sexta-feira, 29 de maio de 2020

Pedro Proença - sinais evidentes de que não serve para dirigir a Liga Portuguesa

Para ser presidente de uma Liga Profissional, a principal virtude tem de ser a equidistância em relação a todos os competidores.

Não é aceitável, alguém que não consegue garantir isso, estar na presidência, tal como Pedro Proença.

Estamos a falar de uma Liga Portuguesa, em que nas 12 últimas temporadas, só o Benfica e o F. C. Porto foram consagrados campeões. No agregado geral, estas 2 principais equipas portuguesas  conseguiram exactamente os mesmos 900 pontos em 374 jogos, ou seja conquistaram em média 80% dos pontos possíveis. Este é o rendimento médio expectável para se ser campeão em Portugal, sempre que uma delas tem um desempenho 10% abaixo do que é o desempenho normal de um verdadeiro candidato ao título, a própria massa adepta desse clube obrigará que haja mudanças no clube, de jogadores, ou de treinadores e até da direcção em casos extremos de incompetência, diferenças superiores a 15%. Esse é o efeito, que provocará naquele que ficar em 2º, caso num campeonato de 34 jornadas, o campeão conquistar 82 pontos (80% dos pontos possíveis), mas a 2ª melhor equipa apenas conseguir conquistar 71 pontos (70% dos pontos possíveis). Diferenças superiores a 10% entres as 2 principais equipas são pois inaceitáveis, até porque em geral estas 2 equipas tem tido um rendimento muito similar no agregado destas últimas 12 épocas.

Há 4 hipóteses possíveis para os responsáveis que gerem os destinos da competição profissional:
  1. A solução ideal é garantir que todos os clubes são tratados da mesma forma, garantir que não existe nenhum clube que sistematicamente tenha um arbitro favorável a controlar os seus jogos mais difíceis. Se os responsáveis máximos da Liga tivessem a preocupação de garantir equidade entre as equipas, concedendo as mesmas condições arbitrais para ambas, logo o sucesso desportivo não estaria condicionado pela arbitragem, 100% dos árbitros nomeados para apitar o grande Clássico seriam elementos equidistantes aos 2 clubes, seriam árbitros com os quais, nenhum destes clubes obteria um rendimento médio superior ao do seu principal rival em mais de 10%.
  2. Se os dirigentes não conseguem se abstrair dos seus interesses particulares, então há recorrer ao sorteio dos árbitros de forma a garantir assim, condições competitivas muito semelhantes para ambas as equipa, ao menos assim seria muito improvável de acontecer sucessivamente a mesma equipa ter a sorte de contar com árbitros que lhe são favoráveis. Sorteando os árbitros para apitar estas 2 equipas o mais provável seria encontrarmos em 80% das nomeações para apitar o Clássico entre o Benfica e o F. C. Porto, árbitros com os quais os 2 clubes tem um rendimento pontual médio muito semelhantes, em que não existe mais 10% de diferença no rendimento pontual médio dos 2 clubes com esse arbitro. 
  3. Os dirigentes serem maioritariamente de um determinado clube, por exemplo do Benfica ou do F. C. Porto, mas mesmo assim, conseguirem garantir uma certa equidade na competição que tem a obrigação de defender, protegendo-a das tentativas de viciação, envidando esforços para elevar a qualidade do produto futebol que estão a fornecer ao mercado (só assim defendem os interesses dos adeptos consumidores desta industria do espectáculo e entretenimento).
  4. Os dirigentes serem maioritariamente de um determinado clube, F. C. Porto e são incapazes de fomentar uma competição saudável entre as equipas, estão sistematicamente a conceder vantagens arbitrais ao F. C. Porto. Os dirigentes estão constantemente a nomear para os jogos que definem quem é campeão, os árbitros que claramente evidenciam uma tendência favorável ao F. C. Porto. Só com evidente falta de condições equivalentes entre os candidatos ao titulo podemos, então verificar que em 19 das últimos 24 clássicos foram apitados pelo BANDO DOS 5, árbitros com os quais só o F. C. Porto poderia ter sido campeão em Portugal nos últimos 12 campeonatos. Já vimos que este BANDO DOS 5, controlou cerca de 80% dos jogos em que o F. C. Porto enfrentou a única equipa que tem tido um rendimento equiparável ao seu neste período, estes 5 árbitros apitaram também 45 dos 70 confrontos directos do F. C. Porto com os outros 3 candidatos ao título (Benfica, Sporting e Braga), ou seja 64% dos jogos contra equipas com semelhantes objectivos na Liga. É uma grande vantagem para o F. C. Porto ter nestes jogos que definem o campeão a serem controlados pelo BANDO DOS 5, é que com estes 5 árbitros, o F. C. Porto nas últimas 12 épocas conquistou 78,4% dos pontos possíveis em 111 jogos. Aos olhos do BANDO DOS 5, o F. C. Porto não teve rival em Portugal nas últimas 12 épocas, pois apenas permitiram ao Benfica conquistar 61,8% dos pontos possíveis em 102 jogos e ao Sporting conquistar 61,8% dos pontos possíveis em 109 jogos. Em mais de 100 jogos apitados de cada candidato ao titulo, o BANDO DOS 5, garantiu ao F. C. Porto uma vantagem média superior a 17% em relação aos outros 2 grandes clubes nacionais. É uma enorme diferença, é evidente que Olegário Benquerença, Pedro Proença, Jorge Sousa, Artur Soares Dias e Carlos Xistra ao garantirem que em Portugal uma diferença tal que, em Portugal só o F. C. Porto conseguiria ser campeão nas últimas 12 épocas. O Benfica apenas consegue agora conquistar alguns campeonatos, pois o BANDO já não está completo, felizmente para a competitividade da Liga, Olegário Benquerença e Pedro Proença ja se reformaram. Este BANDO DOS 5 quer nos fazer crer que todos os outros candidatos ao titulo são verdadeiros incompetentes comparativamente ao F. C. Porto, o clube não tem tido competição nas últimas 12 épocas, aos olhos do BANDO DOS 5.

Eis o quadro resumo dos dados estatísticos do F. C. Porto, Benfica e Sporting com o BANDO DOS 5

É evidente que o BANDO DOS 5 a quem deram a responsabilidade de dirigir 80% dos confrontos directos entre as 2 únicas equipas que conquistaram campeonatos nas últimas 12 épocas, não é equidistante. Aos olhos destes 5 árbitros, são assinalados constantemente penaltis favoráveis ao F. C. Porto e quase nunca o clube é punido com penaltis desfavoráveis (5 no total em 111 jogos, sendo que por exemplo o Artur Soares Dias assinalou 1 já foi aos 89 minutos de um jogo em que F. C. Porto estava a vencer por 3-0). Agregando as 12 épocas, vemos que, com a arbitragem do BANDO DOS 5, o F. C. Porto usufruiu de um saldo favorável de 29 penaltis, o Sporting de 13 penaltis favoráveis e o Benfica de apenas 2 penaltis favoráveis. É evidente que nos jogos controlados pelo BANDO DOS 5 só poderia haver um campeão em Portugal, o F. C. Porto!
Alguém acredita que em condições arbitrais normais, entre 2 equipas que lutem ombro a ombro pelos mesmos objectivos, pode acontecer uma delas usufruir de mais de 27 penaltis de que o seu principal rival em cento e poucos jogos. 27 penaltis, diferenças tão grandes em pouco mais de 100 jogos, nem acontecem entre o melhor ataque e o 10º melhor ataque, quanto mais entre equipas tão semelhantes. Partindo do facto do Benfica em 102 jogos ter usufruído de menos 27 penaltis que o seu principal rival (o F. C. Porto), mantendo-se esta enorme diferença no número de penaltis com os quais cada um dos candidatos beneficia, isto daria para se extrapolar que a diferença seria de 99 penaltis, caso o BANDO DOS 5 tivesse apitado todos os 374 jogos do Benfica e do F. C. Porto. Obviamente ninguém duvida que, com 99 penaltis a mais para o F. C. Porto em 374 jogos, o campeão em Portugal, só poderia ser o F. C. Porto, tal é a influência arbitral do BANDO DOS 5 entre o F. C. Porto e o Benfica. 

Qualquer presidente responsável já teria reparado que é necessário acabar com a viciação que uma diferença de 27 penaltis entre 2 equipas semelhantes indicia. Estes árbitros nunca deveriam ser nomeados para dirigir clássicos, por exemplo, nesta temporada, não faz sentido nomear Artur Soares Dias, 6º classificado da época anterior (2018/9) e não premiar o 2º (João Pinheiro), 3º (Rui Costa), 4º (Nuno Almeida) e 5º (Tiago Almeida) classificados da época anterior com nenhum jogo grande do F. C. Porto. Salta a vista de todos que, os árbitros da A. F. Porto  são muito bem vistos por quem manda na Liga, devem ter um dom especial para ocuparem as primeiras posições, ocupam 3 das 6 primeiras posições, os outros árbitros mesmo que consigam boas classificações parece que só os da A. F. Porto é que são utilizados pelos dirigentes da Liga nos jogos que definem os campeões.

A bem da verdade desportiva tem de haver mudanças na Liga, os actuais dirigentes não se conseguem regenerar o Futebol Português.
Conhecendo os dados estatísticos, ainda haverá alguém com dúvidas, que o Pedro Proença não reúne condições de equidistância para representar o papel de presidente na Liga profissional de Futebol?

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Tem de ocorrer alterações na Liga - Pedro Proença já demonstrou que não é capaz de garantir equidade entre as equipas

Finalmente, o Benfica veio a publico exigir a demissão do Pedro Proença!

Pedro Proença, tem um longo historial tendencialmente favorável ao F. C. Porto. Enquanto pôde decidir jogos dentro do campo, os seus dados estatísticos como arbitro demonstram que, aos seus olhos só o F. C. Porto poderia ser campeão em Portugal. O F. C. Porto é de longe a equipa com melhor rendimento médio nos jogos que apita, permitiu a conquista de 71% dos pontos possíveis nos 16 jogos do F. C. Porto que dirigiu (e olhe que 12 desses 16 jogos foram contra os outros 3 candidatos ao titulo). Todos os outros rivais do F. C. Porto obtiveram um rendimento médio bastante baixo, o Sporting conquistou 46% dos pontos possíveis nos 16 jogos dirigidos pelo Pedro Proença, o Benfica conquistou apenas 44% nos 13 jogos arbitrados pelo Pedro Proença e o Braga conquistou apenas 31% dos pontos possíveis nos 16 jogos arbitrados pelo Pedro Proença. Como se vê, Pedro Proença garante que o F. C. Porto conquista pelo menos mais 25% dos pontos possíveis que qualquer rival em Portugal (Benfica, Sporting ou Braga). Os rendimentos médios destes 4 clubes candidatos ao título nos jogos arbitrados pelo Pedro Proença, demonstram uma grande diferença em relação ao que é o rendimento médio global destes 4 clubes nas últimas 12 temporadas com todos os árbitros. É que o Benfica e o F. C. Porto neste período conquistaram exactamente os mesmos 900 pontos em 374 jogos, ou seja, conquistaram em média 80% dos pontos possíveis, enquanto o Sporting conquistou 67% dos pontos possíveis e o Braga conquistou 60% dos pontos possíveis nesses 374 jogos. Como se constata, nenhuma destas equipas candidatas ao titulo conquista menos 20% dos pontos possíveis do que o F. C. Porto, nem o Braga, nem o Sporting, quanto mais, o Benfica que é a melhor equipa Portuguesa nas últimas 12 épocas, pois marcou 875 e sofreu 271 (saldo favorável de 604 golos), enquanto o F. C. Porto marcou 818 golos e sofreu 234 golos (saldo favorável de 584 golos).

Nas últimas 12 épocas, apenas o Benfica e o F. C. Porto conseguiram se sagrar campeões e como já vimos, estas 2 equipas apresentaram o mesmo rendimento médio neste período (conquistam em média 80% dos pontos possíveis), logo a tendência natural é encontrarmos estas 2 equipas com rendimentos muito semelhantes com cada árbitro em concreto que tenha apitado mais de 10 jogos de cada uma destas 2 equipas. Na realidade é o que aconteceu com a esmagadora maioria dos árbitros, que dirigiram mais de 10 jogos destas equipas nestes 12 anos. Com mais de 10 jogos apitados do Benfica e do F. C. Porto, encontramos o Hugo Miguel, Nuno Almeida, Manuel Mota, Paulo Baptista, Duarte Gomes, Cosme Machado, Vasco Santos, João Capela, Marco Ferreira, Bruno Esteves, Carlos Xistra  e Rui Costa, além do Pedro Proença, Artur Soares Dias e Jorge Sousa utilizados para garantir a vantagem competitiva ao F. C. Porto. Como sabemos, conhecendo o rendimento médio de cada clube com um arbitro em concreto, se o objectivo de quem dirige a Liga é garantir um arbitro o mais pró-Porto possível no confronto directo entre o Benfica e o F. C. Porto nesta época 2019/20, então a escolha só poderia recair no Artur Soares Dias e no Jorge Sousa. Olha nem de propósito, não é que a Liga dirigida pelo Pedro Proença nomeou para os 2 clássicos, os 2 árbitros em actividade com os quais, o F. C. Porto garante maior vantagem sobre o Benfica. Pedro Proença como líder da Liga devia saber que nunca deveria ser permitido a que os confrontos entre as 2 melhores equipas em Portugal fosse arbitrado sistematicamente por árbitros, com os quais existe uma vantagem clara para o F. C. Porto. Para 19 dos últimos 24 clássicos foram nomeados árbitros com os quais o F. C. Porto tem um clara vantagem no rendimento pontual médio em relação ao Benfica. Não se compreende como para 24 jogos a Liga, se consegue nomear por 19 vezes árbitros, com os quais o Benfica e o F. C. Porto não tem rendimentos equiparáveis, árbitros com os quais existe uma diferença superior a 10% favorável ao F. C. Porto. Nomear Jorge Sousa e Artur Soares Dias para apitarem, o Benfica - F. C. Porto é descaradamente conceder vantagem competitiva ao F. C. Porto. Quanto a equidistância dos árbitros nomeados, é evidente que no mandato do Pedro Proença, o Benfica não teve o mesmo tratamento que o F. C. Porto.
Como sabemos nestas 12 épocas, o Sporting não conseguiu conquistar nenhum titulo, sendo uma equipa que em média no geral conquistou menos 13% dos pontos possíveis do que o F. C. Porto conquistou (80%-67%), por isso podemos afirmar que aos olhos do Artur Soares Dias, em que o Benfica conquista menos 12% dos pontos possíveis que o F. C. Porto (79%-67%), só o F. C. Porto reúne condições arbitrais para ser campeão em Portugal. O Benfica só consegue ser campeão, se tiver plantel muito superior ao F. C. Porto, porque com equipas semelhantes, já todos sabemos a quem o Artur Soares Dias e Jorge Sousa darão a vitória nesse confronto directo. Alguém se lembra deles punirem o F. C. Porto com expulsões ou penaltis desfavoráveis. Estas são as desigualdades recorrentes na Liga Portuguesa.

Agora recentemente, a Liga presidida pelo Pedro Proença, elaborou o calendário para as 10 jornadas finais que faltam disputar, conseguiram na marcação dos jogos do Benfica, garantir que os seus adversários terão exactamente os mesmos 38 dias de dias de descanso entre os jogos que o Benfica terá, já ao F. C. Porto concederam no total mais 8 dias de descanso que os adversários que enfrentará nestas 10 jornadas.
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Quem aprovou este calendário na Liga não quer garantir equidade entre os competidores!
Agora imaginem o que diriam os adeptos do F. C. Porto, se em vez de terem mais 8 dias de descanso do que os seus adversários, a Liga tivesse aprovado um calendário em que tinham menos 8 dias de descanso do que os seus adversários, quando essa mesma Liga conseguiu compor um calendário em que o Benfica tinha o mesmo número de dias de descanso que os seus adversários?

Qual é a sua opinião, há que fazer mudanças na Liga para se garantir equidade entre as condições criadas ao F. C. Porto e Benfica?

sábado, 23 de maio de 2020

Agregado dos Resultados Financeiros das últimas 4 épocas com o 1º semestre 2019/2020

É conhecimento geral que, os rendimentos neste 2º semestre para todos os clubes, serão muito inferiores aos que obtiveram no 1º semestre (efeito dos rendimentos das competições Europeias).
Esta temporada, apesar do Fair-Play Financeiro aconselhar a que os gastos com Pessoal não ultrapassem dos 70% dos Rendimentos, a verdade é que em Portugal nestes primeiros 6 meses houve concorrência desleal, os Gastos com o Pessoal dos 3 grandes foram os seguintes:
  • 46 M€ no Benfica, ou seja 45% do total dos rendimentos operacionais do clube de 101,9 M€.
  • 43,5 M€ no F. C. Porto, ou seja 83% dos rendimentos operacionais do clube de 52,5 M€.
  • 35,1 M€ no Sporting, ou seja 81% dos rendimentos operacionais do clube de 43,6 M€.
Nestes primeiros 6 meses, os Gastos com o Pessoal no F. C. Porto foram ligeiramente inferiores aos do Benfica, se o clube tem conseguido ultrapassar o Krasnodor e acedesse à Champions, os prémios atingidos colocariam os Gastos com o Pessoal destes 2 candidatos ao título ao mesmo nível, como o serão neste 2 semestre que as 2 equipas apenas disputaram uma única eliminatória da Liga Europa. 
Como no mercado de janeiro 2020 não houve significativas mudanças nos planteis, os Gastos com o Pessoal anuais no Benfica e F. C. Porto serão seguramente superiores a 85 M€ para a equipa campeã, enquanto no Sporting serão de aproximadamente 70 M€. A enorme diferença dos gastos com o pessoal do Sporting, para os seus 2 rivais, seguramente não lhe permite lutar com armas semelhantes pelo título de campeão nacional. É que, uma equipa que tenha um orçamento maior que o seu rival em mais de 15 M€, tem a obrigação de terminar a temporada a frente desse rival, pois pode contratar e ter no seu elenco, mais 3 jogadores de topo que o seu concorrente, daqueles grandes jogadores que custam cada um 5 M€ por época. Para a realidade competitiva do campeonato nacional faz muita diferença poder ter no plantel mais 3 jogadores de topo, do que os rivais conseguem suportar no seu orçamento anual. Ter um grande orçamento é muito importante para se obter sucesso desportivo no futebol, também é necessário não desperdiçar os limitados recursos que os clubes portugueses tem, fazendo contratações acertadas de modo a poder ser competitivo também nas competições europeias, onde seguramente encontraram mais de 20 clubes com orçamentos muito melhores.
Um bom desempenho financeiro é muito relevante para se poder construir plantéis competitivos, sem infringir o Fair-Play Financeiro instituído pela UEFA. 


Oficialmente as últimas contas conhecidas são do 1º semestre da época 2019/20, ou seja, de 01/07/2019 a 31/12/2019, também conhecemos as contas das últimas 4 épocas anteriores, são os pontos feitos na Europa nestas últimas 5 épocas é que determinam a posição no Ranking UEFA.

Quando analisamos as contas publicadas para o 1º semestre da época 2019/2020, vemos que o Benfica a meio desta temporada apresentava um lucro de 104,1 M€, o Sporting apresentava 2,8 M€ de lucro e o F. C. Porto apresentava um prejuízo de -51,9 M€, como entretanto não houve extraordinárias vendas de jogadores e estamos a um mês e 8 dias do fecho das contas (30/06/2020), este exercício económico seguramente terminará com resultados antagónicos bastante significativos para o Benfica e o F. C. Porto. Um grande lucro anual para o Benfica e um enorme prejuízo anual para o F. C. Porto, que poderá vir a ser punido pela infração do Fair-Play Financeiro. É que a concorrência desleal é evidente, pois, quer o Sporting ou o Braga por exemplo poderiam neste momento estar a lutar pelo acesso aos milhões da LC se pudessem ter mais de 164,4 M€ de prejuízos acumulados nas últimas 4 épocas e meia, que em 5 épocas atingiram mais de 200 M€ de prejuízos. Será que este um clube nestas condições de clara concorrência desleal ficará impossibilitado de se inscrever nas competições Europeias na próxima temporada 2020/21 ou os possíveis castigos só aconteceram na época 2021/22, temporada em que já teremos 2 equipas com entrada direta na Champions? 

Para analisarmos a real capacidade de gestão não podemos olhar somente para 6 meses de atividade, mas agregando a estes 6 meses aos últimos 4 exercícios económicos, obteremos uma imagem que retrata com maior fidelidade as qualidades e defeitos dos administrados que estão a gerir esses clubes.

Agregando as contas deste 1º semestre 2019/20 aos dos últimos 4 exercícios económicos (época 2015/16, 2016/17, 2017/18 e 2018/19), obtemos os dados agregados de 4,5 épocas. É com base nos Rendimentos Operacionais destas 4,5 épocas (643,5 M€ no Benfica, 509,4 M€ no F. C, Porto e 359,9 M€ no Sporting), que os dirigentes do Benfica decidiram suportar Gastos com o pessoal -346,9 M€ (54% dos Rendimentos Operacionais que totalizam 643,5 M€), os dirigentes do F. C. Porto suportaram -363 M€ de Gastos com Pessoal (71% dos Rendimentos Operacionais que totalizam 509,4 M€) e os dirigentes do Sporting suportaram 290,7 M€ de Gastos com Pessoal (81% dos Rendimentos Operacionais que totalizam 359,9 M€). 

CONTAS DO 1º SEMESTRE 2019/20                                   AGREGADO DESDE ÉPOCA 2015/16 
Quadro resumo com os dados retirados dos Relatórios e Contas publicadas na CMVM.
Neste quadro, a coluna do Benfica está a vermelho, do F. C. Porto a azul e do Sporting a verde. Os resultados negativos estão com o fundo negro para realçar onde os clubes tem obrigatoriamente de melhor o seu desempenho financeiro, de modo a serem sustentáveis.

O dado mais relevante é compararmos o Resultado Liquido do Exercício agregado neste período de 4,5 épocas (o acumulado deste último semestre com as épocas 2015/16, 2016/17, 2017/18 e 2018/19).

Nestas últimas 4 épocas e meia, vemos que:
  • O total dos Rendimentos Operacionais do Benfica foram de 643,5 M€, do F. C. Porto foram 509,4 M€ e do Sporting foram 359,9 M€, ou seja, com tanta diferença nos rendimentos, os dirigentes já deveriam saber que os gastos operacionais destes clubes nunca poderiam ser semelhantes.
  • O total dos Gastos Operacionais no Benfica foram de 616,9 M€, no F. C. Porto foram de 605,9 M€ e no Sporting foram de 465,4 M€. Os Gastos Operacionais do Benfica e do F. C. Porto nas últimas épocas têm sido muito semelhantes, a maior diferença reside nos maiores gastos anuais com amortizações no Benfica, fruto de ter custos com o Seixal, quando ao F. C. Porto a câmara de V. N. Gaia é que suporta essas amortizações com o Olival.
  • Não faz sentido em 4 épocas e meia, incorrer em Gastos Operacionais de 605,9 M€, quando só temos Rendimentos Operacionais de 509,4 M€. Vendo os dados agregados, fica evidente que p problema é estrutural e não conjuntural, quer o Sporting, quer o F. C. Porto incorrem em muitos mais custos operacionais do que deveriam incorrer se fossem governados por dirigentes financeiramente responsáveis e apenas o Benfica apresenta um resultado positivo de 26,6 M€ com a sua atividade operacional sem transações de jogadores. Os Resultados Operacionais sem transações de jogadores foram negativos em -105,5 M€ no Sporting e foram negativos em -96,6 M€ no F. C. Porto. Não é fácil equilibrar estes excessivos gastos operacionais, recorrendo a alienação de passes de jogadores sem que isso não tenha repercussões na competitividade da equipa de futebol. Os excessos descontrolados de hoje vão limitar muito o futuro do clube.
  • Historicamente todos os clubes nacionais são essencialmente clubes vendedores, que exportam para os endinheirados clubes Europeus os seus melhores jogadores. Os 3 clubes apresentam resultados positivos com a transações de jogadores, sendo que nestes 4,5 anos, o F. C. Porto teve resultados positivos com transações de jogadores de apenas 14,2 M€, o Sporting de 121,4 M€ e o Benfica de 258,6 M€. 
  • Assim sendo, os Resultados Operacionais incluindo as transações de jogadores do Benfica foram positivos em 285,3 M€, no Sporting também passaram a ser positivos em 15,8 M€, mas no F. C. Porto foram negativos em -82,3 M€. Sabendo que ainda tem de suportar custos financeiros não é tolerável que nos Resultados Operacionais incluindo as transações com jogadores um clube apresentar Resultados tão expressivamente negativos como os que o F. C. Porto apresentou no agregado destas últimas 4 épocas e meia.
  • Como todos sabemos, todos os clubes Portugueses recorrem a financiamentos bancários, dai que não seja surpresa para ninguém ver que, os 3 clubes apresentam resultados financeiros negativos no agregado das últimas 4 épocas e meia (Benfica com -61,6 M€ suportados, F. C. Porto com -77,9 M€ e o Sporting com -38,4 M€ muito pela benesse de não pagar juros das VMOCS). 
  • No agregado destas últimas 4 épocas e meia o Benfica obteve um lucro de 219,1 M€, enquanto o seu principal rival acumulou -164,4 M€ de prejuízos, o Sporting também acumulou -26,3 M€ prejuízos. Quer o Sporting, quer o F. C. Porto tem acumulado prejuízos nas últimas épocas, se bem que o grau de irresponsabilidade da equipa de gestão é bastante diferente entre incorrer num prejuízo acumulado de -26,3 M€ ou num prejuízo acumulado de -164,4 M€.