segunda-feira, 9 de março de 2015

EFEITO JORGE SOUSA E PEDRO PROENÇA NO RENDIMENTO DOS CANDIDATOS

Apesar do sucedido nos instantes finais deste último Braga-Porto, ou do Porto-Braga na 1ª volta desta época 2014-15, JORGE SOUSA E PEDRO PROENÇA NOS ÚLTIMOS 7 CAMPEONATOS (28 JOGOS DO F.C. PORTO) NÃO VIRAM NENHUMA INFRAÇÃO NA ÁREA DO F.C. PORTO! 28 jogos representam mais de 2.520 minutos sem ter ocorrido nenhuma falta na área! 

Inacreditável! Mas conseguiram assinalar 10 penaltis favoráveis ao F.C. Porto nesses 28 jogos.
Alguém acredita que em condições normais tal facto corresponde ao que é expectável acontecer? Como com todos os outros árbitros, o F.C. Porto sofreu 18 penaltis em 176 jogos, concluimos que em média o F.C. Porto sofre um penalti por cada 10 jogos realizados. Apenas 23 dos 176 jogos dirigidos pelos restantes árbitros foram partidas contra os outros candidatos ao titulo (Benfica, Sporting ou Braga).

Todos sabemos que, Jorge Sousa e o Pedro Proença foram os elementos mais priviligiados pela cupula da arbitragem nacional nas últimas épocas. Estes 2 arbitros internacionais foram responsáveis pela arbitragem de aproximadamente 14% dos 204 jogos realizados por cada um dos 2 principais candidatos ao titulo (F.C. Porto e Benfica) nos últimos 7 campeonatos.

Estes dois arbitros foram sistematicamente nomeados pelo Conselho de Arbitragem para os principais desafios dos candidatos ao titulo, 18 dos 28 jogos do F.C. Porto que dirigiram nos últimos 7 campeonatos foram contra o Benfica, Sporting ou Braga, tendo o F.C. Porto nesses 28 jogos beneficiado de um saldo de 17 decisões arbitrais  favoráveis.

Por seu lado, 14 dos 29 jogos do Benfica que dirigiram nos últimos 7 campeonatos foram confrontos contra o F.C. Porto, Sporting ou Braga, sendo que o Benfica competiu nesses 29 jogos beneficiando de um saldo de 1 decisão arbitral favorável. Em praticamente o mesmo número de jogos dirigidos do F.C. Porto e do Benfica, existe uma enorme diferença de 16 decisões arbitrais favoráveis ao F.C. Porto em relação ao Benfica, nos jogos em que as decisões arbitrais são da responsabilidade destes 2 árbitros.

Como cada um dos últimos 6 campeonatos corresponde a 30 jornadas, 28 e 29 jogos, são quase um campeonato inteiro de jogos em que estes dois arbitros foram responsáveis pelo critério arbitral aplicado, que permitiram ao F.C. Porto conquistar 61 pontos (73% dos pontos possíveis) e ao Benfica conquistar 42 pontos (48% dos pontos possíveis). Curiosamente nos últimos 7 campeonatos com todos os restantes árbitros, o F.C. Porto em 176 jogos conquistou 433 pontos (82% dos pontos possíveis) e o Benfica em 175 jogos conquistou 438 pontos (83% dos pontos possíveis). 

Curiosamente nos 176 jogos com todos os outros arbitros, o F.C. Porto beneficiou de competir nesses jogos com um saldo de 56 decisões arbitrais favoráveis e o Benfica nos 175 jogos com todos os outros arbitros beneficiou de competir nesses jogos com um saldo de 57 decisões arbitrais favoráveis, ou seja os dois clubes com todos os outros arbitros competiram praticamente nas mesmas condições arbitrais.

Nos últimos 7 campeonatos o rendimento do F.C. Porto e Benfica com todos os outros arbitros foi muito similar, pois o F.C. Porto nesses 176 jogos conquistou 433 pontos (82% dos pontos possíveis) e o Benfica nos 175 jogos conquistous 438 pontos (83% dos pontos possíveis).

Quadro que discrimina os jogos arbitrados pelo Jorge Sousa/Pedro Proença de todos os restantes árbitros.

Dos 4 candidatos o F.C. Porto é de longe o clube que beneficiou de mais penaltis favoráveis nos jogos dirigidos pelo Jorge Sousa ou Pedro Proença, dos 21 penaltis que assinalaram favoráveis aos 4 candidatos, 10 foram em beneficio do F.C. Porto.
Jorge Sousa e Pedro Proença não assinalaram nenhum penalti desfavorável ao F.C. Porto em 28 jogos, praticamente um campeonato completo sem nenhuma penalização direta do F.C. Porto no marcador! Dos 11 penaltis desfavoráveis que assinalaram aos 4 candidatos ao titulo nos últimos 7 campeonatos, 6 deles foram para penalizar o Benfica.
Inexplicavelmente, F.C. Porto e Benfica que foram as 2 equipas portuguesas  que mais pontos conquistaram no agregado geral das últimas 7 épocas (204 jogos=30+30+30+30+30+30+24 jornadas), nos jogos dirigidos pelo Jorge Sousa e Pedro Proença competiram em condições arbitrais muito diferentes daquilo que foi a norma estatística com todos os outros arbitros e consequentemente também tiveram um rendimento pontual muito desigual nos nesses jogos. Se estes 2 arbitros mantivessem a média de decisões arbitrais dos restantes árbitros, então o F.C. Porto teria competido nos 28 jogos dirigidos pelo Jorge Sousa ou Pedro Proença, com um saldo de 9 decisões arbitrais favoráveis em vez dos 17 que efetivamente beneficiou e o Benfica mantendo a sua média com todos os outros árbitros deveria também ter beneficiado de um saldo de 9 decisões arbitrais favoráveis nos 29 jogos arbitrados pelo Jorge Sousa ou Pedro Proença, em vez do saldo de, 1 decisão arbitral favorável que efetivamente obteve nesses 29 jogos. É realmente incompreensível esta enorme diferença arbitral entre duas equipas que demontraram dados muito semelhantes com todos os restantes arbitros. Os árbitros não deveriam influenciar tão significativamente os desempenhos desportivos dos clubes.

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