sábado, 25 de maio de 2019

Jorge Sousa nomeado para a final da Taça de Portugal, porquê?

Quando a grande parte dos previsões indicavam o Carlos Xistra como o mais provável candidato a ser nomeado para a final da Taça, em reconhecimento da sua longa contribuição/carreira na arbitragem nacional, arbitro internacional que atingiu o limite de idade e vai se reformar. Qual seria o melhor palco para um arbitro internacional se reformar do que o último jogo da época (a festa do Jamor), que este ano até seria disputada entre a equipa (F. C. Porto) que é de longe a que obtem um melhor rendimento médio nos jogos arbitrados pelo Carlos Xistra e a equipa do qual o Carlos Xistra é adepto (Sporting).  Nas últimas 11 épocas, o F. C .Porto conquistou uns incríveis 85% dos pontos possíveis nos 29 jogos arbitrados pelo Carlos Xistra (assinalou 8 penaltis favoráveis e 2 desfavoráveis ao F. C. Porto) e o Sporting conquistou 67% dos pontos possíveis em 24 jogos (assinalou 6 penaltis favoráveis e 2 desfavoráveis ao Sporting). Aparentemente não haveria anti-corpos para que o nomeado fosse o Carlos Xistra a não ser o facto de ser adepto de um dos clubes em confronto, mas como o Jorge Sousa temos o mesmo problema, também ele é adepto de um dos clubes em confronto.
Pelos vistos as questões de preferências clubísticas dos árbitros nem as condicionantes regionais evitaram a nomeação do Jorge Sousa para esta final.

Na minha opinião, Jorge Sousa que esteve esta época toda lesionado até à 21ª jornada não merece ser premiado com a nomeação para a final da Taça de Portugal. Apesar dessa longa ausência, Jorge Sousa, foi nomeado para o jogo em que se decidia a liderança da Liga na 24ª jornada (F. C. Porto - Benfica), em que permitiu ao F. C. Porto obter um golo em fora de jogo e ainda lhe concedeu 18 minutos em superioridade numérica no sentido do clube ter as melhores condições arbitrais para evitar a derrota, o que lhe garantiria a conquista do título com o que hoje todos temos como confirmado. 3 semanas depois desta vergonhosa arbitragem, não é que o Conselho de Arbitagem, nomeia Jorge Sousa para o jogo que estava o 2º lugar em disputa (Braga - F. C. Porto), jogo em que estando o Braga a vencer por 2-1, ele conseguiu assinalar 2 penaltis que permitiram vira o jogo para 2-3. Depois de já ter sido nomeado para o jogo do F. C. Porto contra o Benfica e contra o Braga, está nomeação para o jogo da final contra o Sporting, são já demasiados jogos decisivos do F. C. Porto em que está amparada por um arbitro portista, que pertence a mesma Associação de futebol a que pertence o F. C. Porto. Esta são as imagens dos erros mais flagrantes nos jogos contra o Benfica e Braga:




E na 27ª, na altura o Braga tinha 58 pontos e o F. C. Porto 63 pontos, logo com o resultado que se verificava aos 68 minutos, quando Jorge Sousa decidiu assinalar penalti favorável (ajudar o seu F. C. Porto), o Braga estava a apenas 2 pontos do 2º lugar (F. C. Porto). Todos sabemos que com 2 penaltis favoráveis, todas as equipas obtêm um bom rendimento desportivo. Toda a gente diz que para o Braga poder competir realmente até ao fim pelo título tem que ter melhores resultados nesses confrontos directos, mas parecem querem esquecer dessa análise que o Braga sofreu 5 penaltis desfavoráveis nos 6 jogos que disputou contra os outros 3 candidatos ao título esta época 2018/19. Nestas condições é impossível competir! Quer seja, Abel, Mourinho ou mesmo Guardiola o treinador.


O desempenho do Jorge Sousa nesta época 2018/19 foi mais uma vez demasiada tendenciosa.
Os números não deixam de reflectir, isso, bastava ao F. C. Porto ter conseguido aproveitar os 18 minutos em superioridade numérica para evitar a derrota contra o Benfica e assim se sagrar campeão. Já nem falo em aproveitar o golo em fora de jogo que Jorge Sousa validou, para tentar evitar sofrer 2, pois depois desse erro arbitral grave do Jorge Sousa, só sofrendo 2 golos o F. C. Porto perderia a liderança.


Acredita o Conselho de Arbitragem que o Jorge Sousa é bem visto pelo F. C. Porto e Sporting.
Na óptica deles estão a evitar contestação por parte do F. C. Porto e do Sporting, com a nomeação do Jorge Sousa, nenhum deles tem tido razões de queixa deste arbitro nos últimos anos (existe apenas um episódio em que Jorge Sousa destratou um jovem guarda-redes do Sporting, num jogo da equipa B), até pelo facto de serem os 2 clubes que registaram os melhores rendimentos médios nos jogos arbitrados por Jorge Sousa nas últimas 11 épocas.

Sporting e F. C. Porto são aos olhos do Jorge Sousa, os 2 melhores clubes portugueses nas últimas 11 épocas, pois:

  1. O Sporting, com 39 pontos conquistados nos 18 jogos seus arbitrados pelo Jorge Sousa nos últimos 11 campeonatos, é a equipa com melhor rendimento médio em Portugal, (o Sporting conquistou em média 72% dos pontos possíveis nesse período). Nesses 18 jogos do Sporting, encontramos 7 jogos difíceis contra os outros 3 candidatos ao título em que Jorge Sousa assinalou 2 penaltis favoráveis e 2 desfavoráveis ao Sporting (3 confrontos directos do Sporting contra o Braga, 2 confrontos directos contra o F. C. Porto e 2 confrontos directos contra o Benfica). Neste mesmo período dos últimos 11 campeonatos, o Sporting nos outros 332 jogos arbitrados pelos restantes árbitros conquistou em média 68% dos pontos possíveis (atenção que em média por cada 34 jogos de campeonato, apenas encontramos 6 jogos difíceis contra os outros candidatos ao título, Benfica, F. C. Porto e Braga). Se com 7 jogos difíceis em 18, o Sporting conquista em média 72% dos pontos possíveis, estatisticamente é pouco provável que com 10 jogos difíceis em 23 conseguisse os 71% de aproveitamento médio que o F. C. Porto conseguiu com Jorge Sousa, pois para se ter uma ideia o Sporting nessas últimas 11 épocas apenas conquistou 17 pontos em 22 jogos contra o Benfica (22% dos pontos possíveis), logo o rendimento médio do Sporting seria bastante inferior se Jorge Sousa tivesse apitado 6 jogos contra o Benfica, em vez de apenas 2 como apitou do Sporting). 
  2. O F. C. Porto, com 49 pontos conquistados nos 23 jogos seus arbitrados pelo Jorge Sousa nos último 11 campeonatos é a equipa com mais pontos conquistados nos jogos arbitrados pelo Jorge Sousa, isto apesar de Jorge Sousa ter sido nomeado nesse período para 25 do Benfica (nos jogos arbitrados por Jorge Sousa o Benfica apenas conquistou 61% dos pontos possíveis) e 25 jogos do Braga (nos jogos arbitrados por Jorge Sousa o Braga apenas conquistou 59% dos pontos possíveis).  O F. C. Porto conquistou em média 71% dos pontos possíveis, nos 23 jogos arbitrados pelo Jorge Sousa, atenção que nesses 23 jogos estão incluídos 10 jogos difíceis contra os outros 3 candidatos ao titulo em que assinalou 5 penaltis favoráveis ao F. C. Porto e nenhum desfavorável (6 confrontos directos contra o Benfica, 2 confrontos directos contra o Sporting e 2 confrontos directos contra o Braga). 

Penaltis - Porto, Benfica, Braga e Sporting (Comparação estatística)

Finda a época 2018/19, temos então, dados actualizados após a 34ª Jornada da época 2018/19.  
Nestas últimas 11 temporadas, o F. C. Porto beneficiou de 96 penaltis favoráveis em 350 jogos, o Sporting já beneficiou de 93 penaltis favoráveis e o Benfica beneficiou de 90 penaltis favoráveis. O ataque do F. C. Porto nesse período marcou 768 golos (ou seja, beneficiou de 1 penalti favorável por cada 8 golos que conseguiu marcar), o Benfica tem 823 golos marcados (ou seja em média precisa de marcar 9,1 golos para que lhe seja assinalado 1 penalti favorável) e o Sporting tem 613 golos marcados (ou seja, beneficiou de 1 penalti favorável por cada 6,6 golos marcados)! 

1ª grande anormalidade estatística que salta a vista: Nas últimas 11 épocas (em 350 jogos), mesmo tendo um ataque que marcou menos 55 golos que o ataque do Benfica, o F. C. Porto teve a sorte de ter usufruído de mais 6 penaltis assinalados a seu favor que o Benfica! E o cumulo é que até o Sporting, teve a sorte de ter usufruído de mais 3 penaltis que o Benfica, mesmo tendo um ataque que marcou menos 210 golos que o ataque do Benfica! Incrível uma equipa usufruir de mais penaltis assinalados a seu favor que uma outra equipa que teve um ataque capaz de conseguir mais 210 golos que essa outra equipa. 

O Benfica conseguiu conquistar 841 pontos, ou seja mais 1 ponto que o F. C. Porto (840 pontos)! 
O Benfica conquistou mais 127 pontos que o Sporting (841-714 pontos) e marcou mais 210 golos que o Sporting, mesmo usufruindo nesse período de menos 3 penaltis favoráveis que o Sporting! Ou seja, se o Benfica tivesse jogado nas mesmas condições que o Sporting (beneficiando em média de 1 penalti por cada 6,6 golos marcados, para os 823 golos que marcou teria usufruído de 125 penaltis assinalados a seu favor, em vez dos 90 penaltis que efetivamente foram assinalados)! 


  Queres saber quantos penaltis o teu clube já beneficiou nos últimos 11 anos (350 Jogos)?
                   E sabes quantos pontos conquistou diretamente com esses penaltis?

        Queres saber quantos penaltis o teu clube já sofreu nos últimos 11 anos?
                   E sabes quantos pontos perdeu diretamente com esses penaltis sofridos?
Estás no sítio certo para ficares a conhecer as condições arbitrais com as quais os clubes competiram em Portugal nos últimos 11 campeonatos.


Algumas Curiosidades no acumulado de penaltis destes últimos 11 campeonatos:

  • Nestas últimas 11 épocas, o F. C. Porto teve a sorte de ser o clube que competiu com as melhores condições arbitrais na nossa liga, beneficiando de um saldo favorável de 70 penaltis a mais do que aqueles que sofreu, tendo aproveitado tal facto para nos 350 jogos oficiais conquistar 840 pontos, podemos concluir que beneficiou de um penalti por cada 12 pontos que conquistou nas últimas 11 épocas, enquanto que o Benfica no mesmo nº de jogos beneficiou de um saldo favorável de 57 penaltis a mais do que aqueles que sofreu, conquistando 841 pontos, ou seja, em média beneficiou de um penalti por cada 15 pontos que conquistou na liga. Em média os 4 candidatos na competição usufruíram de 1 penalti favorável por cada 16 pontos conquistados na Liga Nós. O Sporting nestas últimas 11 épocas competiu beneficiando de um saldo favorável de 53 penaltis e conquistou 714 pontos, ou seja beneficiou de um penalti a favor por cada 13 pontos conquistados.
  • Podemos verificar que em média, cada um dos 4 candidatos ao título beneficiou de 85 penaltis favoráveis e sofreu 38 penaltis desfavoráveis. 
  • Quanto aos penaltis desfavoráveis sofridos, o Braga (-51) e o Sporting (-40) foram as equipas que mais penaltis desfavoráveis sofreram, segue-se o Benfica que sofreu (-33) penaltis e por fim o F. C. Porto que sofreu apenas (-26) penaltis desfavoráveis, sendo pois, a única equipa que claramente sofreu bastante menos penaltis desfavoráveis do que a média dos 4 candidatos, que é de 38 penaltis desfavoráveis sofridas.
  • Nos últimos 11 campeonatos, a equipa que conquistou mais pontos nos jogos em que não beneficiou de penaltis favoráveis, foi o Benfica que conquistou 642 pontos em 270 jogos (79% dos pontos), enquanto o F. C. Porto conquistou 604 pontos nos 261 jogos em que não beneficiou de um penalti a favor (77% dos pontos). Assim,  nas últimas 11 épocas, se somente consideramos os jogos em que estas equipas não beneficiaram de penaltis favoráveis, o Benfica foi capaz de conquistar mais 38 pontos que o F. C. Porto! O F.C. Porto teve a sorte de beneficiar de penaltis favoráveis nos últimos 11 campeonatos em mais 9 jogos que o Benfica e no total dos 89 jogos que beneficiou de penaltis arrecadou 236 pontos, ou seja mais 37 pontos do que os 199 pontos que o Benfica arrecadou nos seus 80 jogos em que beneficiou de penaltis favoráveis.
  • Nas condições arbitrais em que a competição decorreu nestes últimos 11 anos, somente com os penaltis a favor,  o F.C. Porto teve oportunidade de acrescentar mais 21 pontos que o Benfica diretamente com um penalti favorável. O F. C. PORTO NESTAS 11 ÉPOCAS TEVE HIPOTESE DE ACRESCENTAR MAIS 104 PONTOS (46*2pontos+12*1ponto) DIRETAMENTE COM ESSES PENALTIS A FAVOR, SE TODOS OS PENALTIS QUE BENEFICIOU SE TRANSFORMASSEM NO SEU ÚLTIMO GOLO NA PARTIDA, enquanto que O BENFICA TEVE HIPÓTESE DE ACRESCENTAR MAIS 84 PONTOS (35*2pontos+14*1ponto) DIRETAMENTE COM ESSES PENALTIS A FAVOR, SE TODOS ESSES PENALTIS  SE TRANSFORMASSEM NO SEU ÚLTIMO GOLO DA PARTIDA.
  • Se considerarmos somente os jogos em que os clubes candidatos ao titulo não sofreram um penalti contra, constatamos que o rendimento médio do Benfica nesses jogos corresponde em média a 82% dos pontos disputados arrecadados nos jogos em que não sofre um penalti desfavorável e nas mesmas condições o F.C. Porto conquista 81% dos pontos disputados em média nas últimas 11 épocas, nos jogos em que não sofreu um penalti desfavorável. A diferença é que o F.C. Porto nas últimas 11 épocas disputou apenas 26 jogos em que foi penalizado com penaltis desfavoráveis e o Benfica disputou 32 jogos em que sofreu penaltis desfavoráveis. O Benfica em 8 desses jogos em que sofreu penaltis também beneficiou de um penalti favorável, enquanto que o F.C. Porto, em 8 desses jogos também beneficiou de 1 penalti a favor, assim sendo, nestas últimas 11 épocas, o F.C. Porto apenas por 18 jogos foi obrigado a disputar a partida com mais penaltis desfavoráveis que favoráveis e o Benfica o foi em 23 jogos. Parece incrível mas é a realidade, em 348 jogos das últimas 11 épocas, apenas por 18 vezes, o F. C. Porto disputou jogos em que teve desvantagem no nº de penaltis que foram assinalados nessa partida! 
  • Outra grande curiosidade: Nenhum arbitro assinalou mais de 2 penaltis desfavoráveis ao F. C. Porto no total das últimas 11 temporada. 
  • Artur Soares Dias é aquele que assinalou mais penaltis desfavoráveis ao Benfica, foram 7 no total, depois aparece o também portuense Rui Costa com 4 penaltis desfavoráveis assinalados, o o também portuense Jorge Sousa com 3 penaltis desfavoráveis assinalados.
  • Dos 33 penaltis desfavoráveis assinalados ao Benfica, 24 deles se transformaram no último golo sofrido na partida pelo Benfica e coincidentemente, representaram 20 pontos perdidos diretamente com o efeito desse golo de penalti. Dos 26 penaltis assinalados contra o F.C. Porto, 14 deles se transformaram no último golo sofrido no jogo pelo F.C. Porto, resultando do efeito direto disso, apenas 5 pontos perdidos diretamente em consequência de um último golo sofrido de penalti nas últimas 11 épocas.
  • Nos confrontos directos entre os 4 candidatos ao titulo nas últimas 11 épocas (66 jogos para cada equipa), o F. C. Porto beneficiou de 14 penaltis a favor e sofreu 6 desfavoráveis, o Benfica beneficiou de 14 penaltis favoráveis e sofreu 12 penaltis contra, o Braga beneficiou de 8 e sofreu 14 contra e o Sporting beneficiou de 8 penaltis favoráveis e sofreu 12 penaltis desfavoráveis. 

Como se pode ver no quadro seguinte, todas as equipas têm um rendimento médio geral e melhoram o seu desempenho quando se analisa separadamente o seu rendimento apenas nos jogos em que beneficiaram de penaltis favoráveis e pioram o seu desempenho médio quando consideramos somente os jogos em que sofrem grandes penalidades desfavoráveis. Por exemplo, sendo o rendimento médio geral do Benfica nos 350 jogos destas últimas 11 épocas de 80% dos pontos conquistados,  nos 80 jogos que beneficiou de um penalti a favor o Benfica conquistou 83% dos pontos e em todos os 32 jogos que sofreu um penalti contra conquistou em média apenas 56% dos pontos em disputa nesses jogos. Este é o efeito estatístico médio de usufruir ou sofrer 1 penalti no rendimento de uma equipa como o Benfica.


Este é o quadro estatístico dos penaltis assinalados nos últimos 11 campeonatos nacionais:



 Curiosidades 
ANALISE DE PENALTIS ASSINALADOS COM PONTOS DIRETAMENTE EM DISPUTA
Somente quando a equipa está empatado ou a perder por um golo de diferença é que o penalti a favor poderá se transformar numa decisão arbitral com influência direta na repartição dos pontos.
                                                   
** Concentrando a nossa atenção especialmente nos penaltis que potencialmente podem alterar diretamente a repartição dos pontos, verificamos que, o F. C. Porto na competição tem um saldo favorável de 43 penaltis com os quais diretamente pode melhorar o seu desempenho pontual na partida enquanto que o Benfica obteve um saldo favorável de apenas 28 penaltis que potencialmente podem influenciar diretamente o seu desempenho pontual e o Sporting obteve um saldo favorável de apenas 24 desses penaltis que valem pontos. O F. C. Porto na competição pelos títulos beneficiou de muitos mais penaltis que o Benfica ou Sporting (daqueles penaltis que diretamente podem alterar os pontos conquistados)!



BENFICA-Total de 90 Penaltis a favor nas últimas 11 épocas, discriminados no quadro que se segue:








BENFICA-Total de 33 Penaltis Contra nas últimas 11 épocas,  discriminados no quadro que se segue:











F.C. Porto -Total de 96 Penaltis a favor nas últimas 11 épocas, discriminados no quadro que se segue:






F.C. Porto -Total de 26 Penaltis Contra nas últimas 11 épocas,  discriminados no quadro que se segue:




Segue o discriminativo de todos os penaltis a favor do Braga nas últimas 11 épocas e a % de aproveitamento dos pontos em disputa nos jogos em que beneficiou de 1 penalti:





Segue o discriminativo de todos os penaltis contra do Braga nas últimas 11 épocas e a % de aproveitamento dos pontos em disputa nos jogos em que sofreu 1 penalti:








Segue o discriminativo de todos os penaltis a favor do Sporting nas últimas 11 épocas e a % de aproveitamento dos pontos em disputa nos jogos em que beneficiou de 1 penalti:








Segue o discriminativo de todos os penaltis contra o Sporting nas últimas 11 épocas e a % de aproveitamento dos pontos em disputa nos jogos em que sofreu 1 penalti:




Até este momento, nas últimas 11 épocas, comparando o saldo final de penaltis (70-57), o Benfica competiu beneficiando de menos 13 penaltis do que o F.C. Porto usufruiu e mesmo assim, ainda conseguiu conquistar mais 1 ponto que o F.C. Porto (841 contra 840  pontos), nesses 350 jogos disputados. Atenção que no máximo, com 13 penaltis podem ser acrescentados mais 26 pontos, se todos esses penaltis forem assinalados com o jogo empatado. 

Caro leitor, na sua opinião as decisões arbitrais podem fazer diferença no rendimento desportivo ou não?
Para melhor poder responder a esta pergunta, imagine que mantendo-se as capacidades competitivas que as 2 equipas tem apresentado, o Benfica tivesse beneficiado de mais 26 penaltis favoráveis e assim tivesse competido com uma vantagem de 13 penaltis sobre o F. C. Porto, então nesse caso qual das 2 equipas teria conquistado mais pontos nas últimas 11 épocas e quem teria obtido a maioria dos títulos de campeão desse período? Se sabe a resposta é porque reconhece a influência que as decisões arbitrais têm no rendimento desportivo dos clubes.
Os desempenhos médios do Benfica têm sido superiores ao do F. C. Porto nos jogos sem penaltis assinalados e demonstram que, assim seriam também no total oficial de todos os jogos se não tem existido uma grande diferença no nº de penaltis que as 2 equipas usufruem na competição. A grande diferença no número de penaltis entre o F. C. Porto e o Benfica é que permitiu que as duas equipas tenham neste momento praticamente o mesmo rendimento pontual nestas últimas 11 épocas, com o Benfica a conquistar 841 pontos e o Porto a conquistar 840 pontos.


Depois de conhecer os números agregados das últimas 11 épocas, alguém acredita que o F. C. Porto, teria sido capaz de conquistar 5 dos 11 últimos campeonatos atribuídos se tivesse usufruído menos 26 penaltis favoráveis, conquistando o Benfica os restantes 6 campeonatos?




Será que a Liga Portuguesa decorre num Fotografia ?

Agradecemos comentários com as questões mais pertinentes que estes números oficiais de penaltis assinalados evidenciam.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

COMO MELHORAR O PLANTEL DO BENFICA PARA 2019/20?

Terminado o campeonato, é altura de fazer uma avaliação do desempenho individual de cada elemento e definir quais são os jogadores a permanecer para a próxima época.

Há um ano atrás, também numa análise de final de época e perspectivas para a épocas seguinte como estamos a fazer agora, em 15/05/2018 publicamos aquiquais eram na nossa opinião os melhores jogadores dos plantéis do Benfica, F. C. Porto e Sporting a serem mantidos para a temporada 2018/19 de modo a garantir as melhores condições para se obter sucesso desportivo.

Debruçando-nos primeiro sobre o plantel da equipa campeã 2018/19 (Benfica), temos o seguinte quadro resumo, ordenando pelo tempo de utilização os 20 jogadores mais importantes na temporada.


Em 15/05/2018 tínhamos definidos, o Jardel, Grimaldo, Fejsa, Pizzi e Jonas como sendo os 5 imprescindíveis para o sucesso desportivo do Benfica na época 2018/19, terminada a época vemos que foram respectivamente, o 7º, 2º, 11º, 5º e 16º mais utilizados, ou seja apenas o Jonas não aparece no 11 mais utilizado nesta época, tendo sido substituído na equipa titular por um jovem em ascensão (João Félix, que acabou sendo o 9º mais utilizado da época). 

Após a análise ao desempenho do campeão 2018/19 (Benfica), vamos agora sugerir algumas soluções para o reforçar o plantel no sentido de ser ainda mais competitivo nas competições europeias, sem exceder o tecto máximo dos 40 M€ de investimento em contratações (Orçamento comportável para a realidade do Benfica). Como todos sabemos, é expectável que os jogadores mais jovens que compõem o actual plantel melhorem as suas capacidades na época 2019/20 (casos de Rúben Dias, Ferro, Florentino, Gedson Fernandes e Jota) enquanto os mais veteranos irão diminuir o seu desempenho médio (casos do Jonas, Jardel ou Fejsa, com 35, 33 e 30 anos respectivamente).

É por sabermos que ultrapassando os 30 anos se tende a perder qualidades físicas a cada ano, é que neste momento tudo aponta para que não façam parte do plantel 2019/20, os 2 jogadores mais velhos que iniciaram 2018/19, um deles já confirmado, porque Luisão em 25/09/2018 decidiu terminar a carreira de jogador aos 37 anos e outro ainda está em dúvida neste momento. Jonas até ao meio da temporada era o avançado titular da equipa, mas desde que se lesionou na 15ª jornada em Portimão num lance em sofreu a sua única expulsão no Benfica, aparentemente deixou de ter condições físicas para ser titular do Benfica (apesar disso, Jonas ainda terminou a época como o 16º jogador mais utilizado do plantel, com 15 golos marcados em 1.459 minutos, mais uma vez, foi o goleador com melhor rácio minuto/golos da equipa e da Liga, tal como tem sido consistentemente nestes anos que tem estado na Liga Portuguesa). Se no início da época, era reconhecido por todos que Jonas era a estrela maior da equipa, hoje já todos os adeptos sabem que já se deu a passagem desse testemunho para o João Félix (que no seu 1º ano de sénior, marcou 20 golos em 2.864 minutos de utilização).

Haverá alguém melhor, para o Jonas entregar a camisola nº10, do que o João Félix?
Melhor, só se numa jogada de marketing do Benfica, o Jonas ao entregar a camisola lhe segredasse ao ouvido: "Sabes,...só vou conseguir me reformar em paz comigo próprio, entregando esta camisola que também já foi do grande Eusébio, a alguém capaz de dar aos Benfiquistas ainda mais alegrias do que eu dei (137 golos marcados e 42 assistências). Tenho um feeling que esta camisola nº10 vai te ficar mesmo bem miúdo! É um nº magico para o ...Magico!" E ao receber a camisola, aparecer a imagem do João Feliz a sonhar estar a deslizar de joelhos pelo chão a festejar um golo como fez no Dragão, até ultrapassar a câmara, deixando então bem visível nas costas do João Félix, o nº 10 na camisola.

Convém que os dirigentes do Benfica não se esqueçam da importância de ter no plantel um goleador de grande qualidade (como Jonas, que marcou 137 golos nos 183 jogos oficiais pelo Benfica, permitindo a equipa conquistar 4 campeonatos nos 5 anos que representou o Benfica e no ano 2017/18 deixou a equipa na liderança do campeonato quando se lesionou a 6 jornadas do fim, só por isso não foram 5 em 5). Partindo do princípio que o Jonas se irá retirar, para a próxima época só restam o Seferovic e o João Félix, por isso, devem ser contratos 2 novos avançados, até porque o modelo de jogo escolhido pelo Bruno Lage pressupõe a utilização em simultâneo de 2 avançados e de entre os nomes de reforços falados na imprensa nos últimos tempos, escolheria o Carlos Vinícius (24 anos, que na carreira já leva 36 golos marcados em 75 jogos) e o Luan (26 anos, que na carreira já leva 73 golos em 279 jogos), avançados com a idade e qualidades futebolísticas adequadas para explodirem definitivamente no Benfica, no próximo par de anos ao lado do João Félix. Estão na idade certa para competir por títulos e eventualmente ainda virem a render economicamente, com os seus valores de mercado actual, nenhum deles exigiria um esforço financeiro superior ao que o Benfica habitualmente costuma fazer quando se quer reforçar no mercado.


Avaliando o plantel que terminou está temporada e respeitando as escolhas do treinador actual (Bruno Lage), que se manterá a comandar a equipa na próxima época, a direcção deveria estabilizar o plantel para nas próximas 2 épocas tentar conquistar um troféu Europeu. Assim, devia manter os principais elementos do plantel e assumir a decisão de apenas vender/emprestar os seguintes jogadores, Cervi (13º mais utilizado), Jonas (16º), Zivcovic (17º), Svilar (20º), Corchia (23º), Yuri Ribeiro (24º) e eventualmente Krovinovic (26º) no sentido de lhe permitir readquirir ritmo competitivo.


João Félix, tal como todos os jovens realmente talentosos saídos da cantera Benfiquista, devem pelo menos representarem a equipa principal do Benfica durante 3 épocas, retribuindo em títulos desportivos, o investimento feito pelo Benfica na sua formação como atletas de elite, antes de poderem ir a procura dos grandes contratos por está Europa fora (salários anuais superiores a 8 milhões de €). No caso em concreto do João Feliz, ficando mais 2 temporadas para tentar conquistar uma prova europeia pelo Benfica, ao completar 21 anos e com mais de 100 jogos realizados na 1ª equipa, poderá sair já bem traquejado/titulado, após 3 anos de experiência numa equipa Top 10 do Ranking Europeu como é o Benfica, ainda a tempo de ter mais 10 anos de alta competição pela frente, no auge das suas capacidades físicas, apto a actuar em qualquer dos clubes mais ricos/endinheirados do mundo (daqueles que o podem resgatar do Benfica, por 120 ou mesmo 150 milhões €). É uma situação vantajosa para o Benfica, que usufrui dos jogadores que forma e para os atletas que crescem devidamente amparados num ambiente em que se sentem em casa e tem 3 épocas para poderem deixar o seu legado no clube (quem não gostará de contribuir com títulos para o seu clube de coração, clube em que sonhava jogar durante toda a infância).

Só retendo esses talentos durante 3 épocas é possível competir na Europa com os clubes mais ricos.
Como é sabido anualmente, o investimento em reforços nunca deve ultrapassar os 40 M€ no total, sendo 10 M€ o tecto máximo de cada aquisição e 7,5 M€ de custo anual máximo em salários).
Pelas carências evidenciadas devem ser contratados jogadores para as seguintes posições (sugestões):
  • 1 Guarda-Redes experiente, com grande probabilidade de ganhar a titularidade: Cillessen (de 30 anos, com 48 jogos pela selecção da Holanda) ou Antony Lopes (28 anos), qualquer um destes 2 pretende mudar de clube neste defeso e as suas condições financeiras para essa mudança estão dentro das possibilidades do Benfica. 
  • 1 defesa direito experiente, com grande probabilidade de ganhar a titularidade: Bruno Peres (29 anos) ou Mário Fernandes (28 anos), ambos estão com a maturidade certa que o Benfica Europeu precisará, sendo que o Bruno Peres tem a vantagem de poder fazer também a lateral esquerda.
  • 1 defesa esquerdo, para lutar pela titularidade: Mário Rui (27 anos) ou Diego Laxalt (26 anos), atletas bastante rápidos e intensos, com aproximadamente 200 jogos na carreira e também já com alguma experiência em balneários de clubes de topo (Nápoles e Milan).
  • 1 Extremo desequilibrador ainda jovem, muito veloz e agressivo: Ignacio Pussetto (23 anos) ou  Bruma (24 anos). Qualquer um deles ainda numa idade e preço de mercado em que será possível acrescentarem capacidades desportivas ao Benfica de imediato e evoluírem ao ponto de ainda virem a dar retorno financeiro dentro de 2 ou 3 épocas (ainda podem vir a ser vendidos por mais de 20 M€). Se o Benfica não conseguir acompanhar os valores necessários para contratar qualquer um destes dois jogadores já feitos, então deve investir no jovem Rafael Camacho (19 anos).
  • 1 avançado capaz de jogar como 2º avançado: Luan (a estrela do Grémio nas últimas épocas. Coincidência, Jonas também brilhou no Grémio) ou Rafael Leão (que aos 19 anos na sua época de estreia como sénior já foi capaz de contribuindo com 8 golos em 1.296 minutos, ajudar o Lille a conseguir a 2ª posição na Ligue 1, logo atrás do riquíssimo PSG.
  • 1 ponta de Lança: Carlos Vinícius (jovem de 24 anos que apesar de ainda não ter jogado num grande, já leva 36 golos em 75 jogos na carreira. 36 golos marcados em 5.483 minutos jogados, são realmente muitos golos marcados, imaginem se estivesse numa equipa muito superior aos seus adversários como é o Benfica, só para de ter uma ideia do número de golos que ele poderia atingir, só esta temporada, o Rubén Dias jogou 4.923 minutos, como se pode ver no quadro acima) ou o Raúl de Tomás (jovem de 24 anos, que na sua ainda curta carreira já leva 81 golos em 211 jogos). No caso de pretender apostar num avançado capaz para dar resposta imediata mesmo que não garanta retorno financeiro no futuro, então se deve contratar, o Dyego Sousa (avançado de 29 anos, que nos 5 anos que leva da 1ª liga, entre Marítimo e Braga, marcou 56 golos em 147 jogos).
Em seguida, apresenta-se o quadro com o plantel para 2019/20, respeitando os limites orçamentais do Benfica e contratando jogadores capazes de complementar a valia do plantel que já existe.
Ficando assim, com um plantel com pelo menos 17 jogadores já feitos/maduros (com + de 23 anos).

Veremos se a direcção do Benfica conseguirá montar um plantel melhor que este para 2019/20 e qual será o orçamento para reforços neste defeso, se serão investidos 40 M€ ou se somente serão investidos os essenciais 28 M€ em 4 aquisições cirúrgicas (Cillessen, Bruno Peres, Ignacio Pussetto e Carlos Vinícius), que permitirão ao clube apresentar sempre 18 grandes jogadores em cada ficha de jogo e ao treinador ter soluções para cada abaixamento de forma de um atleta.

Construindo este plantel sugerido em cima certamente, em Maio de 2020, o Benfica terá mais títulos do que tem hoje e também terá nessa altura um plantel avaliado em mais de 359 milhões € (ou seja, mais do que os 319 milhões € em que está avaliado ao dia de hoje, acrescidos dos 40 milhões investidos em reforços, mesmo sabendo que para entrarem esses 6 reforços têm de sair pelo menos o mesmo número de jogadores, que neste momento no transfermarkt têm os seguintes valores de mercado: Svilar 2,5 M€, Corchia 3 M€, Yuri Ribeiro 2,5 M€, Franco Cervi 16 M€, Zivcovic 16 M€, Jonas 3,5 M€).