quarta-feira, 5 de agosto de 2020

"Não vamos jogar o dobro, vamos jogar o triplo"

Em 03/08/2020, dia do seu regresso ao Benfica, Jorge Jesus voltou a mostrar mais uma vez que, é um profundo conhecedor do que é o Futebol Português. JJ sabe qual será o rendimento que o seu Benfica obrigatoriamente terá de apresentar para conseguir ter sucesso desportivo em Portugal.





É que ao contrario da maioria dos especialistas da especialidade da comunicação social nacional (que não sabem que 80% dos clássicos das últimas 12 épocas foram apitados pelo BANDO DOS 5), ele sabe o contexto arbitral em que é disputado o titulo em Portugal. Jorge Jesus, sabe mais a dormir do que todos os comentadores desportivos acordados, mesmo no Brasil nunca deixou de acompanhar a luta pelo título 2019/20 e sabe perfeitamente que para se sagrar campeão, o F. C. Porto usufruiu de um saldo favorável de 12 penaltis (14 penaltis favoráveis e 2 desfavoráveis, o maior saldo de penaltis que ocorreu nas últimas 12 épocas) e o seu rival, Benfica usufruiu de um saldo favorável de apenas 6 penaltis (9 favoráveis e 3 desfavoráveis), ou seja, nesta luta ombro à ombro pelo título, o F. C. Porto usufruiu do dobro dos penaltis que o Benfica usufruiu. Logo, se o Benfica não jogar mais do dobro do F. C. Porto nunca conseguiria se sagrar campeão! Tem toda a razão o Jorge Jesus em estabelecer, internamente no Benfica o objetivo de jogar o triplo. Não é por excesso de confiança que ele estabelece esse objetivo de jogar o triplo, é mesmo por reconhecer que só assim, conseguirá garantir sucesso desportivo, só assim se pode fazer mais que um rival que usufrui do dobro de penaltis. Jorge Jesus já tem mesmo muitos anos de experiência adquirida!
Pergunta um inocente jornalista que lhe devia fazer: Será que jogando o dobro se consegue conquistar mais pontos que o principal rival que consegue usufruir do dobro de penaltis? 

No acumulado das últimas 12 épocas existe uma vantagem de 17 penaltis para o F. C. Porto, mas o máxima diferença que ocorreu numa só época, foram de 6 penaltis. Será que esses 6 penaltis de diferença tiveram alguma influencia nos 5 pontos de diferença com que se chegou ao fim do campeonato 2019/20? Quiçá bastaria Artur Soares Dias não ter inventado o penalti no Dragão, para o Benfica nunca mais perder os 7 pontos de vantagem que tinha na 19ª jornada, a equipa nunca iria se desmotivar ao ponto de fazer a ponta final que fez.


Meu caro amigo, já ouviu algum comentadores de futebol afirmar na TV/jornais desportivos, saber que o F. C. Porto usufruiu do dobro dos penaltis que o Benfica usufruiu na época 2019/20? A maioria ignora esse facto, porque lhes dá jeito ignorar o efeito do dobro dos penaltis no rendimento desportivo de 2 equipas que lutam pelo mesmo objetivo, outros são mesmo ignorantes. Justiça seja feita aos que o sistema que controla os órgãos de informação, mantém na ignorância, a culpa não é deles, se ignoram os números não podem lutar para mudar tamanhas diferenças entre clubes com os mesmos objetivos.


Como todos os 4 candidatos ao titulo conseguem pelo menos vencer metade dos jogos do campeonato, mesmo sabendo que todos os jogos começam 0-0, agora se uma equipa tiver mesmo o desempenho expectável exigível a um candidato de conseguir por si só 17 vitórias e ainda conseguir acrescentar mais 12 vitórias nos jogos que beneficia de penaltis, isso quer dizer essas condições arbitrais permitiriam a qualquer candidato competente arrecadar 29 vitórias (17+12), ou seja, são 87 pontos garantidos mesmo que tenha outros 5 dias de mau desempenho, todas as equipas tem alguns jogos maus. O F. C. Porto em 2019/20 acabou conquistando 82 pontos, porque não foi competente desaproveitando 4  penaltis (o Benfica também não foi competente a converter penaltis, desaproveitando 3). O Benfica com as 17 vitorias que só por si qualquer candidato conquista, mais 6 jogos em que beneficia de penaltis, então as condições arbitrais 2019/20 permitiriam-lhe garantir 23 vitórias, ou seja 69 pontos conquistados, pelo facto de ter tido nos seus quadros os 2 melhores marcadores de 2019/20, o Benfica, acabou conquistando 77 pontos. Pelos pontos expectáveis e pontos efetivamente conquistados, se vê a diferença que fazem 6 penaltis entre 2 equipas com o mesmo objetivo.


Nestas condições arbitrais em que se disputa a Liga Portuguesa, logicamente que o Benfica só conseguirá atingir sucesso desportivo contra um F. C. Porto que usufrui do dobro dos penaltis que o Benfica usufrui, se tiver uma equipa capaz de jogar mais do dobro, mais do dobro que o F. C. Porto amparado pelo atual Conselho de Arbitragem. Esta é a realidade que a maioria dos adeptos nem sequer consegue ver, quanto mais compreender as razões que obriga o Jorge Jesus a querer ter uma equipa que joge o triplo. Muitos até pensam que é por bazófia, que el disse que equipa terá de jogar o triplo, pois se não jogar mais do dobro voltará a não ganhar.


O contexto arbitral da Liga Portuguesa, influencia muito o sucesso desportivo dos candidatos. Por exemplo este ano, os 3 árbitros em actiivadde mais favoráveis ao rendimento do F. C. Porto, foram nomeados para 13 jogos do F. C. Porto e 9 do Benfica, ou seja 22 presenças nos 68 jogos das 2 equipas que discutiram o titulo. Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra controlaram 32% dos jogos que definem quem é o campeão, estamos a falar dos 3 árbitros que apitaram os jogos mais difíceis no campeonato destes 2 candidatos, os 2 jogos contra o rival direto, 2 contra o Braga (3º), 1 contra o Sporting (4º), 2 contra o Rio Ave (5º), 1 contra o Famalição (6º) e 2 contra o Guimarães (7º) e 3 contra o Moreirense (8º classificado). Como se vê estes 3 árbitros controlaram a maioria dos jogos contra os 8 primeiros classificados, logo apenas com 3 árbitros conseguiu-se controlar a maioria dos jogos em que existe potencial risco de se perder pontos na Liga Portuguesa. Os dados estatísticos das últimas 12 épocas destes 3 árbitros mostram-nos que, nos seus jogos (quase 90 de cada um dos clubes), o rendimento médio do F. C. Porto foi bastante superior ao do Benfica, também pudera, concederam ao F. C. Porto uma vantagem de 24 penaltis em relação ao Benfica. Logo, o C. A. ao atribuir a responsabilidade de definir quem é o campeão 2019/20 principalmente a estes 3 árbitros, já sabia que no final desta época, só o F. C. Porto poderia ser campeão. Em 85 jogos Nunca em condições arbitrais normais encontraríamos uma diferença de 24 penaltis entre os 2 clubes que lutam taco-a-taco pelo campeonato, ou alguém alguma vez viu essa diferença no acumulado de 3 campeonatos de 30 jornadas? Todos compreendemos que tal só pode acontecer num campeonato viciado, só dessa forma se chega uma diferença de 24 penaltis no acumulado de 3 épocas inteiras de 30 jornadas.

Com estes 3 árbitros a controlar 32% dos jogos dos 2 principais candidatos, não pode haver duvidas que o campeão seria sempre o F. C. Porto. O C. A. tem conhecimento destes dados estatísticos, a verdade é esta, nua e crua! Todos os adeptos sabem da influência arbitral que existe quando se deteta uma diferença de 24 penaltis no equivalente a menos de 3 campeonatos interiros.
Depois de ver o quadro resumo dos 3 árbitros a quem o C. A. incumbiu a responsabilidade de decidir quem é o campeão nacional 2019/20, compreendem agora porque é necessário jogar o triplo ou não?

12 comentários:

Anónimo disse...

Não há artigo em que o autor do blogue não se engane.

Diz o autor que 12 penalties é o maior saldo de penalties das últimas 12 épocas.

Ups?

E o que é aconteceu na época anterior a esta que acabou? Na época 18/19?

O SCP marcou 15 golos de penalties e sofreu 2 penalties, num saldo de 13 penalties.

Quando é que o autor do blogue vai começar a acertar?

Mas vejamos outro aspecto.

O FCP teve um saldo favorável em 19/20 relativamente ao SLB de 6 penalties tendo sido campeão com uma vantagem de 5 pontos.

Mas e vejamos a época de 17/18. O FCP teve um saldo favorável de 5 penalties. O SLB teve um saldo favorável de 10 penalties. Não obstante este diferencial de 5 penalties, o FCP foi campeão com 7 pontos. Não 1 nem 2 mas sim 7 pontos.

Em 19/20 o SLB com menos 6 penalties conseguiu menos 5 pontos que o FCP

Em 17/18 o FCP com menos 5 penalties conseguiu mais 7 pontos que o SLB.

Penso que está tudo dito. Ou não será assim?

E quando é que o autor conseguirá publicar um post sem erros?

Anónimo disse...

Já vimos que não existe post em que o autor não se engane.

Mas pior que os lapsos são as fugas à verdade em que o autor insiste.

Vejamos:

Diz o autor: “agora se uma equipa tiver mesmo o desempenho expectável exigível a um candidato de conseguir por si só 17 vitórias e ainda conseguir acrescentar mais 12 vitórias nos jogos que beneficia de penaltis”

Efectivamente foram 12 os jogos em que o FCP beneficiou de penalties.

Mas como o autor sabe ( e ao contrário do que afirma) nesses 12 jogos o FCP não obteve 12 vitórias. Obteve 8 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.

E esquece-se o autor de dizer que em 5 dos 8 jogos que venceu em jogos em que beneficiou de penalties o FCP já estava a ganhar os jogos quando esses penalties foram assinalados.

Influência Arbitral disse...

Não obteve 12 vitórias porque não foi competente. Não é por falhar os penaltis, que vamos dizer que não se usufruiu de boas condições arbitrais para garantir a vitória.
Na sua opinião, Carlos Xistra não estava a ajudar o F. C. Porto quando assinalou o penalti contra o Aves, só porque Zé Luís falhou o penalti, ou no jogo contra o Braga só porque o Alex Telles e o Tiquinho Soares acabaram falhando esses 2 penaltis?

Não vale a pena matar o mensageiro só porque a mensagem reflete algo que não é do nosso agrado.

Influência Arbitral disse...

Caro anónimo,

Nestas últimas 12 épocas, o Benfica foi campeão 6 vezes e o F. C. Porto também 6 vezes. Em 5 das 6 épocas em que o F. C. Porto foi campeão, o foi porque também foi a equipa que usufruiu de maior saldo de penaltis. Efetivamente em 2017/18, o F. C. Porto conseguiu ser campeão mesmo tendo um menor saldo de penaltis, mas como vê é a excepção, ou seja é a excepção que confirma a regra. Não é por ter acontecido uma excepção a regra que não devemos reconhecer que a norma é a equipa que obtém melhores condições arbitrais, acabar aproveitando essas condições para conquistar mais pontos e se sagrar campeão, como aconteceu nas outras 5 vezes que o F. C. Porto foi campeão (vantagem de 6 penaltis em 2008/09, vantagem de 4 penaltis em 2010/11, vantagem de 2 penaltis em 2011/12, vantagem de 1 penalti em 2012/13 e vantagem de 6 penaltis em 2019/20).

Apesar de estar em negação, acredito que sabes perfeitamente que nas últimas 12 épocas, jogar com um saldo favorável de 12 penaltis é o máximo de condições favoráveis que F. C. Porto usufruiu e que o máximo que o Benfica teve nas últimas 12 épocas foi de 10. Não há necessidade de incluir o debilitado Sporting da atualidade nesta discussão ombro a ombro pelo titulo, quando sabemos que nestas últimas 3 épocas não se assumiu como tal e nunca ficou a menos de 10 da liderança, estamos a falar de Sporting traumatizado após o episódio de terrorismo em Alcochete, que é até compreensível que tenha recebido alguma compaixão arbitral. Qual é a diferença para o Benfica e o F. C. Porto ao verem no final da época, o Sporting a 20 pontos ou a 15 pontos da liderança como tem sido a média das últimas 3 épocas? Diferenças superiores a 10 pontos (ou de 10% no rendimento médio), não são próprios de equipas que lutam ombro a ombro pelo mesmo objetivo.

Não há necessidade de criticar o mensageiro sempre que a mensagem não lhe agrade, se acredita que uma equipa que usufrui de 12 penaltis favoráveis jogou em muito melhores condições arbitrais do que outra que jogue com apenas 6 penaltis, só tem de dizer que não se importaria nada se seu clube tivesse sempre menos 6 penaltis que o principal rival nas próximas 6 épocas. Eu acredito que a norma iria prevalecer, ou seja a equipa que iria conquistar 5 dos 6 campeonatos seria sempre o rival do seu clube, estamos de acordo ou não?

Até pode não gosta da mensagem por conter verdades que não quer reconhecer.
Os números só dependem dos factos reais ocorridos e não da vontade do mensageiro.

Anónimo disse...

Relembro que no preambulo do seu blogue o senhor afirma: “Neste blogue simplesmente se contabiliza os penalties e expulsões efectivamente assinalados pelos árbitros, não existe a pretensão de catalogar como boas ou más as decisões..”

Na sua opinião quando afirma ” Na sua opinião, Carlos Xistra não estava a ajudar o F. C. Porto quando assinalou o penalti contra o Aves, só porque Zé Luís falhou o penalti, ou no jogo contra o Braga só porque o Alex Telles e o Tiquinho Soares acabaram falhando esses 2 penaltis?” não está catalogar as decisões de Carlos Xistra?

Este é só um exemplo. Post após post o senhor desrespeita o que no preambulo do seu blog procura definir como o objectivo:

A DETERMINAÇÃO DOS PONTOS SEM INFLUENCIA ARBITRAL.

O post de que estamos a falar é um claro exemplo. Em nenhuma das suas muitas linhas o senhor quantifica os PONTOS SEM INFLUENCIA ARBITRAL.

E não é inocentemente que o faz. É porque sabe que se o fizesse não poderia retirar as conclusões que tira.

Anónimo disse...

Meu caro senhor relembro-lhe que no referido preâmbulo o senhor refere existirem 2 grandes decisões arbitrais (penalties e expulsões) com influência directa no resultado final e na distribuição dos pontos em disputa e que supostamente a sua análise pretende chegar aos números de pontos sem influencia arbitral directa.

E essa influência não é mesma quando um penaltie a favor de um dos 3 grandes é assinalado quando um desses clubes está empatado ou quando está ganhar o referido jogo.

O autor no preambulo do seu blogue faz referencia a isso mesm, quando se refere a PONTOS COM INFLUENCIA ARBITRAL e PONTOS SEM INFLUENCIA ARBITRAL

No arrozoado do seu texto o autor rapidamente se esquece disto. Se não esquecesse e se fosse intelectualmente honesto teria dito que:

1º) em 8 dos 12 jogos (67%) em que teve penalties a seu favor os resultados finais não vieram alterados pela decisão arbitral

2º) no campeonato 19/20 se todos os jogos em que ocorreram penalties e/ou expulsões acabassem com tivessem terminado com o resultado que existia à data em que ocorreu o primeiro desse eventos, então na classificação final o Porto teminaria em primeiro com 73 pontos e o Benfica em segundo com 70 pontos, ou seja, numa classificação sem influencia arbitral o Porto terminaria na mesma em 1º lugar

Já agora, nas 19 épocas ocorridas entre 2001/02 e 2019/2020:

• O Sporting conseguiu obter 1.237 pontos, o Porto 1.437 e o Benfica 1.381pontos
• Se os jogos em que ocorreram penalties e/ou expulsões tivessem terminado com o resultado que existia à data em que ocorreu o primeiro desse eventos, o Sporting teria obtido menos 113 pontos, o Porto teria obtido menos 117 pontos e o Benfica menos 122 pontos

Ou seja, as diferenças são residuais. Mas se fizer um ranking a verdade é que o Benfica é o primeiro nesse ranking.

Anónimo disse...

Quanto à inclusão (ou não) do Sporting.

É muito engraçado que que o autor refira “que não há necessidade de incluir o debilitado Sporting da actualidade besta discussão ombro a ombro pelo título” quando ao autor quando lhe dá jeito não só inclui o Sporting como também inclui o Braga!!!!!

Mas o ponto não é esse. A tese do autor do blogue repetida até à exaustão é de que o Porto é lavado ao colo pelos árbitros.

Mas se assim é o que é acontece à tese quando os números do Sporting são piores?

Lá se vai a tese, não é verdade?

Anónimo disse...

A inclusão do sucedido na época 2017/2018 apenas foi feia, porque no seu texto o senhor defende a tese de que um saldo favorável de 6 penalties do Porto relativamente ao Benfica liquidou quaisquer hipóteses do Benfica ser campeão, e que seria necessário o Benfica jogar o dobro (ou o triplo) para ser campeão.

E a verdade meu caro senhor é que à distancia de apenas 2 épocas, a tese do senhor vem desmentida.

O Porto em 2017/2018 não obstante ter tido um saldo favorável inferior em 5 penalties ao saldo do Benfica conseguiu ser campeão com mais 7 pontos que o Benfica.

E isto se não entrarmos em contos com os PONTOS COM INFLUENCIA ARBITRAL. Porque se entrássemos o Porto teria sido campeão não com 7 pontos de vantagem mas sim com 18 pontos de vantagem!!!!

Lá se vai a tese, não é verdade?

Anónimo disse...

Meu caro senhor,
O seu blogue é um somatório de:
1º) Erro nos dados da amostra
2º) Catalogações de decisões arbitrais
2º) Análises enviesadas em que rápida e deliberadamente se esquece daquilo que no preambulo do mesmo definiu como sendo o objectivo do mesmos :

CÁLCULO DE PONTOS SEM INFLUENCIA ARBITAL NÃO CATALOGANDO AS DECISÕES ARBITRAIS.

E isto acontece porque o senhor tem uma agenda definida:

Ao resultados do Porto são resultado de uma estratégia executada pelos órgão dirigentes através da nomeação de um conjunto de árbitros nomeados para beneficiarem o Porto.

Esta agenda é no mínimo anedótica num tempo em que sabe que

“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem” ? 

Influência Arbitral disse...

Quando constatas que nas últimas 12 épocas, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra que são os 3 árbitros que em média apitaram mais jogos dos candidatos ao titulo, concederam u, saldo favorável de 25 penaltis ao F. C. Porto e o ao Benfica apenas um saldo de 1 penalti em 85 jogos, qualquer um percebe que as condições arbitrais que os 2 candidatos ao titulo competiram não foram as mesmas. É que são estes os árbitros maioritariamente escolhidos pelo C. A. para apitarem os jogos contra os adversários mais difíceis da Liga Portuguesa, jogos onde o penalti será mesmo o elemento diferenciador no rendimento pontual,
Não reconhecer que é uma grande vantagem ter nos jogos mais equilibrados, uma vantagem de 24 penaltis é um indicio evidente que existe influência arbitral, pois duas equipas que lutam pelo mesmo objetivo taco a taco, mantendo no geral ambas o mesmo rendimento médio, nunca ocorreriam mais 24 penaltis na área de uma delas do que na do seu rival. Agora pensa se a situação era a inversa, ou seja seria sempre seleccionados para apitar o Clássico, um arbitro que garante ao Benfica um rendimento médio mais de 10% superior ao F. C. Porto e que este arbitro no seu histórico tinha concedido ao Benfica uma vantagem de 24 penaltis nesses jogos mais difíceis, achas mesmo que neste momento teríamos os 2 rivais no geral com os mesmos 80% do pontos possíveis conquistados nas últimas 12 épocas, ou uma vantagem no rendimento geral do Benfica?
Não se chega a uma diferença de 24 penaltis entre 2 equipas que lutam pelo mesmo objetivo com um arbitro imparcial, equidistante. Logo, o C. A. utilizando preferencialmente estes arbitros nos jogos que decidem o campeão esta claramente a conceder condições arbitrais favoráveis ao F. C. Porto, não dá para ignorar isso. Os números são bastante claros.

Anónimo disse...

O autor do blog deve ser político de profissão.

Escreveu um artigo sustentando a tese de que uma diferença de saldo de 6 penalties entre o clube A e o clube B:
• Era uma evidência de um claro benefício do clube A (no caso o Porto)
• Seria a razão para que o clube B (no caso o Benfica) não ter conseguido ser campeão

Colocado perante a situação ocorrida em 2017/18 em que se verificou uma situação idêntica (mas com inversão dos clubes) e em que não obstante o saldo desfavorável o clube B (no caso o Porto) conseguiu ser campeão, o que é fez o autor?

O autor teria uma de 2 soluções: Ou assumia que a existência do saldo daquela dimensão não era afinal sinal de um benefício do clube A ou vinha a terreiro dizer que em 2017/18 o Benfica tinha sido levado ao colo.

O autor não fez nenhuma das duas coisas. À boa maneira dos políticos fugiu à questão puxando para cima da mesa o historial dos jogos apitado por Artur Soares Dias, Carlos Xistra e Jorge Sousa.

Ao contrário do autor do blog, não fujo às questões. Vamos então analisar os números destes 3 árbitros.

Mas ao contrário do autor do que o autor do blogue faz, vamos analisá-los à luz dos critérios definidos pelo autor no preâmbulo do seu blog:

“Partindo do princípio de que os critérios arbitrais são iguais e que todos os clubes beneficiam e são penalizados pelas decisões arbitrais de acordo com a capacidade que os seus atletas demonstraram em conquistar pontos sem dependência directa das decisões arbitrais, A LONGO PRAZO É EXPECTÁVEL HAVER UMA CORRELAÇÃO LINEAR ENTRE OS PONTOS CONQUISTADOS SEM INFLUÊNCIA ARBITRAL E OS PONTOS ACRESECENTADOS COM INFLUÊNCIA ARBITRAL. Estatisticamente, após analisarmos um grande nº de jogos, não se espera encontrar grandes diferenças de pontos acrescentados/perdidos directamente COM INFLUÊNCIA ARBITRAL entre equipas que demonstrem o mesmo potencial para somar PONTOS SEM INFLUÊNCIA ARBITRAL”.

Vamos aos números

1º) Os referidos 3 árbitros apitaram 119 jogos do SCP, 110 do FCP e 107 do SLB, num total de 336 jogos. O mix foi de 35%, 33% e 32%.

2º) Com estes árbitros o SCP obteve 228 pontos, o FCP obteve 253 pontos e 227 pontos

3º) Os pontos acrescentados com influência arbitral foram de 26 para o SCP, 26 para o FCP e 19 para o SLB (ou sejam 0.22 pontos por jogo no caso do SCP, 0.24 no caso do Porto e 0.18 no caso do SLB

4º) Ou seja, 11% dos pontos conquistados pelo SCP nos jogos apitados por estes 3 árbitros foram pontos conquistados com influência arbitral. No caso do FCP foram 10%. E no caso do SLB foram 8%.

5º) Comparemos estes números com os números totais dos 3 clubes. Desde 2001/2002 SCP, FCP e SLB obtiveram respectivamente 1.237 pontos, 1.437 pontos e 1.391 pontos. Os pontos conquistados com influência arbitral foram respectivamente de 113, 117 e 122 pontos. Ou seja, 9% no caso do SCP, 8% no caso do FCP e 9% no caso do Benfica.

Parece que os números são claros a afastar a sua tese, não é verdade?

PS Andei à procura no seu blog de um artigo em que se escandalizasse com o saldo de penalties ocorrido em 2017/2018 e não encontrei nem uma linha sobre o assunto.

Engraçado, não é verdade?

Influência Arbitral disse...

Falando em evitar responder a perguntas, ainda não assumiu o que pensa que aconteceria, caso nas próximas 6 épocas o seu clube usufruísse de menos 6 penaltis que o Benfica por época, quem teria condições arbitrais para conquistar 5 dos 6 campeonatos, pois vencer excepcionalmente 1 época também acredito que pode sempre acontecer, agora a norma será a equipa que tiver uma vantagem de 6 penaltis vencer o campeonato. Considerarias mesmo havendo uma vantagem de 6 penaltis para o Benfica em relação ao F. C. Porto, tal facto não aumentaria as probabilidades do Benfica e não diminuiria muito as probabilidades do F. C. Porto sonhar conquistar 5 dos próximos 6 campeonatos? 6 penaltis de diferença tem sim, efeito no rendimento desportivo das 2 equipas (equipas que sem o efeito dos penaltis marcaram praticamente o mesmo nº de golos).

Também ainda se aguarda a resposta sobre o que pensas sobre a diferença de 24 penaltis, é normal ou anormal acontecer entre equipas que lutam pelo mesmos objetivos?
Quanto ao Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra é de estranhar que não te tenhas prenunciado se uma diferença de 24 penaltis é o não anormal entre 2 equipas que lutam pelo mesmo objectivo em apenas 85 jogos? Apenas tentas dizer que seguindo o critério de ver quantos pontos conquistados nos seus jogos foram efetivamente pontos com influência arbitral direta no criterio objetivo utilizado aqui no Blog e que nas últimas 12 épocas só existe uma vantagem de 7 pontos com influência arbitral direta para o F. C. Porto em relação ao Benfica. Esses 7 pontos de diferença são apenas daqueles pontos em que objetivamente todos reconhecem que advieram do último golo de penalti ou após uma expulsão, pois casos como o da jornada 20 em que com 1-1 no marcador, Artur Soares Dias, assinalou o penalti favorável ao F. C. Porto, como não foi o último golo no jogo do F. C. Porto, nesses critério objetivo seguido no blog não são contabilizados +2 pontos com influência arbitral direta, mas todos temos consciência que ajudou muito o F. C. Porto a vencer esse jogo. Apenas posso comentar as últimas 12 épocas, não tenho os dados desde 2001/02 que dizes possuir para tentar tirar conclusões com esses dados, mas tens alguma dificuldade em tirar conclusões sobre as tendências destes 3 árbitros analisando as últimas 12 épocas (apitaram 90 jogos do F. C. orto e 85 jogos do Benfica, dá perfeitamente para constatar que 24 penaltis de diferença não é próprio de uma arbitragem equidistante entre estes 2 clubes).

Não encontraste nenhum artigo em que tivesse sido considerado um escândalo o Benfica usufruir de mais penaltis que o F. C. Porto em 2017/18 ou que o Benfica tivesse conseguido ser campeão 2018/19 mesmo tendo o F. C. Porto usufruído de mais 2 penaltis que o Benfica, que o Benfica tivesse sido campeão em 2014/15 mesmo usufruindo menos 3 penaltis que o F. C. Porto, ou que o Benfica tivesse sido campeão em 2013/14 mesmo usufruindo menos 4 penaltis que o F. C. Porto. Com uma diferença de 6 penaltis, o clube beneficiado foi sempre campeão, pelos dados das últimas 12 épocas.