quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

As expulsões! E as dificuldades de competir em inferioridade numérica

As dificuldades do F. C. Porto em inferioridade numérica!
E as dificuldades do Tondela em inferioridade numérica! Do Moreirense, Feirense e do Braga em inferioridade numérica também desde a 1ª parte! E também do Rio Ave, Nacional, Chaves e Estoril!


Hoje, os jogadores do F. C. Porto sentiram as mesmas dificuldades sentidas pelo Tondela no fim-de-semana passado. Se enquanto foi disputado 11 contra 11, o jogo não estava fácil para as 2 equipas, tal como não estava fácil o jogo anterior antes da intervenção no jogo do arbitro Luis Ferreira, após a expulsão o jogo passou a ser de sentido único. Eu ia jurar que já tinha visto recentemente um jogo assim!

Neste jogo contra a Juventus, mesmo jogando em casa com um forte apoio vindo das bancadas, ao F. C. Porto não foi possível discutir a vitória, acabou não fazendo nenhum remate enquadrado com a baliza defendida pelo Bufon. O F. C. Porto fez 3 remates para fora e criou 1 oportunidade, teve 74,6% de eficacia nos 228 passes efectuados, enquanto a Juventus teve 91,8% de eficacia nos 730 passes efectuados. Neste jogo o F. C. Porto acabou tendo apenas 24% de posse de bola, apesar de nunca ter estado em vantagem no marcador, mesmo assim NES nunca arriscou jogar para tentar marcar golos.

Alex Telles foi expulso por acumulação de amarelos e foram lances em que o maior responsável foi o próprio jogador. Um jogador com amarelo não pode ter aquela entrada, 2 minutos após o 1º amarelo.

O Alex Telles foi expulso na 1ª parte tal como o Osório, o Geraldes, o Artur Jorge e o Ícaro também já tinham sido expulsos durante a 1ª parte, em jogos para o campeonato nacional disputados pelo F. C. Porto. Nesse imenso tempo em superioridade no campeonato, o F. C. Porto conseguiu marcar 11 golos e apenas sofreu 1 golo, enquanto que nos minutos que disputou com onze contra onze, o clube fez 34 golos e sofreu 10 golos, ou seja, em média sofreu 1 golo por cada 3,4 que fez. Logo fica evidente que é uma grande vantagem, competir em superioridade numérica.

Existe uma grande diferença entre jogar em inferioridade numérica ou em superioridade numérica.
Neste jogo mais uma vez ficou isso provado. O F. C. Porto já tinha tido a experiência de ver o adversário jogar em inferioridade numérica e desta vez foi o contrário, a fava saiu a equipa não ao adversário. O F. C. Porto tem um histórico muito favorável quanto as decisões arbitriais, mas como todos sabemos o da Juventus consegue ainda ser superior a esse nesse aspecto particular do jogo.

No jogo anterior do F. C. Porto, foi o Tondela a equipa que ficou em inferioridade numérica e isso também acabou por ficar bem vincado nos dados estatísticos finais desse jogo, como se pode ver na imagem seguinte.
Comparando os 2 quadros desta publicação fica bem evidente as diferenças no comportamento dos jogadores do F. C. Porto, em jogos que as 2 equipas em confronto não estão em igualdade numérica.
Contra o Tondela, o F. C. Porto conseguiu não 24% mas sim 68% de posse de bola. E o Tondela apenas conseguiu 32% de posse de bola, 3 remates enquadrados com a baliza nos 5 remates efectuados, foram apenas 2 oportunidades de golo. O Tondela teve apenas 65,2% de eficacia nos 276 passes efectuados. Nas condicões em que Luis Ferreira os obrigou a disputar a partida seria difícil obter melhores dados estatísticos.
Como se vê as equipas que jogam em inferioridade numérica desde a 1ª parte normalmente tem grandes dificuldades nesse jogo. Só em termos comparativos, mesmo num jogo em que o Benfica estava a ser muito superior ao seu adversário, ao sofrer uma expulsão desfavorável aos 41 minutos quando já estava a vencer por 2 bolas de diferença (inferioridade numérica por expulsão do Ederson), esse facto acabou por se refletir no números finais desse Benfica 3 - Arouca 0, uma vez que ao intervalo, o Benfica tinha 25 entradas na área do Arouca, 89% de eficacia de passe e 75% de posse de bola e acabou a partida com o total de apenas 31 entradas na área do Arouca, 82,1% de eficacia em 474 passes e 56,3% de posse de bola. Foi uma grande quebra na 2ª parte!

Jogar em inferioridade numérica é muito diferente de jogar em superioridade numérica, que não restem duvidas! O clube que joga sistematicamente em superioridade númerica está a competir em condições muito mais vantajosa que que qualquer clube que não usufrua de expulsões favoráveis.


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