Nesta mesma 1ª jornada da Taça da Liga, no F. C. Porto 1 - Santa Clara 0, havia sido dado 1 minuto de desconto na 1ª parte, mas como aos 46 minutos a bola estava na posse do F. C. Porto não se apita para intervalo, mesmo 30 segundos depois desse minuto o jogo continuava (devia ter avisado que eram 2 minutos), até que aos 46:44 é obtido o golo, como se pode ver pelas imagens.
Tal como em Portimão é nestes pequenos pormenores que se fazem as grandes diferenças.
Neste início de época 2019/20, assustada por uma estrondosa entrada em competição do Benfica, com 5-0 na Supertaça sobre um dos historicamente maiores rivais em Portugal, o Conselho de Arbitragem decidiu fazer os possíveis para refrear a confiança dos Benfiquistas, nas primeiras 6 jornadas, nomeou por 3 vezes árbitros da A. F. Porto, não satisfeita de seguida voltou a nomear outro arbitro da A. F, Porto para o 1º jogo da Taça da Liga. Resultado, o objetivo foi conseguido, passados 7 jogos (4 deles com árbitros da A. F. Porto) a equipa do Benfica já perdeu a extrema confiança com que iniciou a época, depois de ter conquistado a Internation Champions Cup e dos 5-0 nos 2 primeiros jogos oficiais. O fraco rendimento do Benfica com os árbitros da A. F. Porto não é um problema exclusivo do Benfica 2019/20 de Bruno Lage, é antes algo que já vem bem enraizado nos durante muitas épocas. Pelo menos durante o período de 12 épocas, temos dados estatísticos que comprovam que o Benfica, com os árbitros da A. F. Porto tem tido muitas dificuldades, quando comparamos o número de decisões arbitrais favoráveis e desfavoráveis ao Benfica que estes árbitros tomaram nos últimos campeonatos, constatamos que:
- Rui Costa, nas últimas 12 épocas assinalou 4 penaltis favoráveis ao Benfica em 21 jogos e 4 penaltis favoráveis ao F. C. Porto em 16 jogos. Se nos penaltis assinalados a favor não existe uma grande diferença, já não se pode dizer o mesmos nas vezes que decidiu punir estes 2 clubes na sua área defensiva. É que, Rui Costa, apenas foi capaz de assinalar 1 penalti desfavorável ao F. C. Porto (nesse jogo também assinalou 1 penalti favorável ao F. C. Porto), enquanto já assinalou 4 penaltis desfavoráveis ao Benfica, ou seja, aos olhos de Rui Costa, o Benfica mesmo sendo um candidato ao título, cometeu o mesmo número de faltas na área do que o que obrigou os seus adversários a cometer na sua área, isto apesar de 19 dos 21 jogos do Benfica que arbitrou terem sido disputado na Luz e de o Benfica no total desses jogos ter marcado 59 golos e sofrido 15 golos. Será possível um ataque capaz de marcar 59 golos sofrer o mesmo nº de vezes falta na área adversária do que outro ataque que apenas marca 15 golos? Ninguém na arbitragem, vê anormalidade no facto de com o arbitro Rui Costa, o Benfica ter sido penalizado com 4 penaltis desfavoráveis e o F. C. Porto apenas ter sofrido uma em 12 épocas? É que nestas últimas 12 épocas, não houve nenhum arbitro que tenha punido o F. C. Porto mais do que 2 vezes com penaltis desfavoráveis, mas o Rui Costa mesmo apitando quase sempre na Luz ainda assim viu 4 oportunidades para castigar o Benfica.
- Jorge Sousa, nas últimas 12 épocas assinalou 6 penaltis favoráveis ao F. C. Porto e apenas 3 penaltis favoráveis ao Benfica em 26 jogos (Sim, por incrível que possa parecer, Jorge Sousa já assinalou penaltis favoráveis ao Benfica, mesmo que apenas tenha assinalado/permitido ao Benfica marcar golos de penaltis em jogos que o Benfica já estava a ganhar 3 ou mais golos de diferença). Jorge Sousa apenas foi capaz de assinalar 1 penalti desfavorável ao F. C. Porto nas últimas 12 épocas, mas já assinalou 3 penaltis desfavoráveis ao Benfica (2 deles assinalados ainda com o jogo empatado e outro que permitiu ao adversário reduzir para 2-1). Jorge Sousa é tão sistemático/constante na forma como inclina o campo, que todos os adeptos sabem que sempre que num Benfica-Porto, o Benfica estiver melhor na partida, invariavelmente toma decisões no sentido de tentar melhorar as hipóteses de sucesso desportivo do F. C. Porto, colocando o Benfica em inferioridade numérica (aconteceu o ano passado que estando o Benfica a vencer por 2-1 resolveu expulsar o Gabriel com um insólito duplo amarelo no mesmo lance, tal como aconteceu no empate de 2017/18 em que expulsou Zivcovic 6 minutos depois de ter entrado em campo por 2 faltas ocorridas no meio-campo, mas alguém no seu juízo normal pode dizer que Zivcovic trouxe agressividade a mais a um clássico em que o Felipe já havia traçado o Jonas por trás sem ser penalizado com o respetivo cartão, ou como aconteceu no 1-1 da época 2008/09 em que expulsou o Katsoranis aos 59 minutos de jogos. Isto acontece aos jogadores do Benfica, mas aos do F. C. Porto ele não é capaz de expulsar mesmo que estejam de cabeça completamente perdida com aconteceu na final da Taça da Liga de 2009/10. Jorge Sousa não é equidistante.
- Artur Soares Dias, nas últimas 12 épocas apenas foi capaz de assinalar 2 penaltis desfavoráveis ao F. C. Porto (1 deles aos 90 minutos de um jogo que o F. C. Porto vencia por 3-0), mas já conseguiu ver/assinalar 7 penaltis desfavoráveis ao Benfica nesse mesmo espaço de tempo. Nestes últimos 12 campeonatos, o Artur Soares Dias, além de Benfica, também já puniu o Sporting e o Braga com 7 e 8 penaltis desfavoráveis, apenas o F. C. Porto teve a sorte de apenas ter sido punido com 2.
Os dados estatísticos explicam que as condições arbitrais que o Benfica obtém nos jogos arbitrados por elementos da A. F. Porto são bastante piores do que o F. C. Porto usufrui com esses árbitros.
O Conselho de Arbitragem sabe que assim é, os adeptos empiricamente tem essa noção, a direcção do Benfica também tem obrigação de saber isso e de lutar com todas as suas forças para não ficar subjugado aos poderes instalados em Portugal. Sabendo que não tem conseguido/sabido se proteger desta tão evidente tendência arbitral do Conselho de Arbitragem, não se percebe o porque de com disponibilidade financeira, atestada com os 114,9 M€ de RLE acumlados nas últimas 4 épocas e depois de ter feito 192 M€ em vendas de jogadores nesta temporada, decidiu não investir nenhum desse dinheiro no Guarda-Redes, defesa-direito e avançado nº10 solicitados pelo treinador (Svilar, Tomás Tavares e Jota deviam estar a crescer tranquilamente na equipa B, até perfazerem 60 a 80 jogos na B como tem sido a politica do clube), não deveriam estar sujeitos a pressão de serem as soluções imediatas para o sucesso desportivo da equipa principal, com apenas 18 a 20 anos de idade e ainda praticamente sem jogos realizados enquanto sénior (1ª divisão). Com Gulacsi, Djibril Sidibé e
Hoje com Zlobin, Tomás Tavares, Nuno Tavares, Gedson e Jota no 11 titular, 0-0 será ou não, um mau resultado contra o Guimarães? Não é fácil dar a resposta correcta a esta pergunta, uma coisa parece certo, é que há 12 meses atrás se calhar não teriam capacidade para sequer conseguir empatar e daqui por 12 meses provavelmente já se lhes será exigido que vençam, pois nessa altura já terão jogos suficientes nas pernas como seniores do Benfica para assumirem essa responsabilidade.
