segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Manuel Oliveira e o critério arbitral

Manuel Oliveira voltou a errar em demasia para um dos lados, isto após a sua desastrosa última atuação na Luz na época passada, em que deixou 3 penaltis por assinalar no confronto contra o Rio Ave, facto que valeu mesmo um castigo de 21 dias ao presidente LFV, pois afirmou que estaria curioso para ver se nas capas dos jornais do dia seguinte iria encontrar estampado "algum roubo ou coisa parecida".

Manuel Oliveira, em vez de defender a integridade do espectaculo desportivo que os 56 mil pessoas pagaram para assistir, apenas se preocupou em garantir o menor tempo de jogo possível.
Quem esteve no estadio desde cedo percebeu que as constantes pseudo lesões mais não eram que, uma forma de diminuir o tempo útil do espectáculo e foram reagindo com os sucessivos assobios perante a inaptidão revelada pelo arbitro para defender o espectáculo desportivo. O mais engraçado é que num jogo que não teve muitas entradas perigosas para a integridade fisica dos jogadores, estes estavam constantemente no chão sem razões aparentes e demoravam 2 ou 3 minutos a serem assistidos mas nenhum desses diversos jogadores assistidos sequer demontrou alguma dor segundos após o reatar do jogo, ou demorou mais de 10 segundos a obter a autorização do arbitro para reentrar no jogo.  Na 1ª parte, o guardião Varela após solicitar a interrupção do jogo para ser assistido na coxa, no reatamento do mesmo não se coibiu de bater ele próprio o pontapé de baliza com um forte pontapé para frente. O arbitro mesmo assim não percebeu que esses 4 minutos perdidos com a assistência do Varela deveriam ser compensados no final dessa 1ª parte.

A complacência com o anti-jogo continuou, uma vez que na 2ª parte houve 6 substituições (que só por si justificam 3 minutos de compensação), é inqualificável compensar apenas mais 1 minuto para as constantes interrupções para assistência médica. Manuel Oliveira neste jogo demonstrou enormes dificuldades em garantir a continuidade do espectaculo desportivo e nem sequer foi capaz de compensar devidamente esses minutos perdidos no final do jogo.

No jogo houve uma grande diferença na avaliação dos contactos entre as duas equipas, como ficou evidente nos dados totais do jogo, em que sempre que os duelos eram ganhos pelos jogadores benfiquistas era assinalada a falta, dai que apesar do Benfica ter mais do dobro de cruzamentos, remates, passes e entradas na área adversária acabou por ter mais faltas cometidas assinaldas.
Eis a estatística oficial do GoalPoint.
Quem não viu o jogo ao verificar a estatística fica com a sensação que o Benfica recorreu a mais faltas que o Setúbal, pois oficialmente, o Manuel Oliveira assinalou 18 faltas cometidas pelo Benfica e apenas 13 pelo Setúbal. Quem presenciou o jogo sabe que tais números só foram possíveis pela forma como o Manuel Oliveira conduziu este jogo, não sancionando algumas infrações, especialmente as ocorridas perto da área defendida pelo Setúbal e sancionando qualquer duelo ganho com contacto fisico pelos jogadores do Benfica.

A complacência com as constantes interrupções, sem nehuma admoestração ou aviso aos jogadores neste Benfica-Setúbal foi por demais evidente.
Em termos comparativos ao analisar o último empate a 1 bola verificado num jogo do F. C. Porto dirigido pelo Manuel Oliveira, podemos constatar que nesse jogo consedeu mais de 6 minutos de compensação, como podem verificar no quadro a seguir (relato no Sapo do Nacional 1 - F. C. Porto 1, da época 2014/15).

Ao ver que Manuel Oliveira, no Benfica 1 - Setúbal 1 em que houve diversas interrupções da partida para serem assistidos jogadores mesmo não tendo existido nenhuma entrada que manifestamente possa deixar inferiorizado qualquer atleta, eu nem quero imaginar quantas vezes os jogadores do Nacional-Porto terão deliberadamente se atirado para o chão no sentido de interromper o jogo para ele, neste Nacional 1 - F. C. Porto 1, ter dado mais de 6 minutos de descontos! Já estou cheio de pena dos adeptos que pagaram bilhetes para assistir a esse Nacional-Porto, pois sendo dirigido pelo mesmo Manuel Oliveira, devem ter passado o jogo todo a ver jogadores no chão, a receber assistência médica, só assim se justifica ele ter conseguido compreender que esse jogo merecia mais de 6 minutos de compensação.

Manuel Oliveira e o seu critério arbitral. É o seu critério arbitral.
Na A MINHA CHAMA podemos ver alguns dos "pequenos" erros arbitrais deste Benfica-Setubal.


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