terça-feira, 27 de julho de 2021

Cartão Vermelho

A designação atribuída a esta operação, diz tudo quanto ao objetivo principal (expulsar LFV da presidência do Benfica), o Ministério Público através de um espetáculo mediático de uma urgente deteção para interrogatório apenas ao 4º dia, quis durante esses 4 dias em que todo o País aguardava pelas medidas de coação, usufruir do desgaste que obrigatoriamente aconteceriam com as especulações de todo o tipo de crimes possíveis e imaginários para destruir a credibilidade/honorabilidade do Luís Filipe Vieira, provocando um dano irreparável na imagem de quem dirige e da marca Benfica. Afinal era o Presidente que, os Benfiquistas elegeram no ano passado, quem esteve detido durante esses 4 dias a aguardar por uma acusação e por estar privado de liberdade se viu forçado a renunciar ao cargo. Mais do que verdadeiramente elaborar uma acusação formal ao Luís Filipe Vieira, o objetivo evidente, foi de criar as condições para o expulsar da direção do Benfica (o cartão vermelho no futebol sempre significou ser expulso do jogo). 

Com Luis Filipe Vieira expulso dos destinos do Benfica, a futura liderança terá agora de ser disputada entre Rui Costa, Rui Gomes da Silva, Noronha Lopes ou outro novo candidato que queira se aventurar nos trauliteiros meios futebolísticos, caso os poderes instalados queiram mesmo impor esse novo líder ao Benfica. Qualquer interessado o cargo deve ponderar muito antes de se anunciar candidato, veja-se o caso do Rui Costa e dos ignóbeis ataques a que foi sujeito juntamente com a sua família, ao ponto do filho ter sido obrigado a fechar a sua conta de Instagram e outras redes sociais, no dia seguinte em que se sentou na cadeira de presidente do Benfica. 

Conhecendo os sucessivos prejuízos acumulados pelos dirigentes que lideraram o FCP e o Sporting na última década, é difícil de acreditar que, é o Luís Filipe Vieira o único que tem vindo a lesar os interesses financeiros do clube que gere. Acusar Luis Filipe Vieira de não ter seguido o modelo de gestão em que se apresenta sucessivos prejuízos, tal como no F. C. Porto e do Sporting e todos os anos continuar a fazer mais novas contratações, independentemente das contas do clube, é um completo contrassenso. É verdade que na industria do futebol, o que mais se vê, é os clubes torrarem todo o dinheiro ai investido pelos acionistas, pois são estes clubes que mais gastam que depois estão mais próximos do sucesso desportivo (Manchester City, Chelsea e PSG, há 15 anos atrás eram clubes inferiores aos 3 grandes portugueses e hoje ninguém pode negar que tem planteis muitos superiores aos dos nossos clubes portugueses). O Benfica de Vieira ao procurar ter contas financeiramente sustentáveis (apresentando lucros nas últimas 7 épocas), vendendo para tal os melhores talentos produzidos no Seixal, desportivamente não poderia apresentar plantéis equiparáveis aos do Manchester City, Chelsea ou PSG. Não é sério dizer que se vende por milhões e que não se enfraquece a equipa ao transferir esse jogador.

Estranhamente, para o Ministério Público o suspeito de gestão danosa, é quem teve a responsabilidade de gerir com responsabilidade financeira uma SAD inicialmente com um Capital Social de 115 M€ até ao ponto de conseguiu apresentar um Capital Próprio de 161 M€ em 30/06/2020, já a SAD do FCP que desbaratou por completo os mesmos 115 M€  iniciais, apresentando em 30/06/2020 um Capital Próprio negativo de -209 M€, não vê o ministério público nenhuma suspeita de terem lesado os interesses financeiros desse clube! O Benfiquista, Portista ou Sportinguista que investiram 100 mil € (20.000 ações a 5€ cada) nas respetivas SADs, colocando as suas economias a responsabilidade de Luis Filipe Vieira, Pinto da Costa ou do presidente do Sporting, a data de hoje, podem vender na bolsa esses mesmos 20.000 ações ao preço de 4,47€ por ação o Benfiquista (totalizando 89,4 mil € a receber  pelos 100 mil € investidos), 0,82€ por ação o Sportinguista (totalizando 16,4 mil € a receber pelos 100 mil € investidos) e 0,75€ por ação o Portista (totalizando 15 mil € a receber pelos 100 mil € investidos). Os mesmos 100 mil € colocados a guarda de 3 dirigentes diferentes valem hoje no mercado livre 15 mil € ou 89,4 mil € na melhor das hipóteses e o único dirigente desportivo que corre risco de ser acusado de lesar os interesses financeiros dos seus simpatizantes ironicamente é o que revelou maior comprometimento/responsabilidade na gestão cuidadosa dos montantes colocados a sua disposição!

Ponto prévio, acredito que a grande maioria dos Benfiquistas sentem que o clube necessita de uma mudança diretiva, ao Benfica faz muita falta ter dirigentes sem medo de defender os interesses dos Benfiquistas publicamente, tal como fez Rui Gomes da Silva enquanto lá esteve e mesmo depois de ter saído, continuou estes últimos anos a defender aquilo que acredita ser o que melhor defende os interesses dos que verdadeiramente amam o Benfica. Mas aparentemente os jogos de interesse que querem controlar a presidência do Benfica, percebem que com o seu genuíno e indomável amor ao Benfica, o interesse no sucesso desportivo do Benfica estaria sempre primeiro para ele, logo dificilmente seria um joguete nas mãos deles, vai dai não o apoiam/financiam, a sua campanha. Por outro lado, uma vez que viu antes da esmagadora maioria, que já havia chegado a altura do Benfica ter uma nova liderança, dai ter abandonado a direção de modo a que pudesse, livremente afirmar o que deveria ser alterado em defesa dos interesses do clube, acabou criando anticorpos nos Benfiquistas agradecidos/contentes com a atual direção, afinal de contas em Outubro de 2016 quando saiu, o clube tinha acabado de ser tricampeão e estava a caminho de um histórico tetracampeonato. A data de hoje, passados mais 4 anos, em que o Benfica apenas venceu 1 campeonato, mesmo os mais Vieiristas, reconhecem que desde a saída do Rui Gomes da Silva da direção, o Benfica institucionalmente vem revelado demasiada inercia na defesa publica dos interesses do Benfica, nenhum dos vice-presidentes se expunham em defesa do Benfica. Que os interesses dos Benfiquistas não tem sido defendidos publicamente, a esmagadora maioria dos Benfiquistas reconhece isso. Não há como não reconhecer isso. 

Só se chegou ao cumulo de, na época 2020/21, o Benfica ter competido pelo titulo, com uma desvantagem de 10 penaltis para o Sporting e 14 para o FCP, porque ninguém defendeu os interesses desportivos do Benfica. Em toda a gloriosa história, nunca encontraremos um plantel do Benfica capaz de ficar em 1º ultrapassando na classificação, uma equipa do FCP ou Sporting que tenha usufruído de mais 14 penaltis! É uma situação arbitral adversa que é impossível de ser ultrapassada. O FCP ou Sporting seguramente nunca conseguiram ser campeões, numa hipotética temporada em que o Benfica tivesse usufruído de mais 10 penaltis que eles, já nem falo no cumulo de ser mais 14 penaltis! Alguém acredita que alguma vez na história o Benfica terminou atrás na classificação de um outro clube nacional, que tenha usufruído de menos 14 penaltis do que o Benfica? 

Quando maldosamente propagam na TVs que o Benfica 2020/21 investiu muito e nada venceu, esquecem de referir que nem que tivesse investido tanto como o Manchester City, (nem com o excelente plantel do Manchester City, ou do Chelsea, ou do Inter em 2020/21), alguma destas equipas nas condições arbitrais que o Benfica foi obrigado a jogar em 2020/21 teria conseguido conquistar mais pontos que o Sporting e o F. C. Porto, ou seja ao ser obrigado a jogar com uma desvantagem de 10 e 14 penaltis para estes outros 2 grandes clubes Portugueses. Num campeonato desequilibrado como o Português, nenhum plantel do mundo conseguiria anular totalmente o efeito que tem na pontuação, uma vantagem do FCP de 14 penaltis e uma vantagem do Sporting de 10 penaltis! Somente um desastroso desempenho destes 2 grandes clubes e que desaproveitariam 10 e 14 golos de vantagem arrecadados somente com o efeito arbitral. O Benfica 2020/21 entre os 116 clubes que competiram nas 6 principais Ligas da Europa, foi aquele que usufruiu de menos penaltis assinalados a seu favor (record histórico)! Seguramente foi a única vez na história que a equipa que mais golos marcou numa temporada desportiva em Portugal (Benfica) acabou a temporada como a equipa Europeia que usufruiu de menos penaltis em todas as 6 principais Ligas. 

Aqui está o quadro resumo (últimas 13 épocas) para que se perceba o efeito de 14 penaltis de diferença!





terça-feira, 13 de julho de 2021

Maiores devedores ou maiores lesados do BES

Se a Promovalor, verdadeiramente a empresa de Luis Filipe Vieira, desde quando foi constituída em 2007 até 2017 quando passou para o fundo para liquidar o valor total dos empréstimos ainda em divida (227 M€, pelos quais entregou os activos que possuía nessa data), pagou 161 M€ de juros nesse período de 10 anos ao BES, quer dizer que contribuiu nesse período para 161 M€ de lucros do BES. Terá a Promovalor contribuído na verdade para lucros ou perdas no BES, nestes 10 anos de atividade?

O saldo entre as perdas e os ganhos registados pelo Novo Banco relativamente aos créditos da Imosteps ascendeu a uma enorme perda global. Segundo o MP, este valor foi coberto pelo Fundo de Resolução, que se viu obrigado a compensar o Novo Banco de grande parte da dívida que herdou da Imosteps. 

  • Cronologia da Imosteps, empresa do grupo BES, cujo o activo principal é um terreno no Rio de Janeiro, numa zona onde ainda se tinha de convencer a Prefeitura de modo permitir a construção de imoveis, trabalho incumbido aos donos da Imosteps desde 2002. 
  • Uma década depois ao aproximar a data estabelecida para pagamento do empréstimo original de 59 M€,  ainda não tinham conseguido sequer a autorização de construção, logo não havia como pagar este empréstimo, para o BES não ser obrigado a registar a imparidade (perda de valor desse montante investido na Imosteps) era necessário encontrar outros empresários de construção mais competentes para conseguir a licença de construção, de modo a poder recuperar o investimento de 59 M€ ai empatados. 
  • Em 2012, Ricardo Salgado pediu o favor ao Vieira, para que este lhe compre a Imosteps por 59 M€, financiado integralmente pelo BES (assinando LFV o aval desse empréstimo como é usual) e trabalhar no sentido de conseguir as autorizações necessárias para poder construir. Como todos compreendem, só sendo possível a construção é que esse terreno seria interessante para um empresário no ramo de construções, como é o caso do Luís Filipe Vieira. Estava previsto 10 anos para o reembolso dos 59 M€ investidos nesse ativo (Imosteps), permitindo usufruir desse espaço de tempo para licenciar, construir, vender os imóveis construídos e assim devolver o valor correspondente ao empréstimo, mas se não conseguisse a autorização de construção, esse ativo (Imosteps) voltaria pelo mesmo montante a posse do BES, que sempre foi e continua sendo o dono do dinheiro ai empatado (59 M€). 
  • Posteriormente, apesar de todos os esforços de Luis Filipe Viera (diz a acusação do MP que o Prefeito do Rio de Janeiro e família, foram alguns dos convidados que viajaram no jato particular fretado pelo seu amigo José António dos Santos, para assistir a final da Champions de 2013 em Londres), a zona desse terreno continuou estando interdito a construção, manteve-se coma reserva natural, o Prefeito do Rio de Janeiro aceitou trocar somente uma pequena parcela desses terrenos da Imosteps por outro de 102 mil m2 autorizados a construção noutra zona da cidade. A Imosteps ficou com terrenos com algum valor comercial, nos quais é compreensível que o José António dos Santos queira investir para contruir imoveis para posterior venda, retirando rendimento do investimento. 
  • Entretanto em 2015, o BES foi a falência e a Imosteps estava ainda oficialmente na posse do Luis Filipe Vieira, que nem tinha iniciado a construção na parte já urbanizada, nem tem como contruir no terreno da reserva natural, obviamente o BES sabe que não tem como pagar os 59 M€, só lhe restava devolver o ativo desse empréstimo (Imosteps) novamente ao BES. 
  • O BES falido, ao receber de volta a Imosteps com os mesmos terrenos, faz a sua avaliação desse ativo em plena crise e o vende para um fundo de venda rápida de ativos por apenas 5 M€ e comunica ao Fundo de Resolução que perdeu 54 M€ com o empréstimo a Imosteps. Os contribuintes ao ter de pagar 54 M€ ao Novo Banco, foram indiscutivelmente lesados, mas só por má fé se pode afirmar, que foi o Luis Filipe Vieira e não o Novo Banco que ficou na sua posse com os 54 M€ indevidamente roubado a todos os portugueses. 
  • O Fundo que comprou ao Banco a divida da Imosteps por 5 M€ colocou a venda esse Activo que acabou sendo vendido por 8 M€, dando 3 M€ de lucro ao Fundo do Banco BES. Quem comprou essa divida da Imosteps ao Fundo Bancário do BES foi o José António dos Santos, conhecedor de que o fundo de venda rápida de ativos estava a vender essa divida da Imosteps, comprou esse ativo com 102 mil m2 para construção por 8 M€ resgatando o aval pessoal do seu amigo Luis Filipe Vieira. Se este Activo valia mesmo só 5 M€ então, o José António dos Santos não terá sido lesado em 3 M€ pelo Fundo do Banco. Será que os tribunais vão obrigar o fundo a devolver esses 3 M€. Se esse Activo (divida a Imosteps) valia mesmo 8 M€, então cai por terra a teoria que o Vieira estaria em conluio com o seu amigo a usar as ações do Benfica para o ressarcir de 3 M€. 
  • Não se percebe a teoria do Ministério Publico que aceita como valida a avaliação de 5 M€ do Novo Banco, considerando que é o José António dos Santos quem gastou 3 M€ a mais para fazer um favor ao Vieira (ou seja, deu 3 M€ lucro ao Fundo do Banco). E que agora o Luis Filipe Vieira se sente obrigado a lhe retribuir esses 3 M€, dai ter feito a OPA em que a Benfica SAD estava na disposição de comprar as ações do SAD a 5€ cada (preço que salvaguardava que nenhum sócio fundador da SAD perderia dinheiro ao vender por 5€ o que havia adquirido por 5 €.  
  • Quem recebeu os 59 M€ pela Imosteps? Foi o BES ninguém tem dúvidas disso. Quem ficou com todo o ativo da Imosteps? Foi o BES, que depois o vendeu a um Fundo Bancário. Se todo o dinheiro emprestado entrou no BES para comprar o mesmo ativo, que voltou a receber de volta, uma vez que é impossível contruir nesse terreno até ao momento, como é que as pessoas não percebem que é o BES que tem na sua posse os 59 M€ investidos para ter o terreno (ativo da Imosteps).

Também a alegada acusação do Ministério Publico de associação ao seu amigo José António dos Santos, para lesar os interesses do Benfica, quando em virtude da não aprovação da OPA, o clube não pode adquirir até 25% de ações por 5€ cada e revender em conjunto esses 25% por 8,7€ cada, ou seja, fazer entrar uma mais-valia de 21,25 M€ nos cofres do Benfica. Com o chumbo da OPA, o Benfica ficou impossibilitado de fazer essa mais-valia para a Benfica SAD. O Capital Social de 115 M€ é composto por 23.000.000 ações a 5 € cada e quando alegadamente apareceram investidores, como o Jonh Textor que acreditando na teoria do Ministério Publico está disposto a investir 50 M€ em 25% das ações do Benfica (em 5.750.000 ações), ou seja, pagaria 8,7€ por cada ação. Ter 5.750.000 ações a 5€ cada representa 28,75 M€ e conseguir vender-lhes por 50 M€ faria entrar uma grande mais-valia no Benfica. Se a OPA tivesse avançado, então teria sido o Benfica a arrecadar esses 21,25 M€ de diferença entre o preço de compra de 5€ e de venda 8,7€, uma vez que, não foi possível a SAD avançar com a OPA, então serão os acionistas individualmente a ficar com esta mais-valia caso aceitem vender as suas ações ao Jonh Textor. 

Quem pode dizer a um investidor da SAD do Benfica que não deve aceitar vender as suas ações quando lhe oferecem 8,7€ por cada ação? Porque um atual acionista da SAD não pode comprar mais ações de modo a poder acumular os 25% que o Jonh Textor quer comprar por 8,7€ cada?


sexta-feira, 9 de julho de 2021

Os absurdos do mundo do futebol Português

Informa a TVI24 que "O ministério público quer indiciar Luis Filipe Vieira como estando por trás de esquemas de fraude montados em proveito próprio, como descreve o MP, foram elaborados de forma a prejudicar a SAD do Benfica, o antigo Grupo Espírito Santo e o Novo Banco, tal como o Estado Português - quer em tributação de impostos, quer em sede de financiamento. Os meios financeiros a que Vieira teria acesso fizeram com que a SAD dos encarnados recorresse aos serviços do empresário Bruno Macedo, realizando pagamentos de forma excessiva e indevida. O MP apurou, por outro lado, que, entre 2015 e 2016, a SAD pagou diretamente à MASTER INTERNATIONAL mais de 2,6 milhões de euros que foram direccionados para benefício das sociedades detidas por Vieira. Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no âmbito de uma investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros com prejuízos para o Estado. No comunicado do DCIAP, é indicado que os detidos são suspeitos de estarem envolvidos em negócios e financiamentos de montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades. Em causa, adianta, estão factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente e suscetíveis de serem crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento”.

Quer o Ministério Publico, que todos os Portugueses acreditem que o líder de uma destas 2 sociedades desportivas, que tem repartido entre si os títulos desportivos, terá pago 2,6 M€ a intermediários (e lesado as contas da SAD na mesma proporção, lesando também o Estado ao diminuir os impostos a pagar).  
Ora vamos lá ver as contas agregadas destes 2 clubes nas últimas 5 épocas, para vermos a coerência lógica pelo qual, o Ministério Publico considera que os gastos com a intermediação de jogadores na SAD gerida por Luís Filipe Vieira indiciam ser superiores ao que seria expectável em condições normais. Vendo a concorrência, é difícil que esta hipotética teoria se aplique na SAD do Benfica e não no do FCP. É pouco plausível, que mesmo querendo pagar gastos excessivos e indevidos, o Benfica não tenha incorrido em mais gastos do que o seu principal rival nas últimas 5 épocas (e olhe, mesmo tendo o Benfica gerado mais 137 M€ de Rendimentos Operacionais que o FCP). O FCP incorre num total de 983 M€ em Gastos Operacionais incluindo as transações de jogadores (669+314), para competir pelos títulos no mesmo campeonato em que o Benfica, incorre num total de 978 M€ em Gastos Operacionais incluindo as transações de jogadores (695+283). Conclusão do Ministério Publico, o Benfica apesar de ter incorrido em menos 5 milhões € de gastos que o FCP, é o Luis Filipe Vieira quem procura ter despesas indevidas registadas no Benfica. Alegadamente suspeitam que o Benfica desbaratou 2,6 M€ em custos de intermediações que não devia incorrer. 
Aqui está o quadro que agrega as CONTAS DAS SAD's nas últimas 5 épocas.

O Benfica gerou mais 137 M€ em Rendimentos Operacionais Sem Transações de jogadores do que o FCP e nem por isso, suportou gastos que o FCP não tenha incorrido em busca de títulos desportivos.

Os clubes portugueses pagam bastantes encargos com intermediários, também pudera, sobrevivem a base da alienação de passes de jogadores, pois como se pode ver, nestas últimas 5 épocas os Resultados Operacionais Sem transações de Jogadores foram negativos em -13,599 M€ no Benfica e em -125,224 M€ no F. C. Porto. Existe uma diferença de 111,6 M€ nos Resultados Operacionais Sem transações de jogadores e o Ministério Publico ainda acredita que para competir em Portugal, é o Benfica que poderia ter gasto menos 2,6 M€ de custos de intermediação, mas no FCP não existem gastos excessivos e indevidos. Pelos vistos para o ministério público é perfeitamente compreensível que os gastos operacionais sejam superiores aos rendimentos operacionais em 125,2 M€, já em apenas 13,6 M€ é suspeito! 

Em alienação de passes de jogadores o Benfica arrecadou 519 M€ e o FCP arrecadou 301 M€, tendo respetivamente suportado -283 M€ e -314 M€ em gastos e amortizações de passes de jogadores, ou seja, com transações de jogadores o Benfica tem um lucro de 236 M€ enquanto o FCP registou prejuízo de -12 M€. O ministério Publico, olha para estes dados e conclui que o Luis Filipe Vieira ao incorrer em 283 M€ de custos com passes de jogadores para gerar 504 M€ de rendimento, é que se torna suspeito de estar a lesar o clube, já o FCP incorrer em 314 M€ de custos com passes de jogadores para gerar 301 M€, aparentemente não indicia nenhuma irregularidade (aos olhos do ministério publico o suspeito de ter desviado dinheiro do clube é quem gere a SAD com -283 M€ e não dos -304 M€ de gastos e amortizações em transações de jogadores).

Queres ver que o ministério publico tem razão e que se o Luis Filipe Vieira não tem supostamente desbarato 2,6 M€ em Comissões de intermediações por jogadores que não deram em nada, as contas do clube nestas últimas 5 épocas, podiam apresentar um lucro de 159,2 M€ em vez dos 156,6 M€ que oficialmente apresentou. O Benfica e o FCP competem no mesmo mercado e pelos mesmos objetivos, por isso é incompreensível que o ministério publico considere perfeitamente aceitável os prejuízos acumulados de -228,5 M€ do F. C. Porto, mas considera que os Lucros do Benfica poderiam ser 159,2 M€ e não 156,6 M€ se alegadamente o presidente do clube não tivesse desviado 2,6 M€ do clube. 

Uma SAD que apresenta um Capital Próprio de 161 M€ torna-se uma SAD muito apetecível de gerir. O Luis Filipe Vieira nesta busca incessante por lucros, vendendo todos os jogadores que se destacam no clube, engordou demasiado a galinha, ao ponto de neste momento se transformar num alvo a abater. Pode ser que de uma vez por todas acorde para a realidade, os Resultados que interessam aos Benfiquistas são os desportivos! Nada justifique que nestas últimas 5 épocas, possa existir uma diferença de 385 M€ entre os RLE dos 2 clubes! O Benfica com 156,6 M€ de Lucro, enquanto o FCP privilegiando mais a vertente desportiva apresentou no mesmo período -228,5 M€ de prejuízo. 


Aqui estão as contas das últimas 5 épocas do Benfica e do F. C. Porto, aguarda-se as de 2020/21.