo de Sidibé, para permitir a maturação dos jovens de elite que tem nos quadros (Tomás Tavares e João Ferreira), ou a compra em definitivo do Gilberto por 3 M€, qual é a melhor forma de investimento desportivamente. Só daqui a 1 ano, os adeptos de futebol comprovadamente saberão qual das 2 opções teria sido melhor para o clube. 
  3. Dani Olmo (acabou sendo adquirido pelo RB Leipzig por 20 M€ em Janeiro de 2020), Luca Waldschmidt, Luís Alberto ou Joaquín Correa, pelos vistos em 2019/20 não foi possível contratar nenhum deles investindo menos do que 20 M€ como LFV aparentemente queria alocar no substituto daquele que alienou por 126 M€! Só uma temporada depois, já em 2020/21, LFV conseguiu contratar o Luca Waldschmidt por 15 M€, estes 5 milhões a menos que custa agora, comparativamente ao que era pedido na época passada (antes da COVID19), não deixa de ser um ganho incomparavelmente inferior ao que o Benfica poderia obter, desportiva e financeiramente, se tem contratado por 20 M€ logo de seguida ainda em 2019/20, o substituto do João Félix, elemento que era essencial para o modelo de jogo preconizado pelo Bruno Lage, ainda um treinador sem muito estatuto ou experiência acumulada para poder exigir essa contratação.
Em 17/11/2020 publicamos aqui, que descordávamos da opção do LFV em não aplicar na equipa de futebol do Benfica, o lucro gerado pelo Benfica nessas últimas 4 épocas. Na altura no acumulado dessas 4 épocas, entre 2015/16 e 2018/19, o Benfica já tinha gerado financeiramente uma vantagem de 227 M€ em relação ao F. C. Porto. 227 M€ de diferença para o rival em apenas 4 temporadas já era uma barbaridade! Chegados a essa enorme diferença, qual seria a necessidade de voltar a dar prioridade, em obter lucros superiores ao do principal rival também nesta nova temporada (pela 5ª temporada seguida)? É inconcebível, um rival que perdeu 227 M€ comparativamente ao Benfica nesses 4 últimos anos até essa altura, ainda tenha conseguido investir mais no seu plantel 2019/20, do que o Benfica conseguiu (sem o efeito do Raul de Tomás que só ficou 6 meses antes de sair pelos mesmos 20 M€ que custou, então o Benfica recebeu 220 M€ de vendas de jogadores e reinvestiu apenas 45 M€ desse valor em novos reforços, enquanto que o F. C. Porto investiu 63 M€ dos 88 M€ que recebeu das alienações de passes na época 2019/20). A diferença dos recursos empregues na sua equipa de futebol é enorme, ao ponto de ainda no final da temporada 2019/20, se acrescentar 158 M€ aos 227 M€ de diferença que já vinha dos 4 anos anteriores. Comparativamente podemos constatar que, o Benfica gerou Resultados Económicos superiores ao F. C. Porto, em 385 M€ nas últimas 5 épocas! Mas alguém consegue compreender, qual é a necessidade de um clube ter Resultados Económicos superiores ao seu rival em 385 M€ (em apenas 5 épocas desportivas)! E porque razão um clube opta por não se reforçar no sentido de ter melhor plantel, mas sim simplesmente se limita a continuar a aumentar o seu Capital Próprio? 385 M€ de diferença em apenas 5 épocas, demonstra claramente que o F. C. Porto gasta muito mais do que devia, mas também demonstra que o Benfica, não aplicou os recursos disponíveis na sua equipa de futebol, nas últimas 5 épocas não teve como objetivo principal, construir os planteis mais fortes em Portugal. O objetivo do LFV nestas últimas 5 épocas, é evidente que não foi o de construir os melhores planteis possíveis com os recursos que o futebol do Benfica gerou, mas sim o de capitalização da sociedade desportiva. Não faz sentido, o treinador Bruno Lage pedir apenas 3 reforços que representavam 45 M€, no máximo 50 M€ de investimento, ou seja, um investimento em passes de jogadores que, apenas prejudicariam os resultados financeiros anualmente em 10 M€ (amortização do gasto de 10 M€ por época nos 5 anos de contrato desses 3 reforços), isto se esses investimentos não resultassem em melhores desempenhos desportivos e mais milhões ganhos com pontos conquistados na Champions. Faltou o parco investimento que o treinador de 2019/20 solicitou e agora ainda faltam também 3 dos reforços que haviam prometido ao treinador de 2020/21 para construir uma grande equipa de futebol.

Quantos grandes jogadores além do Bruno Henrique, Gerson e Lucas Veríssimo, o Benfica teria de contratar esta época para apresentar um resultado económica 85 M€ pior do que o do F. C. Porto em 2020/21? Se o Benfica investir muitíssimo na atual temporada, ao ponto de no final da época apresentar um Resultado Liquido do Exercício inferior ao do F. C. Porto em 85 M€, coisa nunca vista é certo, continuaria ainda assim, muito longe de consumir os 158 M€ de diferença ocorrida na época passada entre os 2 clubes (158=42+116). Nesse cenário mais gastador de sempre numa época, então em 30/06/2021, o Benfica teria acumulado mais 300 M€ em Capitais Próprios comparativamente ao F. C. Porto nas últimas 6 épocas, em vez dos 385 M€ que tem neste momento em 5 anos. Que Benfiquista trocaria ter grandes probabilidades de chegar no final desta época, festejando o 4º dos últimos 6 campeonatos disputados, tendo plantel capaz de conquistar a Liga Europa também (ao mesmo tempo que acumula mais 300 M€ de Capitais Próprios comparativamente ao F. C. Porto nas últimas 6 épocas), pela hipótese de ter mais 385 M€ de Capitais Próprios acumulados comparativamente ao F. C. Porto nas últimas 6 épocas, mas neste caso não reunindo condições para conquistar o 4º dos últimos 6 campeonatos disputados nem hipóteses de lutar pela Liga Europa. Ter mais 85 M€ de Capitais próprios ganhos ao rival em 6 épocas (385 em vez de 300), não é um objetivo que compensa o facto de, diminuir as probabilidades de sucesso desportivo, de diminuir as hipóteses de ter planteis de alta qualidade futebolística para almejar alcançar grandes objetivos desportivos. 300 M€ melhor que o teu principal rival em 6 épocas devia ser um objetivo económico mais do suficiente, pois o objetivo principal de um clube de futebol não é acumular Capital, não se justifica uma ambição de obter uma vantagem de 385 M€ para o rival em apenas 6 épocas, a custa de um menor investimento direto na equipa de futebol.

É que um clube quando investe menos 300 M€ na sua equipa de futebol do que o seu rival em 6 épocas, tem de saber que nessas 6 temporadas, está em média a gastar menos 50 M€ por época do que o rival, logo não pode esperar nunca conquistar mais de metade dos 6 campeonatos disputados nesse período, por melhor que sejam as qualidades dos treinadores que contratou ou é a sua capacidade de escolher e construir equipas com baixos recursos (mais de 300 M€ de diferença para o rival em 6 épocas, é demasiado para se ambicionar ter mais sucesso desportivo que o rival de uma forma consistente). Um presidente do Benfica, que durante 6 épocas acumula mais de 300 M€ em Capitais Próprios do que o seu rival, ou seja aplica na sua equipa de futebol menos 300 M€ do que o seu principal rival, tem de ter a noção que não está a fazer tudo o que seria possível fazer para construir planteis mais competitivos (se nas últimas 5 épocas acumulou 157 M€ de Lucros, pelo menos querendo ser mais competitivo desportivamente, podia ter investido esses 157 M€ na sua equipa de futebol sem dar prejuízo, provavelmente bastaria isso para se manter no 6º lugar do Ranking UEFA que ocupava em 2015. Esta é a realidade que os dirigentes do Benfica não podem esquecer, é que o sucesso desportivo de forma constante requer investimentos em manter grandes jogadores no planteis do clube em cada ano. 

Na sua opinião, o Benfica devia fazer um grande investimento em Janeiro 2021 ou não?

sábado, 2 de setembro de 2017

BENFICA 2017/18

Tal como fizemos na temporada passada por esta altura em que fizemos uma publicação aqui em 08/09/2016 com a análise do plantel com que o Benfica iria atacar os objectivos da temporada 2016/17, vamos hoje analisar o plantel final do Benfica para a época 2017/18.

No link acima referido, podemos verificar que tínhamos projectado que os 8 melhores jogadores do plantel do Benfica 2016/17, com os quais o Rui Victória deveria construir o núcleo base da equipa seria constituído pelo Lindelof, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Salvio, Rafa Silva, Jonas e Mitroglou e após o final dessa temporada, podemos verificar que na realidade, desses 8 jogadores apenas o Jardel e Rafa Silva pouco contribuíram para o título e que por sua vez, o Pizzi e o Nelson Semedo acabaram a época incluídos no lote dos 8 jogadores do núcleo base que contribuiram para o sucesso de 2016/17. 

Ao contrário do anterior defeso em que apenas foram transacionados 2 jogadores titulares (Gaitan e Renato Sanches), no actual defeso acabaram saindo do plantel os titulares Ederson, Nelson Semedo, Lindelof e Mitroglou, e também os suplentes André Carrillo, Gonçalo Guedes, Celis e Danilo Barbosa. No Benfica 2017/18 as novidades no plantel são, o Douglas Pereira, o Krovinovic, o Martin Chrien, o Seferovic e o Gabigol. além dos jovens oriundo do projecto de formação de excelência ministrada no Seixal Caixa (Varela, Rúben Dias, João Carvalho e Diogo Gonçalves) que foram incuídos no plantel final dando corpo a uma das bandeiras do clube, que é a marca "made in Seixal", que é algo que o Benfica quer consolidar, depois do sucesso económico obtido nos últimos anos, com jogadores da cantera que valeram milhões aos cofres do clube, como foram os casos do Renato Sanches, Ederson, Lindelof, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelo, Helder Costa, etc. Veremos qual será o desemvolvimento desta nova fornada de jogadores que esta época mereceram a aposta por parte do clube, pois nesta época a direcção do clube decidiu não fazer investimentos avultados em jogadores, de modo a criar espaço disponível no plantel para a afirmação de jovens jogadores que compõem o plantel, pois 11 dos 29 jogadores que constam do quadro em baixo do plantel 2017/18, são jovens com menos de 23 anos (Varela, Svilar, Grimaldo, Rúben Dias, Pedro Pereira, Krovinovic, Martin Chrien, Zivcovic, João Carvalho, Diogo Gonçalves e Gabigol).



Como campeão em título, ninguém duvida que para o Benfica seria muito importante manter o máximo possível de jogadores que contribuiram para o sucesso desportivo na época anterior, por isso não é de estranhar o facto de encontrarmos no actual plantel 19 jogadores que foram campeões em 2016/17, tal como na época anterior também havia 19 jogadores campeões da época anterior. No elenco 2017/18 existem mesmo 5 jogadores que representaram o Benfica dentro do campo nas 4 últimas épocas, período em que o clube conquistou o tetra-campeonato (Luisão, André Almeida, Jardel, Fejsa e Salvio). Além desses 5 atletas, existe ainda o Paulo Lopes pertenceu aos planteis destas 4 últimas épocas, mas numa dessas épocas não realizou nenhum jogo para o campeonato, só jogou em 3 dessas épocas. No actual elenco benfiquista de 2017/18, além dos tetracampeões também existem outros 5 jogadores que foram tricampeões pelo Benfica (Eliseu, Lisandro Lopez, Samaris, Pizzi e o Jonas), logo facilmente concluímos que a equipa tem na sua base, um conjunto vasto de elementos já com diversos anos de casa, transportando consigo um histórico de experiência em conquistar os objectivos do clube. O actual plantel do Benfica, ao contrário dos plantéis dos rivais, é composto maioritariamente por jogadores que já contam com um profundo conhecimento do esforço que é necessário para ser campeão nacional. 
Nas últimas épocas tem sido um trunfo para os sucessivos títulos conquistados, a estabilidade que se tem verificado no plantel do Benfica e novamente nesta temporada, vemos que transitaram muitos jogadores da época anterior (são 19 jogadores campeões 2016/17 ao que acresce os 4 jovens "made in seixal" que integraram agora a equipa A, ou seja já trazem consigo a mistica benfiquista). 

Eis o quadro com o plantel final do Benfica 2017/18, que em princíop deve contar com 29 jogadores, já que apesar de inscritos não incluímos no quadro final o Hermes e o Chris Willock, pois não é expectável que tenham espaço/minutos de jogo no plantel a disposição do Rui vitória nesta temporada.
Legenda: ***** - os 9 melhores jogadores, equipa base para o sucesso. A negrito estão os 5 imprescindíveis para a época 2017/18 (Jardel, Grimaldo, Fejsa, Pizzi e Jonas são os melhores).
               (*****) - Raúl Jimenez é o suplente mais importante, é aquele jogador que tem maiores hipoteses de ganhar um lugar à titular durante a época 2017/18 e terminar a época nos 9 base mais importantes.


Em nossa opinião, o Rui Vitória deve assentar o seu núcleo base nos 9 melhores jogadores do actual plantel do Benfica, que são:
  • Luisão
  • Jardel
  • Grimaldo
  • Fejsa
  • Pizzi
  • Franco Cervi
  • Salvio
  • Jonas
  • Seferovic
Mantendo, o Rui Vitória o princípio de convocar 21 jogadores e só depois seleccionar os 18 melhores disponíveis à inscrever na ficha de jogo, preve-se que os 21 normalmente convocados para esmagadora maioria dos jogos serão:
  • Varela e Júlio César (Guarda-Redes)
  • André Almeida, Douglas Pereira e Grimaldo (Defesas Laterais)
  • Jardel, Luisão e Lisandro Lopez (Defesas Centrais)
  • Fejsa e Samaris (Médios defensivos)
  • Pizzi, Krovinovic e Filipe Augusto (Médios Box-to-Box)
  • Salvio, Zivcovic, Franco Cervi e Rafa Silva (Extremos/Médios desequilibradores)
  • Jonas, Gabigol (2º avançado) 
  • Seferovic e Raúl Jimenez  (Ponta de Lança)
Conclusão: Apesar do reduzido investimento neste defeso, o Benfica continua com um bom plantel para apresentar sempre 18 jogadores interessantes na ficha de grande maioria dos jogos, a não ser que tenha um lote muito grande de lesionados ao mesmo tempo.

Anteriormente, quando os jovens Oblak ou Ederson incorporaram o plantel principal do Benfica ninguém tinha expectativas de que com o excelente trabalho executado pelos treinadores de guarda-redes da estrutura benfiquista, em poucos meses, Oblak e Ederson já teriam a capacidade para evidenciar o rendimento que acabaram por demonstraram em campo, logo 3 meses depois de chegarem. Todos concordamos que o rendimento desses guarda-redes seguramente foi muito superior ao que haviam demonstrado antes de chegarem ao plantel do Benfica, foram 2 jovens que evoluiram muito rapidamente, isso só pode ser fruto da excelência do trabalho dos treinadores de guarda-redes do Benfica. Ao não adquirir nenhum guarda-redes experiente, é um sinal claro que a expectativa da direcção do Benfica, é que o mesmo trabalho de excelência possa potenciar também rapidamente os jovens Varela e Svilar, para um nível muito superior ao que já demonstraram até ao momento. Muito do sucesso do Benfica dependerá da rápida evolução de pelo menos um desses jovens guarda-redes e do rendimento dos reforços Douglas Pereira, Krovinovic, Gabigol e Seferovic. Os 2 últimos aqui referidos, sendo avançados-centro com força fisica e resistência ao choque, vão acrescentar velocidade ao ataque do Benfica, além de que denotam ter caracteristicas de avançados com ums maior participação/envolvimento no processo de criação de oportunidades de golo do que Mitroglou oferecia a equipa, agora só os jogos podem confirmar se terão ou não a capacidade de contribuir com golos ao nível que o Mitroglou evidenciou nas 2 épocas em que representou o Benfica. Pelos jogos em que participou pelo Benfica até ao momento, Seferovic tem demonstrado que pode acrescentar muita variabilidade ao ataque do Benfica, falta ver como será a adaptação do Gabigol ao campeonato português e ao estilo de jogo do Benfica. Em príncipio encaixará facilmente no elenco, pois tem as caracteristicas que mais nenhum outro elemento do plantel tem, para ocupar a posição de 2º avançado, normalmente ocupada pelo Jonas, sempre que este necessitar de ser substituído no 11 em campo, qualidades que não se encontrava no plantel da época passada, situação que ainda foi agravada a meio da época com a alienação do passe do Gonçalo Guedes (na actual temporada o Diogo Gonçalves irá ocupar o lugar que pertenceu ao Gonçalo Guedes na época passada). Entre Jonas, Gabigol, Seferovic, Raúl Jimenez e Diogo Gonçalves, o Benfica em príncipio terá sempre 2 bons avançados para escalar no onze titular e um substituto muito válido para lançar como suplente utilizado em cada partida.



Após o fecho do mercado, na sua opinião qual dos plantéis fica melhor apetrechado para as exigências desta temporada? Aguardamos pelos seus comentários.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Contenção de custos e a necessidade de reforços


No futebol normalmente vence mais vezes aquele clube que tem os maiores orçamentos! 
O Benfica e o F. C. Porto vencem mais vezes que o Sporting, o Guimarães ou o Braga porque normalmente suportam custos com o plantel muito maiores que esses clubes. É assim em Portugal e na generalidade dos países. Ganhar o maior orçamento acontece em Portugal, em Espanha, em França e em todo o lado. Essa é uma verdade que está comprovada estatisticamente.

O Benfica de Luis Filipe Vieira,  cansado de sucessivo endividamento para poder competir pelos titulos em Portugal (nas últimas 10 épocas o Benfica e o F. C. Porto repartiram os titulos, 5 para cada equipa), decidiu alterar um pouco o paradigna para o futebol e apostar nos jovens made in Seixal.  Nos últimos 4 anos tem tentado demonstrar que com um rigoroso controlo dos custos com o pessoal e apostando em 3 ou 4 jovens da formação por ano, é possível ser campeão sem ser o clube com os maiores Custos Com Pessoal na Liga, sem ter custos insuportáveis que possam vir a colocar o clube numa situação de incumprimento do Fair Play Financeiro. A estratégia vinha dando resultados, mas na última época o excessivo desinvestimento levou a perda do campeonato e a um desastroso desempenho na LC. Há que fazer reajustes na linha orientadora de modo a garantir o que é inegociável, manter o bom rendimento desportivo, afinal de contas é para isso que o clube existe.

Apesar do F. C. Porto ter sido o clube que incorre em mais Custos Com o Pessoal, o Benfica conseguiu ser campeão em 2014/15 e 2015/16 e em 2016/17 os custos dos 2 clubes são muito semelhantes, o que demonstra que sem os prémios pela conquista desse titulo os custos do Benfica teriam sido inferiores ao do F. C. Porto. Vencer sem ter os maiores custos é algo muito dificil de fazer no futebol, pois em príncipio, quem tem um orçamento maior escolhe primeiro os melhores jogadores e os clubes com orçamentos menores vão ficando limitados aos restantes jogadores que ainda não foram escolhidos pelos clubes mais endinheirados. 

  • Na época 2016/17, o campeão Benfica teve 74,7 M€ de Custos Com Pessoal e o F. C. Porto teve 73,3 M€ de Custo Com Pessoal. No final dessa época, o Benfica decidiu alienar os passes de 4 titulares dessa equipa campeã, sem ter feito nenhum investimento significativo em novos jogadores e o F. C. Porto, dos titulares apenas alienou o passe do André Silva (para o seu lugar no plantel fez regressar o Aboubakar), como não havia fundos para reforços fez também regressar outros emprestados como o Marega, Reyes, Ricardo Pereira e Hernani, para o lugar de dos jogadores que saíram do plantel por falta de qualidade, como Depoitre, Boly, Evandro, etc. Tudo leva a crer que na época 2017/18 a equipa que foi campeã (F. C. Porto), foi também a que suportou mais custos com o seu plantel nessa temporada. 
Ainda não são conhecidas as contas finais da época 2017/18, só podemos extrapolar com base nos custos já publicados das contas do primeiro semestre, assim sendo: 
  • O F. C. Porto no primeiro semestre desta época 2017/18 suportou mais de 38 M€ de Custo Com Pessoal e uma vez que, no 2º semestre os custos foram ainda superiores a esse montante pela incorporação no plantel em Janeiro 2018, do Waris, Paulinho, Osório e Gonçalo Paciência e o acréscimo pelos prémios do titulo de campeão alcançado em Maio/18, no final da época desportiva, o Custo Com Pessoal do F. C. Porto terá sido aproximadamente de 80 M€. Este custo serve de referência para um plantel campeão em Portugal para as próximas épocas. 
  • O Benfica no primeiro semestre 2017/18 suportou 35 M€ de Custo Com Pessoal, logo em 12 meses terá suportado aproximadamente 70 M€ de Custo Com Pessoal, no fim da época não atingiu o objectivo do titulo, mais uma demonstração que 70 M€ já é manifestamente pouco para ser campeão em Portugal. 

Terminada a época 2017/18 podemos concluir que: 
  • O F. C. Porto aumentou os Custos com o Pessoal mesmo tendo estado sob a alçada do Fair Play Financeiro na época 2017/18 e prepara-se para atacar a época 2018/19 com custos com o pessoal desejavelmente inferiores a 80 M€ para o bem do futuro do clube, mas nunca será inferior aos 73,3 M€ da época 2016/17 em que ficou em 2º classificado, por muito que a UEFA exija austeridade, pois Pinto da Costa quer é ter um bom plantel, quem vier a seguir que se desenrasque com o dinheiro que houver disponível nessa altura.
  • Já o Benfica (Luís Filipe Vieira) que tinha acreditado que seria possível revalidar o titulo de campeão, mesmo reduzindo o custo do seu plantel ao incorporar Svilar, Ruben Dias, Douglas e Seferovic nos lugares deixados vagos pelas chorudas alienações de Ederson, Lindelof, Nelson Semedo e Mitroglou, não teve sucesso nessa estrategia e pelos vistos para a época 2018/19 já interiorizou que com menos do que o último ano em que foi campeão não será possível reconquistar o campeonato em Portugal em 2018/19. Até ao momento o Benfica ainda não vendeu nenhum dos titulares de 2017/18 e em relação aos 4 lugares que ficaram carenciados após as saídas de 2016/17 (Ederson, Lindelof, Nelson Semedo e Mitroglou), pelo menos na atual época já resolver metade desses 4 problemas, ao ter adquirido o Facundo Ferreira/Nico Castillo e o Conti/Lema para a posição de PL e DC, pois são jogadores já feitos entre 23 anos e 28 anos, em relação aos outras 2 posições, decidiu procurar um jovem com caracteristicas similares ao Nelson Semedo (Ebuehi) e acredita que o Svilar/Varela um ano mais maduro ou o também jovem guarda-redes Odisseias Vlachodimos agora adquirido (24 anos com a experiência de 62 jogos nas últimas épocas como nº1 do Panathinaikos), consigam ocupar condignamente o espaço deixado vago como nº1 do Benfica com a saida do Ederson. Como a equipa do ano anterior já tem diversos jogadores jovens no seu elenco, em príncipio cada ano que passa esses jovens estarão em condições de dar melhores respostas do que deram na época passa, é essa a evolução que se espera de muitos dos jogadores da equipa (Svilar, Rúben Dias, Grimaldo, Krovinovic, Zivcovic, Cervi e Rafa são alguns exemplos). Se realmente o Benfica conseguir contratar um bom nº8 (Gabriel Pires aparentemente é a 1ª escolha do Rui Vitória) e pelo menos mais 1 reforço fisicamente bastante dotado e rápido para os corredores, então garantidamente ficará com um plantel melhor que o do ano passado.
Recentemente, o Benfica tem tido dificuldades em reforçar o seu plantel, pois continua com uma politica de muito controlo de custos, apesar de o clube vir de diversos anos de resultados económicos positivos, seguramente nunca o clube gerou tanto RLE positico como nos últimos 5 anos. Partindo do princípio que o clube continuaria com esta politica de contenção de Custos Com o Pessoal, mesmo inflacionando os custos em 3% por cada ano, teríamos um Custo com Pessoal no máximo de 90 M€ por época, no futuro próximo até a época 2021/22 e por esses valores nessa data será um clube saudável económicamente em Portugal. 

Será que o Benfica contratará ainda mais 1, 2 ou mesmo 3 jogadores esta época 2018/19?
É que na numeração do plantel, ainda estão por ocupar o nº7, 8 e 9, o que é um forte indício de que estão para entrar mais do que 1 jogador no plantel (o tal nº 8 de que se fala), aliás o próprio Rui Vitória já o disse publicamente que o plantel ainda não está fechado. A verdade é que não é facil o equilibrio entre a necessidade de reforços e a contenção de custos.


Será que o Benfica conseguirá contratar jogadores que aumentem a qualidade de plantel e manter esta politica de contenção de modo a que até 2021/22 não ultrapasse os 90 M€ de Custos Com Pessoal por época? 

domingo, 15 de maio de 2016

OS 30 MELHORES JOGADORES DA LIGA 2015/16

No futebol o mais importante é sempre o colectivo mas no final das competições é chegado o momento ideal para atribuição dos prémios individuais, há sempre atletas que acrescentam valor/competências aos seus clubes, em todos os clubes há sempre atletas com um rendimento médio superior ao rendimento médio do clube e são esses atletas que engrandecem os seus clubes.

É altura de identificar os atletas com os melhores desempenhos desportivos durante a época e os diversos orgãos de informação estão bastante atarefados em definir os critérios para a eleger quais foram os melhores jogadores que disputaram a Liga 2015/16.

Aqui no blog, como sabem gostamos de utilizar a estatística, acreditamos que mesmo a estatística não refletindo uma verdade absoluta e incontestável, a utilização de critérios objectivos e quantificáveis, são a forma mais fiável de representar a realidade.

Em termos absolutos, Jonas é o jogador que mais pontos conseguiu conquistar na Liga Portuguesa (participou em todos os 34 jogos, conquistando 88 pontos), mas seguindo o critério de rendimento médio por jogo, Renato Sanches é o melhor jogador entre todos os que participaram na Liga 2015/16. Sendo um atleta ainda junior não iniciou a época na equipa principal, pois ainda sendo um junior, não lhe era reconhecido capacidades para tal e somente em 30/10/2015 (9ª jornada) fez a sua estreia, mas dai em diante foi provando jogo após jogo capacidade para contribuir decisivamente para elevar o rendimento do Benfica em todos os 24 jogos que se seguiram (jogou 70% da Liga, algo que normalmente acontece com muitos dos melhores jogadores, fruto quer das lesões, quer das rotações na equipa  que os treinadores fazem para poderem competir nas competiçoes europeias), só mesmo por impedimento disciplinar falhou o último jogo da Liga. 

Utilizar o rendimento médio para determinar os melhores desta época, é algo que é uma característica muito utilizado aqui no blog como sabem. Analisamos o rendimento médio de todos os atletas, desde que tenha participado em mais de 50% dos jogos da sua equipa, para identificarmos os 30 melhores jogadores.

Com base nesse critério, Renato Sanches foi o jogador que obteve o melhor desempenho pontual médio na 1ª Liga, conquistou 93% dos pontos que disputou (67 pontos em 24 jogos), nesta sua época de estreia na 1ª equipa do Benfica.
Incrível, 93% dos pontos que disputou nesta Liga ele conquistou!
Incrível! Incrível rendimento deste jovem jogador em início de carreira profissional, é já aos 18 anos, o melhor jogador português a actuar em Portugal. O Europeu será a sua 1ª grande prova internacional como internacional A, que a sorte o acompanhe é o desejo de quem torce por Portugal.

Renato Sanches é mesmo o nº1 na 1ª Liga, provou ser o melhor jogador da Liga Portuguesa.
Renato Sanches foi identificado por nós, como o jogador com melhor rendimento desportivo médio na Liga Portuguesa, durante a época 2015/16.
Mãe de Renato Sanches agradece a Rui Vitória
É o reconhecimento individual que permite aos clubes transferências milionárias e aos atletas  grandes melhorias contratuais, como foi o caso do Renato Sanches, já contratado pelo Bayern por 35 milhões € pagos à pronto + 45 milhões € por objectivos a atingir até 2021 (sendo muito expectável que o Benfica consiga arrecadar com esta transação os 60 milhões €, recebendo anualmente 5 milhões de euros se o Renato Sanches atingir os 25 jogos nessa época).

O rendimento médio dos princípais clubes portugueses nesta temporada 2015/16 foi o seguinte:
  1. Benfica conquistou até a 34ª jornada, 86% dos pontos disputados. Nesta época os 7 melhores jogadores Benfica, ou seja a base que melhor contribuiu para o elevado rendimento médio do Benfica neste campeonato foram: o Renato Sanches, Fejsa, Jardel, Raúl Jimenez, Jonas, André Almeida e Mitroglou, que conquistaram respectivamente, 93%, 91%, 88%, 87%, 86%, 86 e 85% dos pontos disputados nesta Liga 2015/16.
  2. Sporting conquistou até a 34ª jornada, 84% dos pontos disputados. Nesta época os 7 melhores jogadores do Sporting, ou seja a base que melhor contribuiu para o elevado rendimento médio do Sporting neste campeonato foram: o Willian Carvalho, Rui Patrício, Bryan Ruiz, Paulo Oliveira, Adrien Silva, João Mário e Slimani, que conquistaram respectivamente, 86%, 84%, 84%, 84%, 84% e 84% dos pontos disputados nesta Liga 2015/16.
  3. F. C. Porto conquistou até a 34ª jornada, 72% dos pontos disputados. Nesta época os 7 melhores jogadores, ou seja a base que melhor contribuiu para o elevado rendimento médio do F. C. Porto neste campeonato foram: o Ivan Marcano, Maxi Pereira, André André, Yacine Brahini, Danilo Pereira, Miguel Layún e Iker Casillas que conquistaram respectivamente, 79%, 75%, 72%, 71%, 71%, 70 e 70% dos pontos disputados nesta Liga 2015/16.
No quadro seguinte, podemos consultar a classificação dos 30 melhores jogadores da Liga 2015/16, utilizando o critério da % de pontos conquistados por jogos disputados, de entre todos os jogadores que disputaram mais de metade dos jogos do campeonato (18 ou mais jogos).

Estatisticamente, estes são os 30 jogadores que demonstraram maiores capacidades na nossa liga. São12 jogadores do Benfica, 11 do Sporting e 7 do F. C. Porto. O jogador fora dos 3 grandes que obteve melhor rendimento pontual médio, foi o defesa central Ricardo Ferreira do Braga, que conquistou 67% dos pontos nos 22 jogos que disputou na Liga Portuguesa.

Menção honrosa ainda para os 3 jogadores que apesar de não terem completado 18 jogos nesta liga e por isso não poderem constar desta lista dos 30 melhores, tiveram um rendimento médio ainda superior ao do seu clube, que foram os casos do:

  • Ederson que conquistou 100% dos pontos nos 10 jogos que particiou.  
  • Lindelof que conquistou 93% dos pontos nos 15 jogos que disputou. 
  • Ezequiel Schelotto que conquistou 88% dos pontos nos 14 jogos que disputou. Ou seja, se o treinador tivesse apostado neles em pelo menos 18 jogos, no quadro dos 30 melhores apareceriam o Lindelof também com mais de 90% de pontos conquistados, o Ederson em vez do Júlio Cesar, o Ezequiel Schelotto em vez do João Pereira. Para os que decidem a construção dos plantéis dos grandes para a época 2016/17 convêm ter em conta que estes 3 jogadores acima referidos já demonstraram rendimento médio suficientemente bons para poderem integrar os 30 melhores jogadores na nossa Liga na próxima época, ou seja faz todo o sentido lhes manter no plantel, pois o clube que contar com os seus serviços estará mais próximo de atingir o sucesso.


Existem muitos parametros para avaliar a capacidade individual mas neste blog, de entre os possíveis aspectos diferenciadores, valorizamos mais os dados estatísticos, pois é a forma mais fiável de determinar o rendimento médio expectável de um clube ou de um jogador neste caso. Por isso, afirmamos que mesmo tendo sido o Jonas o jogador que revelou mais capacidade para conquistar pontos durante todo o campeonato (revelou-se o melhor em termos absolutos), Renato Sanches que apenas jogou 71% do campeonato foi o atleta que revelou ter o melhor rendimento médio por jogo nesta época, ao conquistar 93% dos pontos que disputou na 1ª Liga. Quando entrou na equipa não mais saiu.

Na próxima semana prometemos elaborar o melhor onze da Liga por posição e os respectivos suplentes de modo a construir o melhor plantel possível com os jogadores da nossa Liga.
Será que reunindo os melhores jogadores entre todos os que jogam em Portugal seria possível a algum clube Português construir um plantel suficientemente forte, para ser um dos favoritos a ser semi-finalista na Liga dos Campeões?

Qualquer adepto atento/conhecedor do fenómeno futebolistico sabe que o Renato Sanches é o único jogador na Liga Portuguesa com potencial/talento para discutir um lugar no plantel de um colosso como o Bayern Munique.

Se não sair ninguém do plantel do Bayern, Renato Sanches como médio centro, para constar nos 18 convocáveis por jogo,  terá a concorrência do Arturo Vidal, Thiago Alcantra, Mário Gotze, Xavi Alonso, Sebastian Rode, Kimmich e Javi Martinez, em princípio serão 4 ou 5 médios convocados para cada partida, sendo que o Kimmich e o Javi Martinez por vezes podem desempenhar as funções de defesa central. Como se vê pelos nomes acima referenciados mais nenhum dos melhores médio centro da nossa liga (Fejsa/Samaris/William Carvalho/Adrien/Danilo Pereira/André André) reune condições futebolistícas para ficar nos 6 médios do plantel final do Bayern, da mesma forma como nenhum guarda-redes (Rui Patrício/Júlio César/Iker Casillas/Ederson) seria capaz de lutar pela titularidade com o Manuel Neuer, o máximo que poderiam almejar seria lutar pelo lugar no banco com o Sven Ulreich, nenhum dos melhores laterais da Liga Portuguesa (Maxi Pereira/André Almeida/Layun/Jefferson) conseguiria retirar alguma das 4 vagas de lateral no plantel ao Philipp Lahm/Rafinha e David Alaba/Bernat, nenhum central da nossa Liga (Jardel/Marcano/Paulo Oliveira/Rúben Semedo/Lindelof/Coates) consegueria entrar nas 4 vagas para defesas centrais que serão ocupadas por Jérôme Boateng/Mats Hummels/Benatia/Badstuber sendo que Javi Martinez também faz esta posição, nenhum extremo da nossa liga (Bryan Ruiz/João Mario/Gaitan/Pizzi/Brahimi) consegueria entrar nos 4 extremos que normalmente compõem um plantel, pois Ribery/Kingsley Coman/Douglas Costa/Robben/Mário Gotze são muito melhores e por fim nenhum dos melhores avançados centro da nossa Liga (Jonas/Slimani/Mitroglou) consegueria retirar um dos 2 lugares no plantel destinados aos PL ocupados pelo Lewandowsky/Muller.

O Bayern Munique nesta época na Bundesliga disputou 33 jogos, venceu 27, empatou 4 e perdeu 2, ou seja, em média o clube conquistou em média 85,9% dos pontos possíveis. Meus amigos, se por curiosidade aplicarmos o mesmo critério do rendimento pontual médio, vamos constatar que além do Manuel Neuer (guarda-redes) que participou em todos os 33 jogos do campeonato e obviamente conquistou os mesmos 85,9% dos pontos disputados que é o rendimento médio do clube, existem no plantel do Bayern mais 7 jogadores-chave, atletas com um rendimento pontual médio superior ao do clube, ou seja identificaremos os outros 7 excepcionais  jogadores do Bayern, aqueles que mais contribuiram para elevar o rendimento médio pontual do Bayern, que foram:
Xavi Alonso, conquistou 88,5% dos pontos disputados (69 pontos em 26 jogos)
Thiago Alcantra, conquistou 88,5% dos pontos disputados (69 pontos em 26 jogos)
Philipp Lahm, conquistou 88,0% dos pontos disputados (66 pontos em 25 jogos)
David Alaba, conquistou 87,4% dos pontos disputados (76 pontos em 29 jogos)
Lewandowsky, conquistou 87,1% dos pontos disputados (81 pontos em 31 jogos)
Douglas Costa, conquistou 86,4% dos pontos disputados (70 pontos em 27 jogos)
Arturo Vidal, conquistou 86,2% dos pontos disputados (75 pontos em 29 jogos).
Fica claro que utilizando o critério estatístico conseguiremos identificar os jogadores mais determinantes para o rendimento desportivo. Os números são um grande aliado.

Mesmo numa época de mudança de treinadores, em que Ancelotti irá substituir Guardiola, acredito que dos 8 jogadores elencados em cima, como sendo os que tem os melhores rendimentos pontuais médio no Bayern pelo menos 6 deles irão transitar para a próxima época. Os Bavaros sabem que manter uma base de 6 jogadores de alto rendimento, garante alguma estabilidade de resultados positivos no futuro, ainda que devam tentar melhorar o plantel todas as épocas, neste defeso acrescentando o talento de Mats Hummels e do Renato Sanches ao já excelente plantel que possuiam.
Alguém duvida que qualquer equipa mesmo daquelas que estão entre a 11ª e 40ª equipa do ranking da UEFA se conseguisse incorporar nas suas fileiras Manuel Neuer, Philipp Lahm, David Alaba, Arturo Vidal, Douglas Costa, Lewandowsky, teria todas as condições para ser uma das 4 melhores equipas do mundo na póxima época? O Sporting neste momento é o 40º do ranking UEFA e se tivesse condições para contratar 6 dos melhores jogadores do Bayern seguramente teria um plantel para fazer uma grande época 2016/17, tal como aconteceria se fosse o F. C. Porto (16º do ranking UEFA) ou o Benfica (6º do ranking UEFA). Identificar e recrutar atletas de grande rendimento é o segredo para o sucesso continuado, no Bayern eles sabem disso e nos nossos clubes?

Seguramente que o rendimento estatístico é também bastante valorizado internamente pela estrutura que constroi os plantéis do Bayern, só assim justifica, que consigam ano após ano, construir elencos em que pontificam vários jogadores que estão entre os 3 melhores do mundo na actualidade na respectiva posição (Manuel Neuer/Jerôme Boateng/Mats Hummels/David Alaba/Muller /Lewandowsky), mesclando 4 jogadores muito experientes e titulados como Xavi Alonso (34 anos), Ribery (33 anos), Robben (32 anos) e Philipp Lahm (32 anos) com 4 jovens talentos já com algumas provas dadas como o Bernat (23 anos), Kimmisch (21 anos), Kingsley Conan (19 anos) e Renato Sanches (18 anos), sendo o restante grosso do pantel constituido por atletas no auge do rendimento desportivo (entre os 24 anos e os 30 anos).
Para construir um bom plantel é necessário dinheiro e principalmente um bom método de avaliação de competências, pois o Manchester United. o Manchester City, o Chelsea e o PSG também dispõem de orçamento para tal, mas os seus adeptos não estão tão tranquilos quanto ao futuro como os do Bayern, esses podem realmente acreditar num futuro de conquistas com um plantel tão recheado e equilibrado.





segunda-feira, 10 de abril de 2017

A velha tática da pressão

A velha tática da pressão para obter vantagem competitivas! 


Se o ridículo matasse! Seguramente não iríamos ouvir tamta choradeira na Comunicação Social nos próximos dias.
Depois de ver o filme produzido pela SPORT TV diz o Diogo Ivo: «Estava tão nervoso que na hora nem senti o murro. Mas, Samaris agrediu-me. ». Após esta "sui generis" tentativa de defesa do filme que a SPORT TV procurou promover, com jeitinho a estação televisiva ainda vai enaltecer os feitos do Diogo Ivo, mostrando que durante todo o jogo, foi mesmo meiguinho nas festinhas com os pitons que fez ao coitado do Rafa. Depois de ver as imagens que se seguem o Diogo Ivo também seria menino para dizer eu fiz falta sobre o Luisão dentro de área mas na hora não senti que o agarrei. Há mas isso é só se a tiverem interesse que ele esclareça.


A SPORT TV sabe que o Luisão colocou a bola fora para o Zivckovic ser assistido, depois de mais uma festinha com os pitons (mais uma que a SPORT TV oculta) e que os jogadores do Moreirense, quando o Benfica estava a espera que devolvessem a bola, obtaram por tentar surpreender o Benfica com um golo à traição aos 93 minutos, o que originou a reação do Samaris que derrubou e repreendeu o adversário por essa opção de não respeitar o fair-play.  Mas na SPORT TV há quem esteja a criar um grande filme. Dizem que tem de haver um processo, pois a do Samaris foi assim:


Esta semana vão atacar em força e na próxima também! A tática é conhecida, já foi muitas vezes usada. Todos sabem que é nesse jogo que quem está a alimentar as alegadas polémicas tentativas de agressão, aposta as fichas todas.
Ataca-se os jogadores do Benfica enquanto os processos do Danilo, do Corona ou do Filipe são escondidos, ninguém comenta estes lances, querem fazer crer que não são deste campeonato meus amigos! O que os olhos não vêem o coração não sente (não é SPORT TV). Mas, como todos sabemos todas as equipas sofrem e fazem faltas, por muito que sejam as pressões de quem controla as imagens, as estatísticas globais acabam por revelar que as condições arbitrais não são iguais para todos. Qual foi a ultima vez que um jogador do Porto foi castigado antes de um jogo importante?


Este jogo com o Setúbal foi o que antecedeu a visita a Luz, não dava mesmo jeito a acção disciplinar!



Encontraram as diferenças para a expulsão do Ederson neste mesmo campeonato?



O campeonato entrou na sua fase decisiva, os clubes procuram de todas as formas possíveis obter vantagens competitivas de modo a se puderem sagrar campeões.  Já tenteram retirar o Ederson de jogo, conseguindo mesmo retira-lo da difícil deslocação ao Braga (único jogador expulso por ter pontapear a bola e na sequência acertar com o pé no adversário, situação que o Filipe já fez por diversas vezes neste campeonato sem nenhuma expulsão como pode ver em cima), já tentaram retirar Pizzi de cena, já tentaram Jonas, já tentaram Samaris e etc.

Mas então, os jogadores do F. C. Porto não jogam o mesmo jogo que os do Benfica? Provavelmente é a sensibilidade dos realizadores (SPORT TV) e comentadores que se altera para lá do razoável em funçao da necessidade urgente de arranjarem situações de vantagem competitiva para o clube que apoiam, pois tem sido recorrente as situações em que são perdoadas expulsões ao F. C. Porto e nada acontece.





O desespero para tentar evitar o histórico Tetra tem sido por demais evidente na comunicação social. O F. C. Porto como sempre, ao que se juntou recentemente o Sporting (fazendo ridiculamente de seu capachinho), recorrem a todos os factores externos de pressão para tentar que o Benfica não possa utilizar todos os seus jogadores de reconhecida qualidade internacional que fazem parte do plantel.

Não é de hoje, a SPORT TV assumidamente sempre tentou interferir na definição da melhor equipa portuguesa e o guião/padrão é sempre o mesmo. Tal anti-benfiquismo primário acabou mesmo levanto o Benfica a não aceitar prolongar a comercialização dos seus jogos com a estação, coincidência das coincidências a partir dessa data, passou a ter condições para finalmente poder conquistar titulos nacionais assiduamente. Qualquer Marciano que tivesse caido em Portugal na recta final dos últimos campeonatos iria pensar que o futebol é o jogo em que todos os anos por estas alturas decisivas para a tribuição dos titulos, o Benfica na opinião dos comentadores (SPORT TV) desata a cometer infrações disciplinares graves, logo a Liga tem imperativamente de tentar diminuir os recursos desportivos do Benfica, expulsando/impedindo os seus jogadores de jogar, impondo-lhes castigo disciplinar, pois infelizmente para os adversários, com o actual plantel do Benfica totalmente disponível será muito complicado para os rivais,

O facto de a SPORT TV e a RTP estarem claramente ao serviço do F. C. Porto é o principal razão pela qual, quando analisamos estatisticamente um conjunto grande de jogos sem surpresa detectamos que o F. C. Porto usufruiu de muito melhores condições arbitrais que os rivais. É por isso que o F. C. Porto esta a disputar este campeonato com uma vantagem de 298 minutos em superioridade numérica em relação ao Benfica que não usufruiu de nenhum minuto em superioridade numérica no tempo util de jogo e ao mesmo tempo já tendo o F. C. Porto beneficiado de 5 penaltis assinalados a seu favor ainda com o jogo empatado, quando o Benfica só teve 2 penaltis assinalado a seu favor com o jogo empatado. Mesmo com toda esta vantagem arbitral, ainda querem mais vantagem, pois mesmo nestas circunstâncias desfavoráveis arbitrais o Benfica conseguiu conquistar mais pontos que o seu rival.


Assim sendo, aos anti-benfiquistas não lhes resta outra solução a não ser procurar desesperadamente mais vantagem competitiva. O que interessa é tentar diminuir a qualidade futebolística do Benfica, é uma táctica já utilizada há muitos anos:
  • quem não se lembra de o Miccoli expulso contra o Estrela de Amadora de forma ridícula e castigado disciplinarmente antes do confronto decisivo com o F. C. Porto em 2006/07
  • quem não se lembra da expulsão do Di Maria no jogo que antecedeu o confronto com o F. C. Porto em 2009/10, dai ter falhado o jogo com o F. C. Porto por estar a cumprir castigo, 
  • quem não se lembra da expulsão ridícula do Javi Garcia em Braga, com o Benfica a vencer por 1 a zero e após isso aproveito o Braga essa superioridade númerica para virar o resultado para 2-1, interrompendo assim uma serie de 18 vitórias seguidas do Benfica e entregando o titulo 2010/11 ao F. C. Porto, 
  • quem não se lembra no Olhanense 0 – Benfica 0, da única expulsão da carreira do El Mago Pablo Aimar na 24ª jornada da época 2011/12 (único jogador dos 3 grandes a cumprir 2 jogos de castigo nessa temporada), falhando os confrontos seguintes contra o Braga e o Sporting, jogos após os quais, o Benfica saiu com 4 pontos de atraso para a liderança entregando-se assim, o titulo ao F. C. Porto. 
  • quem não se lembra que neste campeonato 2016/17, ainda com o Sporting em luta directa com o F. C. Porto pelo 2º lugar, do William Carvalho ter ficado empedido de disputar esse jogo decisivo por ter visto o 5º amarelo num lance que quando comparado com os diversos lances protagonizados por jogadores do F. C. Porto sem o correspondente cartão neste campeonato, até parece festinhas de crianças. Após o final desse F. C. Porto 2 - Sporting 1 a SPORT TV e os comentadores foram muito celeres em atribuir as culpas da derrota ao inexperiente Palhinha que substituiu o castigado William Carvalho. Só os lagartos cairam nessa, pois os Sportinguistas sabem bem o que se passou, que a sua equipa não pôde usar a sua força máxima muito por culpa desse castigo disciplinar em proveito de... Alguém beneficiou do castigo infringido aos sportinguistas, meus amigos, não há que ter medo das palavras. 

Tem graça que ano após ano o F. C. Porto nunca perde jogadores importantes para os jogos grandes, esta semana mais uma vez foi perdoada a expulsão ao Filipe e ele estará disponível para o confronto com o Braga. E assim, vai o F. C. Porto competindo neste campeonato, com muitos jogos em superioridade numérica, muitos jogos mesmo desde a 1ª parte (as expulsões na 1ª parte ocorreram em 4 jogos)! Sempre a beneficiar de penaltis assinalados a seu favor ainda com o jogo empatado (5 no total), enquanto os rivais..., pois é, esses nem metade disso tem direito. São essas as condições arbitrais em que se disputa a nossa liga.

No ano passado já o Benfica tinha conseguido ser Tricampeão sem usufruir de nenhum minuto em superioridade numérica e novamente está época mesmo não tendo usufruído de nenhum minuto em superioridade numérica consegue liderar um campeonato em que o rival directo já jogou 298 minutos em superioridade numérica (9 expulsões em 9 jogos, ou seja jogou em média 33 minutos em superioridade numérica em cada um dos 9 jogos). São estas as condições arbitrais da nossa Liga.

PS: Tendo o Benfica marcado o golo somente aos 42 minutos, alguém consegue compreender porque o Ederson foi amarelado ainda na 1ª parte, aos 45 minutos por supostamente estar a retardar a reposição da bola ao jogo!
Terá sido só para que ele fique a bica de ser excluido do próximo jogo contra o Sporting ou nos jogos seguintes, caso veja um amarelo nas jornadas que faltam disputar.